Padilha: Lula disse "aquilo que outras lideranças internacionais já disseram"
Ministro das Relações Institucionais comentou declaração do presidente sobre guerra em Gaza
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SBT News
20/02/2024, 14:00 • Atualizado em 20/02/2024, 15:10
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O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por comparar os ataques a Gaza por Israel ao holocausto.
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Segundo o líder da articulação no governo, o dito pelo presidente foi “aquilo que outras lideranças internacionais já disseram, não só chefes de estado, sociedade, profissionais de saúde, representantes de agencias da ONU, que tem um massacre acontecendo e que tem que encerrar o mais rápido possível”.
Quando perguntado sobre o processo iniciado por parlamentares que exige a retirada de Lula, classificou o pedido de impeachment como “desqualificado”.
Alexandre Padilha afirmou que a manobra política não vai progredir, assim “como outros também não progrediram”. “Tenho certeza absoluta de que vamos repetir, esse ano de 2024, o bom sucesso da relação política entre governo e Congresso Nacional que nós tivemos em 2023”, completou.
“O grande fato político e diplomático [...] é o posicionamento histórico dos Estados Unidos definindo o cessar-fogo de Israel nesse conflito gravíssimo”, exemplificou em entrevista ao Roda Viva da TV Cultura na segunda (19).
“Quem está com posição comprometida é Israel, especificamente Netanyahu”. Segundo o ministro, a proposição norte-americana é um posicionamento histórico. “Reconheceram, que não é possível admitir a continuação da atividade militar”, afirmou sobre.
Ao ser questionado sobre o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ter sido escalado para tratar com presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a mando do governo, Alexandre Padilha (Relações Institucionais) afirmou achar “ótimo”.
É trabalho da pasta de Padilha a interlocução entre os poderes, sobretudo entre Legislativo e Executivo. Todavia, Lira há muito reclamava da articulação realizada pelo ministro.
"As conquistas que tivemos no ano passado, foi o tempo todo operando com vários interlocutores... No Senado, na Câmara, quanto mais ministro conversando com o presidente da Câmara, o presidente do Senado, com líderes... Para mim é melhor", pontuou esclarecendo que todas as mediações passam por orientações.
Sobre a imagem de Arthur Lira, membro da oposição, o ministro das Relações Institucionais classificou como “postura muito importante”.
“O presidente da Câmara, embora ele tenha votado no candidato derrotado, foi, se não me engano, o primeiro presidente de um Poder a ligar para o presidente Lula e reconhecer o resultado eleitoral. Foi muito importante durante a transição, em dar estabilidade, reforçar a estabilidade. Quando teve o 8 de Janeiro, ele foi o primeiro a me ligar”, contou Padilha.
O ministro Padilha reafirmou que Bolsonaro é “um líder de barro”. Fala foi inicialmente proferida em 9 de janeiro. Na visão dele, o ex-presidente é uma liderança que “não se sustenta”. “Não consegue liderar uma oposição política, por que não tem discurso para a sua posição”.
“Se as pessoas quiserem ir para a manifestação, que possam ir. As pessoas escolhem de que lado da história querem estar. Eu quero estar sempre do lado da democracia”, avaliou o líder da articulação do governo.
Três governadores confirmaram presença no evento: Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás. Alguns congressistas também devem marcar presença.
Ao mencionar o bloco evangélico, que fortaleceu a convocação do ato na Paulista, Alexandre Padilha avaliou que “já se aceitou criar uma separação entre o presidente Lula e o evangélico” por conta de notícias falsas. Mas reforçou o compromisso do Executivo com a liberdade religiosa.
“É um ato convocado por um ex-presidente da República, um dia depois que a Polícia Federal trouxe evidências robustas de que tinha uma organização criminosa no Palácio do Planalto que atentava contra a democracia” — Alexandre Padilha.
Troca dos nomes em agências
Quando questionado se o governo deveria ter feito um “pente fino” mais rigoroso na troca de governos (de Bolsonaro para Lula 3), o palaciano disse ser contra uma “espécie de macartismo”.
Entretanto, alertou: “a medida que as investigações vão progredindo, eu sou absolutamente favorável a uma punição severa a absolutamente todos aqueles que ou planejaram, ou executaram, ou financiaram os atos golpistas”.
Guilherme Boulos (Psol-SP) e eleições em 2024
“Na cidade de São Paulo vamos ter uma polarização muito importante, a candidatura de Guilherme Boulos é a cara do presidente Lula. Acho que tem todas as condições de construir uma frente ampla entorno dele”, analisou o ministro.
“Em algumas das cidades, sobretudo as maiores, nós vamos ter polarização. E eu defendo, que a gente faça de tudo para isolar a extrema-direita nessas grandes cidades e sermos vitoriosos” — Alexandre Padilha, ministro do Governo Lula 3.
Padilha: Lula disse "aquilo que outras lideranças internacionais já disseram"Ministro das Relações Institucionais comentou declaração do presidente sobre guerra em GazaPolítica2024-02-20T14:00:50.655ZO ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por comparar os ataques a Gaza por Israel ao holocausto. Segundo o líder da articulação no governo, o dito pelo presidente foi “aquilo que outras lideranças internacionais já disseram, não só chefes de estado, sociedade, profissionais de saúde, representantes de agencias da ONU, que tem um massacre acontecendo e que tem que encerrar o mais rápido possível”. Quando perguntado sobre o que exige a retirada de Lula, classificou o pedido de impeachment como “desqualificado”. Alexandre Padilha afirmou que a manobra política não vai progredir, assim “como outros também não progrediram”. “Tenho certeza absoluta de que vamos repetir, esse ano de 2024, o bom sucesso da relação política entre governo e Congresso Nacional que nós tivemos em 2023”, completou. Para o palaciano, o primeiro-ministro do Estado judeu, Benjamin Netanyahu, tentou criar . “O grande fato político e diplomático [...] é o posicionamento histórico dos Estados Unidos de Israel nesse conflito gravíssimo”, exemplificou em entrevista ao Roda Viva da TV Cultura na segunda (19). “Quem está com posição comprometida é Israel, especificamente Netanyahu”. Segundo o ministro, a proposição norte-americana é um posicionamento histórico. “Reconheceram, que não é possível admitir a continuação da atividade militar”, afirmou sobre. Relação Rui Costa e Arthur Lira Ao ser questionado sobre o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ter sido escalado para tratar com presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a mando do governo, Alexandre Padilha (Relações Institucionais) afirmou achar “ótimo”. É trabalho da pasta de Padilha a interlocução entre os poderes, sobretudo entre Legislativo e Executivo. Todavia, Lira da articulação realizada pelo ministro. "As conquistas que tivemos no ano passado, foi o tempo todo operando com vários interlocutores... No Senado, na Câmara, quanto mais ministro conversando com o presidente da Câmara, o presidente do Senado, com líderes... Para mim é melhor", pontuou esclarecendo que todas as mediações passam por orientações. Sobre a imagem de Arthur Lira, membro da oposição, o ministro das Relações Institucionais classificou como “postura muito importante”. “O presidente da Câmara, embora ele tenha votado no candidato derrotado, foi, se não me engano, o primeiro presidente de um Poder a ligar para o presidente Lula e reconhecer o resultado eleitoral. Foi muito importante durante a transição, em dar estabilidade, reforçar a estabilidade. Quando teve o 8 de Janeiro, ele foi o primeiro a me ligar”, contou Padilha. Ato de Bolsonaro no domingo (25) O ministro Padilha reafirmou que Bolsonaro é “um líder de barro”. Fala foi inicialmente proferida em 9 de janeiro. Na visão dele, o ex-presidente é uma liderança que “não se sustenta”. “Não consegue liderar uma oposição política, por que não tem discurso para a sua posição”. “Se as pessoas quiserem ir para a manifestação, que possam ir. As pessoas escolhem de que lado da história querem estar. Eu quero estar sempre do lado da democracia”, avaliou o líder da articulação do governo. Três governadores confirmaram presença no evento: Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás. Alguns congressistas também devem marcar presença. Ao mencionar o bloco evangélico, que fortaleceu a convocação do ato na Paulista, Alexandre Padilha avaliou que “já se aceitou criar uma separação entre o presidente Lula e o evangélico” por conta de notícias falsas. Mas reforçou o compromisso do Executivo com a liberdade religiosa. “É um ato convocado por um ex-presidente da República, um dia depois que a Polícia Federal trouxe evidências robustas de que tinha uma organização criminosa no Palácio do Planalto que atentava contra a democracia” — Alexandre Padilha. Troca dos nomes em agências Quando questionado se o governo deveria ter feito um “pente fino” mais rigoroso na troca de governos (de Bolsonaro para Lula 3), o palaciano disse ser contra uma “espécie de macartismo”. Entretanto, alertou: “a medida que as investigações vão progredindo, eu sou absolutamente favorável a uma punição severa a absolutamente todos aqueles que ou planejaram, ou executaram, ou financiaram os atos golpistas”. Guilherme Boulos (Psol-SP) e eleições em 2024 “Na cidade de São Paulo vamos ter uma polarização muito importante, a candidatura de Guilherme Boulos é a cara do presidente Lula. Acho que tem todas as condições de construir uma frente ampla entorno dele”, analisou o ministro. “Em algumas das cidades, sobretudo as maiores, nós vamos ter polarização. E eu defendo, que a gente faça de tudo para isolar a extrema-direita nessas grandes cidades e sermos vitoriosos” — Alexandre Padilha, ministro do Governo Lula 3. 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