Itália nega pedido do Brasil para executar pena de mafioso
Leonardo é filho do Gaetano Badalamenti, um dos históricos líderes da máfia siciliana Cosa Nostra
Gabriel Durvalino , Agência SBT
A Itália rejeitou o pedido do Brasil para que Leonardo Badalamenti, condenado pela Justiça de São Paulo a 5 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por tráfico de drogas, cumpra a pena em território italiano. Filho de Gaetano Badalamenti, um dos históricos líderes da máfia siciliana Cosa Nostra, Leonardo atualmente vive em liberdade em Palermo.
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Em documento enviado às autoridades brasileiras, a Itália informou que a execução de uma condenação estrangeira em seu território depende da existência de um acordo internacional que preveja expressamente essa possibilidade.
Embora Brasil e Itália tenham assinado, em 1983, a Convenção Europeia sobre a Transferência de Pessoas Condenadas, o acordo não se aplica ao caso porque o Brasil não aderiu ao Protocolo Adicional de 1997, que ampliou as hipóteses de execução de penas em casos específicos, inclusive envolvendo condenados que deixam o país onde foram sentenciados.
Badalamenti viveu por cerca de 15 anos no bairro do Bixiga, na região central de São Paulo, utilizando identidades falsas. A primeira prisão ocorreu em 2007, quando foi detido com 55,2 gramas de cocaína. Na ocasião, apresentou-se às autoridades como Carlos Massetti e respondeu ao processo em liberdade.
Em 2009, ele foi preso novamente durante uma operação conjunta da Polícia Federal com autoridades internacionais. À época, era investigado sob suspeita de envolvimento na liderança de uma organização criminosa que teria planos para fraudar instituições bancárias. Durante a investigação, as autoridades descobriram sua verdadeira identidade.
A condenação por tráfico de drogas foi determinada pela 25ª Vara Criminal de São Paulo. Segundo a decisão italiana, porém, não há acordo internacional que permita a execução da pena brasileira em território italiano.
O que diz a defesa:
O advogado Eduardo Maurício, que representa Leonardo Badalamenti, afirmou que a decisão italiana demonstra que a lei foi cumprida. Segundo ele, o pedido brasileiro não poderia ser atendido diante de supostas irregularidades no processo que resultou na condenação.
A defesa sustenta que houve violações ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à imparcialidade do juiz. O advogado também relaciona a decisão ao episódio anterior em que a Itália negou um pedido de extradição de Badalamenti feito pelo Brasil.
A negativa italiana, portanto, impede, neste momento, que a pena imposta pela Justiça brasileira seja executada em território italiano.
Itália nega pedido do Brasil para executar pena de mafiosoLeonardo é filho do Gaetano Badalamenti, um dos históricos líderes da máfia siciliana Cosa NostraBrasil2026-09-10T12:21:50.664ZA Itália rejeitou o pedido do Brasil para que Leonardo Badalamenti, condenado pela Justiça de São Paulo a 5 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por tráfico de drogas, cumpra a pena em território italiano. Filho de Gaetano Badalamenti, um dos históricos líderes da máfia siciliana Cosa Nostra, Leonardo atualmente vive em liberdade em Palermo.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em documento enviado às autoridades brasileiras, a Itália informou que a execução de uma condenação estrangeira em seu território depende da existência de um acordo internacional que preveja expressamente essa possibilidade.
Embora Brasil e Itália tenham assinado, em 1983, a Convenção Europeia sobre a Transferência de Pessoas Condenadas, o acordo não se aplica ao caso porque o Brasil não aderiu ao Protocolo Adicional de 1997, que ampliou as hipóteses de execução de penas em casos específicos, inclusive envolvendo condenados que deixam o país onde foram sentenciados. Badalamenti viveu por cerca de 15 anos no bairro do Bixiga, na região central de São Paulo, utilizando identidades falsas. A primeira prisão ocorreu em 2007, quando foi detido com 55,2 gramas de cocaína. Na ocasião, apresentou-se às autoridades como Carlos Massetti e respondeu ao processo em liberdade. Em 2009, ele foi preso novamente durante uma operação conjunta da Polícia Federal com autoridades internacionais. À época, era investigado sob suspeita de envolvimento na liderança de uma organização criminosa que teria planos para fraudar instituições bancárias. Durante a investigação, as autoridades descobriram sua verdadeira identidade. A condenação por tráfico de drogas foi determinada pela 25ª Vara Criminal de São Paulo. Segundo a decisão italiana, porém, não há acordo internacional que permita a execução da pena brasileira em território italiano. O que diz a defesa: O advogado Eduardo Maurício, que representa Leonardo Badalamenti, afirmou que a decisão italiana demonstra que a lei foi cumprida. Segundo ele, o pedido brasileiro não poderia ser atendido diante de supostas irregularidades no processo que resultou na condenação. A defesa sustenta que houve violações ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à imparcialidade do juiz. O advogado também relaciona a decisão ao episódio anterior em que a Itália negou um pedido de extradição de Badalamenti feito pelo Brasil. A negativa italiana, portanto, impede, neste momento, que a pena imposta pela Justiça brasileira seja executada em território italiano.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/italia-nega-pedido-do-brasil-para-executar-pena-de-mafioso
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