Política

Governo de Israel declara Lula "persona non grata" após comparação com Holocausto

A crítica veio após presidente brasileiro equiparar resposta do exército israelense na Faixa de Gaza à ação de Hitler na Segunda Guerra Mundial

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Iasmin Costa
19/02/2024, 12:19 • Atualizado em 19/02/2024, 12:19
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Lula participa de coletiva em visita oficial à Etiópia

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O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, disse nesta segunda-feira (19) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma "personalidade indesejada em Israel até que ele peça desculpas e se retrate de suas palavras". Assim, o governo declara o petista "persona non grata" no país.

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No fim de semana, em visita a Etiópia, o presidente brasileiro classificou como "genocídio" e "chacina" a reação de Israel na Faixa de Gaza aos ataques do Hamas, em 7 de outubro de 2023. Lula comparou a ação israelense ao extermínio de judeus promovido por Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial.

O ministro do premiê Benjamin Netanyahu ainda afirmou que o governo israelense não vai "esquecer nem perdoar" as falas de Lula.

"Em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, diga ao presidente Lula que ele é persona non grata em Israel até que retire o que disse", escreveu Katz no X (antigo Twitter).

Katz criticou Lula em fala à imprensa ao lado do embaixador brasileiro Frederico Meyer. Nesta segunda, os dois visitaram Yad Vashem, mais importante memorial sobre o Holocausto.

O ministro de Israel também disse que a reunião foi no Museu do Holocausto porque é o lugar "que testemunha mais do que qualquer outra coisa o que os nazistas e Hitler fizeram aos judeus, incluindo membros da minha família".

No domingo, o premiê israelense já havia definido as declarações de Lula como "vergonhosas e graves" e afirmado que elas cruzaram "uma linha vermelha".

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