Bancários da Caixa rejeitam proposta e mantêm greve
Oferta foi recusada por 59,3% dos votos em assembleia virtual; plano de saúde continua sendo o principal impasse entre trabalhadores e banco
Antonio Souza, SBT News
Agência da Caixa Econômica Federal | Divulgação/Tânia Rêgo/Agência Brasil
O sindicato que representa os servidores da Caixa Econômica Federal rejeitou nesta segunda-feira (21) a última proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.
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O comando de greve se reuniu após a divulgação do resultado para discutir os próximos passos do movimento. O principal ponto de divergência entre os empregados e a Caixa era o plano de saúde.
A proposta apresentada pelo banco na última quinta-feira (17) retirou a previsão de cobrança por faixa etária. Ainda assim, os trabalhadores rejeitaram a oferta.
Para 2026, a Caixa propôs não reajustar as mensalidades e assumir o déficit do Saúde Caixa. A partir de 2027, a contribuição do titular seria de 3,7% da remuneração-base.
A proposta também previa cobrança mensal para dependentes diretos e indiretos, além de um limite de 9% para o grupo familiar formado pelo titular e pelos dependentes diretos.
Em nota, a Caixa disse que tenta chegar a uma "solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira". O banco disse ainda que a nova proposta acolhe diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados.
Enquanto acontece a assembleia, a Caixa orienta os clientes a utilizarem os canais digitais e remotos, como o App CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA e CAIXA Tem. Também estão disponíveis caixas eletrônicos, lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui e terminais Banco24Horas.
A negociação ocorre entre o banco e o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados da Caixa). Veja os principais pontos da nova proposta:
Saúde Caixa
Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades, e a Caixa assumirá o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular será de 3,7% da remuneração-base, enquanto dependentes diretos pagarão R$ 560.
Para dependentes indiretos, os valores propostos são de R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes. O limite do grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos, será de 9%. A proposta também reduz de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consulta em pronto atendimento e mantém a isenção de coparticipação na telemedicina.
O banco e os representantes dos empregados também deverão discutir mensalmente o plano. Está prevista a criação, em até 60 dias, de um grupo de trabalho para discutir mudanças na gestão, governança e novas fontes de receita do Saúde Caixa.
Super Caixa
A nova proposta prevê mudanças no Super Caixa ainda no segundo semestre de 2026. A habilitação passará a considerar o NS individual do empregado, e não mais a nota da unidade, enquanto o CSAT será aplicado apenas ao gestor-chefe. A premiação pela simples habilitação também aumenta de 25% para 50%.
Para 2027, a Caixa prevê estudar novos produtos, revisar indicadores de satisfação e sustentabilidade e discutir mudanças nas regras de premiação.
Sobre o Figital (combinação de atendimento físico e digital) e o Genesys (plataforma de tecnologia para atendimento e relacionamento com clientes), a Caixa informou que não haverá penalização aos empregados neste ano. O intervalo considerado no indicador deverá passar de cinco para dez minutos em 2027.
O trabalho remoto será discutido no GT Trajetória, que deverá avaliar possíveis mudanças no modelo atual.
A Caixa também se comprometeu a discutir o Plano de Funções Gratificadas (PFG) e informou que o estudo de um novo piso salarial para empregados de Tecnologia da Informação foi incorporado ao trabalho realizado pela Deloitte.
Prêmio de R$ 3 mil e compensação da greve
A proposta mantém o pagamento de R$ 3 mil por empregado, referente ao atingimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026. Como já foi atingido em junho, o pagamento está garantido, segundo os representantes.
Em caso de aprovação, o dia de paralisação de 20 de agosto será abonado. Os dias úteis de greve deverão ser compensados em até 180 dias.
Se a proposta for aprovada até 21 de setembro, a Caixa prevê o pagamento da PLR, do Super Caixa, do bônus e do prêmio de R$ 3 mil no dia 30.
O sindicato destacou que a proposta não atende a todas as reivindicações. Segundo a entidade, não há restabelecimento imediato do modelo 70/30, algumas contribuições dos usuários devem aumentar a partir de 2027 e o teto de coparticipação será maior. Também permanecem pendentes demandas relacionadas à carreira, ao trabalho remoto, aos empregados pós-2018 e ao modelo de atendimento.
Ainda assim, o sindicato afirma que a proposta preserva o caráter solidário do Saúde Caixa, impede a cobrança por faixa etária, aumenta o aporte da Caixa no plano, mantém o benefício no acordo coletivo e cria mesas, calendário e compromissos para a continuidade das negociações. Por isso, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região orienta pela aprovação da proposta.
Bancários da Caixa rejeitam proposta e mantêm greve Oferta foi recusada por 59,3% dos votos em assembleia virtual; plano de saúde continua sendo o principal impasse entre trabalhadores e bancoBrasil2026-09-21T22:37:26.102ZO sindicato que representa os servidores da Caixa Econômica Federal rejeitou nesta segunda-feira (21) a última proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Em , Osasco e Região, 59,3% dos trabalhadores votaram contra a proposta. Com o resultado, a nesta terça-feira (22). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O comando de greve se reuniu após a divulgação do resultado para discutir os próximos passos do movimento. O principal ponto de divergência entre os empregados e a Caixa era o plano de saúde. + A proposta apresentada pelo banco na última quinta-feira (17) retirou a previsão de cobrança por faixa etária. Ainda assim, os trabalhadores rejeitaram a oferta. Para 2026, a Caixa propôs não reajustar as mensalidades e assumir o déficit do Saúde Caixa. A partir de 2027, a contribuição do titular seria de 3,7% da remuneração-base. A proposta também previa cobrança mensal para dependentes diretos e indiretos, além de um limite de 9% para o grupo familiar formado pelo titular e pelos dependentes diretos. Em nota, a Caixa disse que tenta chegar a uma "solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira". O banco disse ainda que a nova proposta acolhe diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados. Enquanto acontece a assembleia, a Caixa orienta os clientes a utilizarem os canais digitais e remotos, como o App CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA e CAIXA Tem. Também estão disponíveis caixas eletrônicos, lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui e terminais Banco24Horas. Entenda os principais pontos da proposta A negociação ocorre entre o banco e o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados da Caixa). Veja os principais pontos da nova proposta: Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades, e a Caixa assumirá o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular será de 3,7% da remuneração-base, enquanto dependentes diretos pagarão R$ 560. Para dependentes indiretos, os valores propostos são de R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes. O limite do grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos, será de 9%. A proposta também reduz de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consulta em pronto atendimento e mantém a isenção de coparticipação na telemedicina. O banco e os representantes dos empregados também deverão discutir mensalmente o plano. Está prevista a criação, em até 60 dias, de um grupo de trabalho para discutir mudanças na gestão, governança e novas fontes de receita do Saúde Caixa. A nova proposta prevê mudanças no Super Caixa ainda no segundo semestre de 2026. A habilitação passará a considerar o NS individual do empregado, e não mais a nota da unidade, enquanto o CSAT será aplicado apenas ao gestor-chefe. A premiação pela simples habilitação também aumenta de 25% para 50%. Para 2027, a Caixa prevê estudar novos produtos, revisar indicadores de satisfação e sustentabilidade e discutir mudanças nas regras de premiação. Sobre o Figital (combinação de atendimento físico e digital) e o Genesys (plataforma de tecnologia para atendimento e relacionamento com clientes), a Caixa informou que não haverá penalização aos empregados neste ano. O intervalo considerado no indicador deverá passar de cinco para dez minutos em 2027. O trabalho remoto será discutido no GT Trajetória, que deverá avaliar possíveis mudanças no modelo atual. A Caixa também se comprometeu a discutir o Plano de Funções Gratificadas (PFG) e informou que o estudo de um novo piso salarial para empregados de Tecnologia da Informação foi incorporado ao trabalho realizado pela Deloitte. A proposta mantém o pagamento de R$ 3 mil por empregado, referente ao atingimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026. Como já foi atingido em junho, o pagamento está garantido, segundo os representantes. Em caso de aprovação, o dia de paralisação de 20 de agosto será abonado. Os dias úteis de greve deverão ser compensados em até 180 dias. Se a proposta for aprovada até 21 de setembro, a Caixa prevê o pagamento da PLR, do Super Caixa, do bônus e do prêmio de R$ 3 mil no dia 30. O sindicato destacou que a proposta não atende a todas as reivindicações. Segundo a entidade, não há restabelecimento imediato do modelo 70/30, algumas contribuições dos usuários devem aumentar a partir de 2027 e o teto de coparticipação será maior. Também permanecem pendentes demandas relacionadas à carreira, ao trabalho remoto, aos empregados pós-2018 e ao modelo de atendimento. Ainda assim, o sindicato afirma que a proposta preserva o caráter solidário do Saúde Caixa, impede a cobrança por faixa etária, aumenta o aporte da Caixa no plano, mantém o benefício no acordo coletivo e cria mesas, calendário e compromissos para a continuidade das negociações. Por isso, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região orienta pela aprovação da proposta.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/bancarios-da-caixa-rejeitam-proposta-e-mantem-greve
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