Polícia

Exclusivo: imagens inéditas mostram ação de criminosos em roubo a joalheria em SP

Criminosos usaram carrinho para levar cofre de quase meia tonelada; polícia prendeu suspeitos e procura líder da quadrilha

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Imagens inéditas revelam como foi executado o furto milionário a uma joalheria em Moema, na zona sul de São Paulo, no último domingo (15).

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O crime causou um prejuízo estimado em R$ 4,5 milhões, valor quatro vezes maior do que o inicialmente informado pelos proprietários.

A ação começou pouco depois da meia-noite, quando um dos criminosos foi flagrado cobrindo câmeras de segurança com fita isolante no corredor do 12º andar do prédio comercial onde funciona a joalheria.

Mesmo após tentar bloquear os equipamentos, parte da movimentação foi registrada. As imagens mostram o suspeito circulando pelo andar e outros comparsas chegando para arrombar as portas das salas ocupadas pela empresa.

Os criminosos encontraram o cofre, arrancaram câmeras de segurança internas e, como não conseguiram abri-lo no local, decidiram levá-lo inteiro.

O cofre, que pesa quase meia tonelada, foi transportado com um carrinho até a garagem e colocado em um carro modelo SpaceFox. Outro veículo, um Renault Logan, também foi usado na fuga.

A suspeita é que pelo menos dez pessoas participaram da ação criminosa, e que os envolvidos chegaram a alugar uma sala no próprio prédio para facilitar o acesso.

Suspeitos foram identificados e presos

Nesta quinta-feira (19), a polícia prendeu Igor Jesus Matos, suspeito de ajudar na tentativa de arrombamento do cofre ao levar ferramentas ao local.

Na quarta-feira, também foi presa Nara Maria Quintanilha, companheira de um dos suspeitos. Com ela, os policiais encontraram placas de veículos roubados e munição de fuzil.

Outros dois suspeitos, incluindo o apontado como líder da quadrilha, foram identificados e tiveram a prisão decretada, mas seguem foragidos.

O porteiro do prédio chegou a ser detido e interrogado, mas foi liberado. Ele continua sendo investigado e afirmou à polícia que teria sido obrigado a colaborar com os criminosos.

Segundo os investigadores, há indícios de que as joias roubadas possam já ter sido derretidas ou repassadas a receptadores, o que dificulta a recuperação dos bens.

O caso segue sob investigação.

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