Janja pede bloqueio do Discord após suicídio de adolescente
A primeira-dama pediu colaboração com Legislativo para tirar a plataforma do ar; AGU planeja mover ação civil pública
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Artur Maldaner
Primeira-dama Janja da Silva discursou no festival de música que acontece neste sábado (01), em Belém, no Pará | Fernando Frazão/Agência Brasil
A primeira-dama, Janja da Silva, pediu, nesta quinta (6), que o Discord seja bloqueado no Brasil. Ela afirmou durante cerimônia no Palácio do Planalto que o governo precisa buscar o Legislativo para tirar a “rede horrorosa do ar”. O apelo foi feito após uma adolescente de 13 anos se suicidar durante uma transmissão na plataforma.
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“Eu não posso aceitar ver uma menina de 13 anos se mutilar ao vivo no Discord e morrer. Esse não é um caso isolado, são muitos casos. Precisamos atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede do ar”, afirmou Janja.
A morte da jovem foi investigada pelo Ministério da Justiça por meio da operação Lívia, que faz homenagem à vítima. De acordo com a pasta, a menina, natural de Navaraí (MS), havia sido coagida por um grupo extremista a se automutilar e se enforcar, enquanto participava de uma chamada de vídeo que durou mais de 40 minutos e estava acessível para mais de 200 usuários.
Outra adolescente, de 17 anos, também foi vítima dos abusos e sobreviveu. Após a investigação, o ministério constatou que o Discord possui uma falha sistêmica na aplicação de seus mecanismos de proteção de crianças e adolescentes.
Popular entre jovens interessados em jogos de videogame, o Discord é uma rede social que permite a criação de servidores privados de conversas, que ocorrem por meio de chamadas de vídeo e voz.
De acordo com o Discord, a idade de seus usuários é verificada mediante o acesso de conteúdos considerados impróprios para menores. O reconhecimento é feito pela análise de reconhecimento facial e documentos. Leia aqui o artigo da plataforma.
AGU move ação
Após ouvir a declaração do Ministério da Justiça, o advogado-geral da União, Jorge Messias, manifestou interesse no caso. Messias pediu que as informações da operação Lívia sejam encaminhadas à Advocacia Geral da União (AGU) o mais rápido possível.
Segundo o advogado, o objetivo é mover uma ação civil pública contra o Discord.
Janja pede bloqueio do Discord após suicídio de adolescenteA primeira-dama pediu colaboração com Legislativo para tirar a plataforma do ar; AGU planeja mover ação civil públicaPolítica2026-08-06T22:44:32.870ZA primeira-dama, Janja da Silva, pediu, nesta quinta (6), que o Discord seja bloqueado no Brasil. Ela afirmou durante cerimônia no Palácio do Planalto que o governo precisa buscar o Legislativo para tirar a “rede horrorosa do ar”. O apelo foi feito após uma adolescente de 13 anos se suicidar durante uma transmissão na plataforma. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Eu não posso aceitar ver uma menina de 13 anos se mutilar ao vivo no Discord e morrer. Esse não é um caso isolado, são muitos casos. Precisamos atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede do ar”, afirmou Janja. A morte da jovem foi investigada pelo Ministério da Justiça por meio da operação Lívia, que faz homenagem à vítima. De acordo com a pasta, a menina, natural de Navaraí (MS), havia sido coagida por um grupo extremista a se automutilar e se enforcar, enquanto participava de uma chamada de vídeo que durou mais de 40 minutos e estava acessível para mais de 200 usuários. Outra adolescente, de 17 anos, também foi vítima dos abusos e sobreviveu. Após a investigação, o ministério constatou que o Discord possui uma falha sistêmica na aplicação de seus mecanismos de proteção de crianças e adolescentes. Popular entre jovens interessados em jogos de videogame, o Discord é uma rede social que permite a criação de servidores privados de conversas, que ocorrem por meio de chamadas de vídeo e voz. De acordo com o Discord, a idade de seus usuários é verificada mediante o acesso de conteúdos considerados impróprios para menores. O reconhecimento é feito pela análise de reconhecimento facial e documentos. Leia aqui o artigo da plataforma. AGU move ação Após ouvir a declaração do Ministério da Justiça, o advogado-geral da União, Jorge Messias, manifestou interesse no caso. Messias pediu que as informações da operação Lívia sejam encaminhadas à Advocacia Geral da União (AGU) o mais rápido possível. Segundo o advogado, o objetivo é mover uma ação civil pública contra o Discord. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/janja-pede-bloqueio-do-discord-apos-suicidio-de-adolescente
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