Trabalhadores da Caixa iniciam greve; BB tem paralisações
Empregados da Caixa rejeitaram proposta e aprovaram greve em 93 bases sindicais; no Banco do Brasil, 27 sindicatos decidiram pela paralisação
Caroline Vale
Empregados da Caixa iniciam greve nesta quinta (10). | Tânia Rêgo/Agência Brasil
Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciam uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), enquanto parte dos empregados do Banco do Brasil também paralisa as atividades em razão de decisões tomadas por sindicatos de diferentes regiões. A paralisação foi aprovada pelos bancários após a categoria rejeitar a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
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A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários foi assinada nesta quarta-feira (9), garantindo reajuste salarial acima da inflação, além de regras para benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A convenção é nacional e abrange empregados de bancos públicos e privados.
No caso da Caixa Econômica Federal, porém, ainda não houve acordo sobre o ACT específico dos empregados do banco. A CCT trata das regras gerais da categoria, enquanto o ACT estabelece condições próprias dos funcionários da Caixa.
Os empregados da Caixa rejeitaram a proposta apresentada pelo banco em assembleias realizadas no início de setembro. Ao todo, 93 bases sindicais aprovaram a greve, enquanto outras 35 rejeitaram a proposta, mas decidiram pela retomada das negociações. O principal ponto de insatisfação é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta da Caixa previa aumentar de 3,5% para 5,5% a contribuição dos empregados sobre o salário-base. O valor mensal cobrado por dependente passaria de R$ 480 para R$ 870. Para dependentes entre 24 e 27 anos, o valor subiria de R$ 800 para R$ 1.050.
Durante as negociações dessa quarta, não houve avanço suficiente para um acordo. Uma nova rodada foi marcada para a manhã desta quinta-feira (10).
"No caso dos empregados da Caixa, não houve acordos, as assembleias não aprovaram o acordo, a proposta que a Caixa fez, principalmente em relação à saúde da Caixa, tem muito descontentamento. Então, parte dos empregados da Caixa saem em greve. Nós estaremos em todas as agências da Caixa, nas comissões de esclarecimento, estaremos dando todo o apoio", disse Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Segundo o sindicato, a greve está mantida até que novas assembleias avaliem uma eventual proposta apresentada pela Caixa. A entidade também informou que as assembleias podem ser convocadas a qualquer momento durante o movimento.
Em nota ao SBT News, a Caixa informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e "retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas".
Ainda segundo o banco, durante esse período de greve, os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos, além do atendimento presencial em unidades lotéricas e telefônico pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades).
Banco do Brasil
No Banco do Brasil, um dos principais pontos da negociação envolve o custeio da Cassi, plano de saúde dos funcionários. A proposta apresentada pelo banco prevê um adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o plano, com o objetivo de garantir a manutenção das reservas mínimas até novembro deste ano.
Por outro lado, 27 sindicatos aprovaram a paralisação dos trabalhadores a partir desta quinta-feira (10), entre eles os de Belo Horizonte (MG), Bahia, Ceará e Piauí. Com isso, a paralisação ocorre entre parte dos trabalhadores.
Pix do Banco do Brasil fora do ar? Clientes relatam instabilidade
Em nota, o Banco do Brasil afirmou que participa das negociações gerais conduzidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que reúnem representantes de diferentes instituições financeiras e discutem temas como o reajuste salarial. O banco também informou que mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar das questões relacionadas aos funcionários do BB.
"Para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país", disse.
O Banco do Brasil também informou que os clientes podem utilizar canais digitais e alternativos durante o período de paralisação, como o aplicativo, o Internet Banking, correspondentes bancários, a Central de Relacionamento pelos telefones 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800 729 0001, para as demais localidades, além do WhatsApp pelo número (61) 4001-0001.
Trabalhadores da Caixa iniciam greve; BB tem paralisaçõesEmpregados da Caixa rejeitaram proposta e aprovaram greve em 93 bases sindicais; no Banco do Brasil, 27 sindicatos decidiram pela paralisaçãoBrasil2026-09-10T13:02:49.230ZFuncionários da Caixa Econômica Federal iniciam uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), enquanto parte dos empregados do Banco do Brasil também paralisa as atividades em razão de decisões tomadas por sindicatos de diferentes regiões. A paralisação foi aprovada pelos bancários após a categoria rejeitar a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários foi assinada nesta quarta-feira (9), garantindo reajuste salarial acima da inflação, além de regras para benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A convenção é nacional e abrange empregados de bancos públicos e privados. No caso da Caixa Econômica Federal, porém, ainda não houve acordo sobre o ACT específico dos empregados do banco. A CCT trata das regras gerais da categoria, enquanto o ACT estabelece condições próprias dos funcionários da Caixa. Os empregados da Caixa rejeitaram a proposta apresentada pelo banco em assembleias realizadas no início de setembro. Ao todo, 93 bases sindicais aprovaram a greve, enquanto outras 35 rejeitaram a proposta, mas decidiram pela retomada das negociações. O principal ponto de insatisfação é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta da Caixa previa aumentar de 3,5% para 5,5% a contribuição dos empregados sobre o salário-base. O valor mensal cobrado por dependente passaria de R$ 480 para R$ 870. Para dependentes entre 24 e 27 anos, o valor subiria de R$ 800 para R$ 1.050. Durante as negociações dessa quarta, não houve avanço suficiente para um acordo. Uma nova rodada foi marcada para a manhã desta quinta-feira (10). "No caso dos empregados da Caixa, não houve acordos, as assembleias não aprovaram o acordo, a proposta que a Caixa fez, principalmente em relação à saúde da Caixa, tem muito descontentamento. Então, parte dos empregados da Caixa saem em greve. Nós estaremos em todas as agências da Caixa, nas comissões de esclarecimento, estaremos dando todo o apoio", disse Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Segundo o sindicato, a greve está mantida até que novas assembleias avaliem uma eventual proposta apresentada pela Caixa. A entidade também informou que as assembleias podem ser convocadas a qualquer momento durante o movimento. Em nota ao SBT News, a Caixa informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e "retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas". Ainda segundo o banco, durante esse período de greve, os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos, além do atendimento presencial em unidades lotéricas e telefônico pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades). Banco do Brasil No Banco do Brasil, um dos principais pontos da negociação envolve o custeio da Cassi, plano de saúde dos funcionários. A proposta apresentada pelo banco prevê um adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o plano, com o objetivo de garantir a manutenção das reservas mínimas até novembro deste ano. Por outro lado, 27 sindicatos aprovaram a paralisação dos trabalhadores a partir desta quinta-feira (10), entre eles os de Belo Horizonte (MG), Bahia, Ceará e Piauí. Com isso, a paralisação ocorre entre parte dos trabalhadores. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que participa das negociações gerais conduzidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que reúnem representantes de diferentes instituições financeiras e discutem temas como o reajuste salarial. O banco também informou que mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar das questões relacionadas aos funcionários do BB. "Para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país", disse. O Banco do Brasil também informou que os clientes podem utilizar canais digitais e alternativos durante o período de paralisação, como o aplicativo, o Internet Banking, correspondentes bancários, a Central de Relacionamento pelos telefones 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800 729 0001, para as demais localidades, além do WhatsApp pelo número (61) 4001-0001. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/trabalhadores-da-caixa-iniciam-greve-bb-tem-paralisacoes
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