Kim diz que Missão avalia dois nomes para o governo de SP
Partido descarta apoiar outros candidatos caso não lance candidatura própria, segundo o deputado




O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) afirmou ao SBT News que o partido já trabalha com dois possíveis candidatos para disputar o governo de São Paulo na eleição, após sua decisão de abandonar a corrida ao Palácio dos Bandeirantes. O parlamentar disse que a legenda considera estratégica a presença de uma candidatura própria no maior colégio eleitoral do país e descartou apoiar nomes de outras forças políticas.
Questionado sobre quem poderia representar o Missão na disputa estadual, Kim revelou que as conversas já estão em andamento, mas preferiu não divulgar os nomes. "Nós já temos dois nomes em mente, dois possíveis nomes em mente que nós já estamos conversando. Ambos estão filiados ao Missão", afirmou em entrevista ao Poder Expresso.
Segundo o deputado, caso um dos dois aceite o convite para liderar a chapa, o partido lançará oficialmente a candidatura ao governo paulista. "É importante para a gente ter um pré-candidato no estado, no maior colégio eleitoral do país", disse.
Kim também deixou claro que o Missão não pretende negociar alianças caso os planos não avancem. Segundo ele, a orientação nacional da legenda é priorizar candidaturas próprias em todas as disputas relevantes.
"Não dando certo com nenhum desses dois, não vamos apoiar ninguém. A diretriz do Partido Missão em todo o Brasil é: ou temos candidaturas próprias ou não temos apoio para ninguém. Mesmo porque não é do nosso interesse negociar cargo. Nós não nos elegemos com cargo, nós não nos elegemos com assessores, com emendas parlamentares, não nos interessa um pedaço do orçamento em troca do nosso apoio, interessa levar o nosso projeto em frente", declarou.
Além de São Paulo, ele citou pré-candidaturas do Missão em estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Maranhão e Pernambuco.
Planos para eventual governo de Renan Santos
As declarações ocorrem após Kim anunciar sua desistência da disputa pelo governo paulista. Segundo ele, a mudança de planos ocorreu porque acredita que Renan Santos terá condições de vencer a eleição presidencial deste ano.
Com isso, o deputado pretende disputar a reeleição para a Câmara e trabalhar para assumir um "Ministério da Reforma do Estado" em um eventual governo liderado pelo fundador do Missão. Segundo ele, seu papel seria coordenar propostas de ajuste fiscal, modernização administrativa e articulação política junto ao Congresso Nacional.
O deputado criticou o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o Missão busca ocupar um espaço que considera abandonado pela direita tradicional. "Nós não queremos ser terceira via. Nós queremos assumir o polo da direita. (...) Diferente de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro, não estamos envolvidos em escândalo de corrupção", afirmou.
Ao comparar o Missão com o PL, Kim afirmou que o partido de Valdemar Costa Neto não possui um projeto estruturado para o país. Segundo ele, apoiar a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro seria um erro estratégico para os setores conservadores. "Apoiar Flávio Bolsonaro nessas eleições é entregar o Brasil de volta para o PT. (...) Nós temos programa, nós temos ideias. O PL é um balcão de negócios", declarou.













