Proibição de redes sociais para menores divide especialistas e famílias
Enquanto países restringem acesso de adolescentes, especialistas alertam para riscos e defendem supervisão e educação digital
Flavia Travassos
O sucesso nas redes sociais tem chegado cada vez mais cedo. Mary, de apenas 11 anos, já acumula seguidores e produz conteúdo na internet.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
“Ela só tem acesso na minha presença. Quando quer gravar vídeo, é 100% supervisionado”, afirma. A mãe também reforça que a criança não pode publicar ou interagir sem autorização.
O caso mostra uma realidade cada vez mais comum: crianças e adolescentes conectados desde cedo, enquanto famílias tentam equilibrar liberdade e segurança no ambiente digital.
Na Austrália, menores de 16 anos estão proibidos de ter contas em plataformas como Instagram, Facebook e TikTok, mesmo com autorização dos pais. A medida tem como objetivo reduzir riscos associados ao uso precoce das redes.
Outros países, como Reino Unido e Espanha, também avaliam adotar restrições semelhantes. Especialistas apontam que o uso excessivo pode causar dependência e aumentar o tempo de exposição às telas.
Dependência e riscos além das redes
A professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Telma Vinha, explica que os mecanismos das plataformas são projetados para manter o usuário conectado por mais tempo.
“A reprodução automática e o fluxo contínuo de conteúdo fazem com que adolescentes passem muito tempo conectados, o que pode gerar dependência”, afirma.
Apesar disso, a proibição total pode não ser a solução ideal. Isso porque os adolescentes podem migrar para outras plataformas menos conhecidas e potencialmente mais perigosas.
Segundo Mariana Ochs, coordenadora do Educamídia, programa desenvolvido para engajar a sociedade no processo de educação midiática de crianças e adolescentes, os riscos vão além das redes sociais tradicionais e incluem a exposição a conteúdos violentos, assédio e o contato com pessoas mal-intencionadas.
“A gente não eliminou os perigos. Os riscos de exposição a conteúdos violentos, de sexualização e de violência de gênero nos ambientes digitais continuam existindo. Situações como o compartilhamento de imagens íntimas não circulam apenas nas redes sociais, mas principalmente entre pessoas do mesmo convívio. Por isso, é importante que os jovens consigam identificar essas situações como perigosas e inadequadas”, afirmou.
Proibição de redes sociais para menores divide especialistas e famíliasEnquanto países restringem acesso de adolescentes, especialistas alertam para riscos e defendem supervisão e educação digitalBrasil2026-02-21T01:03:31.538ZO sucesso nas redes sociais tem chegado cada vez mais cedo. Mary, de apenas 11 anos, já acumula seguidores e produz conteúdo na internet. Mas o acesso é totalmente supervisionado pela mãe, Suellen, que administra os perfis e acompanha todas as publicações da filha.
+ “Ela só tem acesso na minha presença. Quando quer gravar vídeo, é 100% supervisionado”, afirma. A mãe também reforça que a criança não pode publicar ou interagir sem autorização. O caso mostra uma realidade cada vez mais comum: crianças e adolescentes conectados desde cedo, enquanto famílias tentam equilibrar liberdade e segurança no ambiente digital. de ter contas em plataformas como Instagram, Facebook e TikTok, mesmo com autorização dos pais. A medida tem como objetivo reduzir riscos associados ao uso precoce das redes. Outros países, como Reino Unido e Espanha, também avaliam adotar restrições semelhantes. Especialistas apontam que o uso excessivo pode causar dependência e aumentar o tempo de exposição às telas. Dependência e riscos além das redes A professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Telma Vinha, explica que os mecanismos das plataformas são projetados para manter o usuário conectado por mais tempo. “A reprodução automática e o fluxo contínuo de conteúdo fazem com que adolescentes passem muito tempo conectados, o que pode gerar dependência”, afirma. Apesar disso, a proibição total pode não ser a solução ideal. Isso porque os adolescentes podem migrar para outras plataformas menos conhecidas e potencialmente mais perigosas. Segundo Mariana Ochs, coordenadora do Educamídia, programa desenvolvido para engajar a sociedade no processo de educação midiática de crianças e adolescentes, os riscos vão além das redes sociais tradicionais e incluem a exposição a conteúdos violentos, assédio e o contato com pessoas mal-intencionadas. “A gente não eliminou os perigos. Os riscos de exposição a conteúdos violentos, de sexualização e de violência de gênero nos ambientes digitais continuam existindo. Situações como o compartilhamento de imagens íntimas não circulam apenas nas redes sociais, mas principalmente entre pessoas do mesmo convívio. Por isso, é importante que os jovens consigam identificar essas situações como perigosas e inadequadas”, afirmou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/proibicao-de-redes-sociais-para-menores-divide-especialistas-e-familias
PL 'dribla' STF e exibe Jair Bolsonaro em vídeo de IA
Mensagem do ex-presidente foi exibida durante evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência após restrições impostas por Moraes
Associação dos delegados da PF vê risco para caso Master
Em entrevista ao SBT News, presidente da entidade dos delegados da PF diz que corporação aprendeu com anulações, segue protocolos e atua com preocupação