Líder do PT na Câmara critica PL e diz que tentativa de anistia a Bolsonaro é “inconstitucional”
Lindbergh Farias afirma que pauta pode gerar crise institucional e interferir em julgamento que ainda está em curso no STF
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Antonio Souza, SBT News
25/11/2025, 01:17 • Atualizado em 25/11/2025, 01:18
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Deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara | Divulgação/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou nesta segunda-feira (14) parlamentares do Partido Liberal (PL) por defenderem anistiaou redução das penas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Em conversa com jornalistas, o deputado afirmou que não aceita que a Câmara concentre sua pauta em projetos de anistia ou diminuição das penas. Ele disse que qualquer iniciativa desse tipo seria uma “crise institucional violentíssima”,
"Nós vamos trabalhar duro aqui. A gente não aceita que parem a pauta da Câmara para discutir anistia ou redução de penas. Isso é um escândalo completamente inconstitucional, inapropriado e colocaria esta Casa em uma crise institucional violentíssima.
Mais tarde, pelas redes sociais, o petista reforçou a posição do partido e disse que o PT vai “cerrar fileiras” contra qualquer proposta de anistia ou mudança na dosimetria das penas impostas pelo STF.
“Além de juridicamente insustentáveis, seriam mais um desgaste para a imagem da Câmara e uma brutal interferência sobre um julgamento que ainda está em andamento no STF.”
"Não temos compromisso com a dosimetria, temos com a anistia", diz Flávio
Após reunião sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o parlamentar deixou claro que não tem compromisso com a dosimetria, "temos com a anistia".
“Não abrimos mão de isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes. [...] Vamos usar nossos artifícios regimentais para aprovar a anistia. Não temos compromisso nenhum com a dosimetria. Que vença quem tiver mais votos”, afirmou.
Antes da prisão de Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, chegou a sinalizar positivamente a retomada do debate sobre a proposta. Mas, segundo Flávio Bolsonaro, os parlamentares vão esperar essa semana para analisar como enfrentar a questão no Congresso Nacional.
Congresso dividido
A relação do governo Lula (PT) com o comando do Congresso vive um dos seus momentos mais tensos desde o início do mandato. A poucas semanas do fim do ano legislativo, o Planalto enfrenta conflitos simultâneos nas duas Casas.
Mais cedo Lindbergh Farias (RJ), acusou o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) de agir “na surdina” e de forma “errática” na condução de diversas matérias.
Em mensagem divulgada nas redes sociais, Lindbergh afirmou que, se há uma crise de confiança entre o governo e o presidente da Câmara, isso decorre das escolhas do próprio Hugo Motta. Segundo ele, Motta deve “assumir as responsabilidades por suas ações”.
O atrito se agravou na disputa pela relatoria do PL Antifacção, projeto elaborado pelo Ministério da Justiça e tratado como prioritário pelo governo. Apesar disso, Hugo Motta entregou a relatoria ao deputado Guilherme Derrite (PL-SP), que está licenciado do cargo de secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O movimento foi lido dentro do Planalto como uma tentativa de esvaziar a influência do PT na pauta de segurança pública.
No Senado, o clima também é de desgaste. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se queixa de não ter sido ouvido pelo Planalto na escolha de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Alcolumbre esperava ter peso na decisão e defendia, nos bastidores, a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte. A escolha final por Messias foi interpretada como revés e aumentou o incômodo com o governo.
Lula também não ligou para Alcolumbre a fim de comunicar sua decisão final por Messias, o que deixou o senador irritado.
Líder do PT na Câmara critica PL e diz que tentativa de anistia a Bolsonaro é “inconstitucional”Lindbergh Farias afirma que pauta pode gerar crise institucional e interferir em julgamento que ainda está em curso no STFPolítica2025-11-25T01:17:07.552ZO líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou nesta segunda-feira (14) parlamentares do Partido Liberal (PL) por defenderem anistia ou redução das penas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. As declarações ocorreram após a , em Brasília. + Em conversa com jornalistas, o deputado afirmou que não aceita que a Câmara concentre sua pauta em projetos de anistia ou diminuição das penas. Ele disse que qualquer iniciativa desse tipo seria uma “crise institucional violentíssima”, "Nós vamos trabalhar duro aqui. A gente não aceita que parem a pauta da Câmara para discutir anistia ou redução de penas. Isso é um escândalo completamente inconstitucional, inapropriado e colocaria esta Casa em uma crise institucional violentíssima. Mais tarde, pelas redes sociais, o petista reforçou a posição do partido e disse que o PT vai “cerrar fileiras” contra qualquer proposta de anistia ou mudança na dosimetria das penas impostas pelo STF. + “Além de juridicamente insustentáveis, seriam mais um desgaste para a imagem da Câmara e uma brutal interferência sobre um julgamento que ainda está em andamento no STF.” "Não temos compromisso com a dosimetria, temos com a anistia", diz Flávio Em reunião nesta segunda-feira (24), Flávio Bolsonaro disse que o Partido Liberal (PL) fará uma . Após reunião sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o parlamentar deixou claro que não tem compromisso com a dosimetria, "temos com a anistia". “Não abrimos mão de isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes. [...] Vamos usar nossos artifícios regimentais para aprovar a anistia. Não temos compromisso nenhum com a dosimetria. Que vença quem tiver mais votos”, afirmou. Antes da prisão de Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, chegou a sinalizar positivamente a retomada do debate sobre a proposta. Mas, segundo Flávio Bolsonaro, os parlamentares vão esperar essa semana para analisar como enfrentar a questão no Congresso Nacional. Congresso dividido A relação do governo Lula (PT) com o comando do Congresso vive um dos seus momentos mais tensos desde o início do mandato. A poucas semanas do fim do ano legislativo, o Planalto enfrenta conflitos simultâneos nas duas Casas. Mais cedo Lindbergh Farias (RJ), acusou o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) de agir “na surdina” e de forma “errática” na condução de diversas matérias. Em mensagem divulgada nas redes sociais, Lindbergh afirmou que, se há uma crise de confiança entre o governo e o presidente da Câmara, isso decorre das escolhas do próprio Hugo Motta. Segundo ele, Motta deve “assumir as responsabilidades por suas ações”. O atrito se agravou na disputa pela relatoria do , projeto elaborado pelo Ministério da Justiça e tratado como prioritário pelo governo. Apesar disso, Hugo Motta entregou a relatoria ao deputado Guilherme Derrite (PL-SP), que está licenciado do cargo de secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). O movimento foi lido dentro do Planalto como uma tentativa de esvaziar a influência do PT na pauta de segurança pública. No Senado, o clima também é de desgaste. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se queixa de não ter sido ouvido pelo Planalto na escolha de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre esperava ter peso na decisão e defendia, nos bastidores, a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte. A escolha final por Messias foi interpretada como revés e aumentou o incômodo com o governo. Lula também não ligou para Alcolumbre a fim de comunicar sua decisão final por Messias, o que deixou o senador irritado. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lider-do-pt-na-camara-critica-pl-e-diz-que-tentativa-de-anistia-a-bolsonaro-e-inconstitucional
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