Dia Nacional da Doação de Órgãos: verdades que ainda precisam ser ditas
Barreiras silenciosas que limitam a doação de órgãos no Brasil exigem reflexão e informação para superar desafios históricos
Brazil Health
27/09/2025, 09:00 • Atualizado em 27/09/2025, 09:00
compartilhar
Cirurgia de transplante | Divulgação/Agência Gov
A doação de órgãos é um dos maiores gestos de solidariedade que alguém pode deixar como legado. Ainda assim, o Brasil, que possui um dos maiores sistemas públicos de transplantes do mundo, enfrenta uma dura realidade: milhares de pessoas continuam na fila à espera de um órgão. Parte desse problema não está apenas na escassez de doadores, mas também nos silêncios, mitos e tabus que rondam o tema.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado neste sábado (27), nos convida a refletir não apenas sobre a importância de salvar vidas, mas também sobre a necessidade de falar abertamente sobre o tema. Conversar com a família, registrar a vontade de ser doador e esclarecer dúvidas é um gesto de cuidado que vai além da própria vida. É preparar o caminho para que, em um momento difícil, a decisão seja tomada com clareza e com a certeza de que o amor pode continuar transformando destinos.
Desmistificando a doação de órgãos
No consultório, é comum ouvir dúvidas sobre o processo de doação. Algumas famílias acreditam que o corpo não será tratado com dignidade ou que o falecido será desfigurado, o que não acontece. Outras pensam que a doação pode ir contra princípios religiosos, quando, na verdade, a maioria das tradições apoia esse gesto como expressão de amor e compaixão. O que falta muitas vezes é informação clara e acessível, capaz de desmistificar preconceitos que impedem a decisão de doar.
A decisão geralmente precisa ser tomada em meio ao luto recente, logo após a confirmação da morte cerebral. É um instante de enorme dor, em que a família precisa lidar, ao mesmo tempo, com a despedida e com uma escolha que pode salvar vidas. Nessa hora, a falta de conversa prévia em vida pesa. Quando a pessoa já manifestou em família o desejo de ser doadora, a decisão se torna mais leve, pois deixa de ser um dilema e passa a ser um gesto de respeito à vontade de quem partiu.
A função dos profissionais de saúde vai além de explicar procedimentos: é ouvir, acolher e oferecer segurança. A forma como a equipe se comunica com a família pode mudar completamente o rumo da decisão. Um diálogo humano, respeitoso e claro ajuda a transformar a dor em solidariedade. Nesse sentido, cada profissional envolvido tem também a missão de ser um facilitador de esperança.
*Alfredo Salim é clínico médico e head nacional da Brazil Health (CRM/SP: 43163 | RQE 132808)
Dia Nacional da Doação de Órgãos: verdades que ainda precisam ser ditasBarreiras silenciosas que limitam a doação de órgãos no Brasil exigem reflexão e informação para superar desafios históricosSaúde2025-09-27T09:00:00.000ZA doação de órgãos é um dos maiores gestos de solidariedade que alguém pode deixar como legado. Ainda assim, o Brasil, que possui um dos maiores sistemas públicos de transplantes do mundo, enfrenta uma dura realidade: milhares de pessoas continuam na fila à espera de um órgão. Parte desse problema não está apenas na escassez de doadores, mas também nos silêncios, mitos e tabus que rondam o tema. O Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado neste sábado (27), nos convida a refletir não apenas sobre a importância de salvar vidas, mas também sobre a necessidade de falar abertamente sobre o tema. Conversar com a família, registrar a vontade de ser doador e esclarecer dúvidas é um gesto de cuidado que vai além da própria vida. É preparar o caminho para que, em um momento difícil, a decisão seja tomada com clareza e com a certeza de que o amor pode continuar transformando destinos. Desmistificando a doação de órgãos No consultório, é comum ouvir dúvidas sobre o processo de doação. Algumas famílias acreditam que o corpo não será tratado com dignidade ou que o falecido será desfigurado, o que não acontece. Outras pensam que a doação pode ir contra princípios religiosos, quando, na verdade, a maioria das tradições apoia esse gesto como expressão de amor e compaixão. O que falta muitas vezes é informação clara e acessível, capaz de desmistificar preconceitos que impedem a decisão de doar. O momento mais difícil para dizer "sim" A decisão geralmente precisa ser tomada em meio ao luto recente, logo após a confirmação da morte cerebral. É um instante de enorme dor, em que a família precisa lidar, ao mesmo tempo, com a despedida e com uma escolha que pode salvar vidas. Nessa hora, a falta de conversa prévia em vida pesa. Quando a pessoa já manifestou em família o desejo de ser doadora, a decisão se torna mais leve, pois deixa de ser um dilema e passa a ser um gesto de respeito à vontade de quem partiu. A função dos profissionais de saúde vai além de explicar procedimentos: é ouvir, acolher e oferecer segurança. A forma como a equipe se comunica com a família pode mudar completamente o rumo da decisão. Um diálogo humano, respeitoso e claro ajuda a transformar a dor em solidariedade. Nesse sentido, cada profissional envolvido tem também a missão de ser um facilitador de esperança. *Alfredo Salim é clínico médico e head nacional da Brazil Health (CRM/SP: 43163 | RQE 132808)São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/dia-nacional-da-doacao-de-orgaos-verdades-que-ainda-precisam-ser-ditas
Flávio Bolsonaro chega aos EUA para audiência sobre tarifas
Pré-candidato à Presidência da República desembarca no país a 2 dias de reunião com o governo americano; senador assistirá jogo do Brasil em Washington
Trump liga para Putin e tem conversa de 1h30 sobre Ucrânia
Presidente dos EUA ligou para líder russo no dia em que EUA comemoraram 250 anos da independência; cúpula da Otan será realizada nesta semana, em Istambul