Eleições

Renan Santos critica reajuste do Bolsa Família

Candidato do Missão classificou o aumento como “compra de votos” e afirmou que substituirá o assistencialismo por políticas de trabalho

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O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira (8) que não manterá o reajuste do Bolsa Família caso seja eleito.

Durante sabatina com os presidenciáveis promovida pelo SBT Brasil, Renan criticou o aumento anunciado pelo governo federal e afirmou que considera imoral utilizar recursos públicos para ampliar o benefício durante o período eleitoral.

“Se eleito, não vou manter o reajuste do Bolsa Família. Acho errado e imoral fazer caridade com o bolso alheio. O Lula vai botar a mão no bolso dessas pessoas e avisar, no meio do processo eleitoral: ‘Vou te dar um dinheiro a mais’. Isso se chama compra de votos, e a legislação brasileira proíbe."
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A afirmação, no entanto, é uma avaliação política do candidato, já que a caracterização jurídica de compra de votos depende da análise das circunstâncias do caso e da legislação aplicável.

Na última sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes reconheceu a legalidade do decreto que reajustou os valores do Bolsa Família.

A decisão atendeu a um pedido feito mais cedo pela Advocacia-Geral da União (AGU), após questionamentos jurídicos e orçamentários sobre a medida.

O candidato do Missão já havia defendido mudanças no Bolsa Família, incluindo a substituição gradual do modelo de transferência de renda por políticas voltadas à inserção no mercado de trabalho.

Durante a sabatina, porém, Renan não detalhou quais seriam os critérios para interromper o reajuste nem como o governo lidaria com as famílias que dependem do benefício para garantir a renda básica.

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