40 morrem afogados ao tentar escapar do calor na França
Mortes foram registradas entre 18 e 22 de junho; maioria das vítimas tentava escapar das temperaturas extremas que atingem a Europa
Reuters
Pessoas tentam se proteger do sol enquanto ventilador borrifa água antes do desfile na Semana de Moda de Milão | Foto: Alessandro Garofalo/Reuters - 22.06.2026
Cerca de 40 banhistas morreram afogados ao tentar escapar de uma onda de calor que se espalhou pela Europa, onde as autoridades emitiram alertas para os próximos dias. Os dados mais recentes foram divulgados pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, nesta terça-feira (23)
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Segundo ele, as mortes ocorrem entre 18 de junho e 22 de junho. A maioria das vítimas são jovens que tentavam escapar das temperaturas recordes no país. A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, disse compreender a necessidade de escapar do calor, mas alertou contra nadar em áreas não autorizadas ou perigosas.
O serviço nacional de meteorologia da França, a Meteo France, alertou que as condições atuais são comparáveis à onda de calor de agosto de 2003, que durou 16 dias e resultou em cerca de 80 mil mortes a mais em toda a Europa, segundo a UE. Não se sabe ao certo quanto tempo durará o episódio atual.
Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu o alerta de nível mais alto para 15 cidades, e as autoridades tomaram medidas para restringir as atividades em alguns setores. Esperam-se tempestades ainda nesta terça-feira sobre os Alpes e os Apeninos, trazendo chuvas fortes, rajadas de vento e granizo.
O Reino Unido também está sob o domínio do calor, com o serviço de meteorologia local, o Met Office, prevendo temperaturas de até 37 °C no sul da Inglaterra nesta terça-feira — potencialmente um novo recorde para junho — antes de subirem ainda mais na quarta e na quinta-feira.
"Estamos caminhando para, no mínimo, vários dias de tempo muito, muito quente. Não sabemos quando as temperaturas começarão a cair", disse a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist, no canal de TV TF1.
Um relatório de abril da Organização Meteorológica Mundial (OMM) constatou que a Europa está se aquecendo a um ritmo mais do que o dobro da média global.
De acordo com o Reuters Climate Monitor, no início desta semana a Europa era o continente mais distante de sua média histórica, com previsão de temperaturas atingindo uma média de 24 graus Celsius, 4,1 °C acima do considerado típico no período de 1961 a 1990.
A onda de calor que afeta grande parte da Europa é conhecida como “bloqueio Omega” porque assume a forma da letra grega, com uma massa de ar quente no meio e ar mais frio em ambos os lados, explicou Clair Barnes, pesquisadora associada especializada em fenômenos climáticos extremos no Imperial College, em Londres.
"Ele está atraindo ar quente do Norte da África, do Saara, e é por isso que estamos enfrentando esse calor realmente intenso. Ele se move muito lentamente, o que significa que praticamente não há vento, nem brisa para dar um alívio", disse ela.
As ondas de calor e as tempestades estão se intensificando devido às mudanças climáticas, elevando ainda mais as temperaturas e causando mais chuvas, acrescentou.
40 morrem afogados ao tentar escapar do calor na FrançaMortes foram registradas entre 18 e 22 de junho; maioria das vítimas tentava escapar das temperaturas extremas que atingem a EuropaMundo2026-06-22T20:51:35.555ZCerca de 40 banhistas morreram afogados ao tentar escapar de uma onda de calor que se espalhou pela Europa, onde as autoridades emitiram alertas para os próximos dias. Os dados mais recentes foram divulgados pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, nesta terça-feira (23) Segundo ele, as mortes ocorrem entre 18 de junho e 22 de junho. A maioria das vítimas são jovens que tentavam escapar das temperaturas recordes no país. A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, disse compreender a necessidade de escapar do calor, mas alertou contra nadar em áreas não autorizadas ou perigosas. O serviço nacional de meteorologia da França, a Meteo France, alertou que as condições atuais são comparáveis à onda de calor de agosto de 2003, que durou 16 dias e resultou em cerca de 80 mil mortes a mais em toda a Europa, segundo a UE. Não se sabe ao certo quanto tempo durará o episódio atual. Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu o alerta de nível mais alto para 15 cidades, e as autoridades tomaram medidas para restringir as atividades em alguns setores. Esperam-se tempestades ainda nesta terça-feira sobre os Alpes e os Apeninos, trazendo chuvas fortes, rajadas de vento e granizo. O Reino Unido também está sob o domínio do calor, com o serviço de meteorologia local, o Met Office, prevendo temperaturas de até 37 °C no sul da Inglaterra nesta terça-feira — potencialmente um novo recorde para junho — antes de subirem ainda mais na quarta e na quinta-feira. "Estamos caminhando para, no mínimo, vários dias de tempo muito, muito quente. Não sabemos quando as temperaturas começarão a cair", disse a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist, no canal de TV TF1. Um relatório de abril da Organização Meteorológica Mundial (OMM) constatou que a Europa está se aquecendo a um ritmo mais do que o dobro da média global. De acordo com o Reuters Climate Monitor, no início desta semana a Europa era o continente mais distante de sua média histórica, com previsão de temperaturas atingindo uma média de 24 graus Celsius, 4,1 °C acima do considerado típico no período de 1961 a 1990. A onda de calor que afeta grande parte da Europa é conhecida como “bloqueio Omega” porque assume a forma da letra grega, com uma massa de ar quente no meio e ar mais frio em ambos os lados, explicou Clair Barnes, pesquisadora associada especializada em fenômenos climáticos extremos no Imperial College, em Londres. "Ele está atraindo ar quente do Norte da África, do Saara, e é por isso que estamos enfrentando esse calor realmente intenso. Ele se move muito lentamente, o que significa que praticamente não há vento, nem brisa para dar um alívio", disse ela. As ondas de calor e as tempestades estão se intensificando devido às mudanças climáticas, elevando ainda mais as temperaturas e causando mais chuvas, acrescentou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/treze-morrem-afogados-ao-tentar-escapar-do-calor-na-franca
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