Brasil

Primeira metade de junho tem recordes de chuva pelo Brasil

Brasília registra o junho mais chuvoso desde o início das medições, Goiânia tem o segundo maior acumulado em 65 anos e parte do Rio já superou a média do mês

Avatar de Naiara Ribeiro
Naiara Ribeiro
17/06/2026, 09:43 • Atualizado em 17/06/2026, 09:43
compartilhar
Primeira metade de junho tem recordes de chuva pelo Brasil

A primeira metade de junho terminou com volumes de chuva muito acima do normal em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil. Segundo análise da Climatempo, com base em dados de órgãos de monitoramento meteorológico, em alguns locais o acumulado registrado em apenas 15 dias superou em mais de dez vezes a média esperada para todo o mês.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Os maiores volumes foram observados entre Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em áreas próximas à divisa entre Goiás e o Triângulo Mineiro, os acumulados passaram dos 200 milímetros, algo incomum para uma época do ano normalmente marcada pelo tempo seco em boa parte do Centro-Oeste e do interior do Sudeste. Em alguns pontos da região, a média de chuva para junho varia entre 20 e 30 mm.

Onde a chuva mais se acumulou

Em algumas regiões, choveu em duas semanas o que normalmente não se espera para todo o mês de junho.

Confira alguns dos maiores volumes registrados entre os dias 1º e 15:

• 227 mm na região da Usina de Ilha Solteira (MG)

• 206 mm na região da Usina Engenheiro Luiz Muller (GO)

• 175,3 mm em Andradina (SP)

• 162,6 mm em Indiaporã (SP)

• 129,2 mm em Três Lagoas (MS)

• 116,6 mm em Paranaíba (MS)

Até cidades onde junho costuma passar praticamente sem chuva tiveram acumulados acima do normal. Em Montes Claros (MG), choveu 32,1 mm nos primeiros 15 dias do mês. Em um junho comum, o acumulado na cidade fica em torno de 2 mm.

Brasília e Goiânia tiveram um junho fora do comum

Os dados das duas capitais ajudam a entender por que junho de 2026 já entrou para a história em parte do Centro-Oeste.

Em Brasília, o acumulado chegou a 54,5 mm até o dia 15 de junho. É o maior volume já registrado para o mês desde o início das medições regulares, em 1961. Para efeito de comparação, a média histórica de junho na capital federal é de apenas 3,3 mm.

Em Goiânia, o acumulado chegou a 60,9 mm na primeira quinzena de junho. Grande parte desse volume se concentrou em três episódios de chuva registrados entre os dias 11 e 15. Desse total, 47,4 mm caíram apenas durante o temporal do dia 14. A média histórica para todo o mês é de 8,4 mm.

Os cinco junhos mais chuvosos em Brasília são:

• 2026: 54,5 mm (até 15 de junho)

• 1988: 43,8 mm

• 1977: 38,0 mm

• 1971: 33,8 mm

• 1965: 31,8 mm

Em Goiânia, o ranking é:

• 1997: 76,4 mm

• 2026: 60,9 mm

• 1988: 51,6 mm

• 1977: 50,8 mm

• 1965: 50,6 mm

Chuva também superou a média em bairros do Rio

O Rio de Janeiro também registrou acumulados elevados nessa primeira quinzena. Até 15 de junho, 13 dos 33 pontos de monitoramento espalhados pela cidade já haviam igualado ou ultrapassado a média histórica de chuva esperada para todo o mês, de 58,4 mm.

Os maiores volumes registrados até a data foram:

• Rocinha: 144 mm

• Alto da Boa Vista: 142 mm

• Jardim Botânico: 110,4 mm

• Laranjeiras: 96,2 mm

• Barra/Riocentro: 74,6 mm

• Santa Cruz: 72,8 mm

• Santa Teresa: 70,4 mm

Acumulados podem aumentar nos próximos dias

Os acumulados registrados até a metade do mês podem continuar aumentando nos próximos dias. A previsão da Climatempo é de uma nova frente fria que deve avançar pelo país no início do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho.

A expectativa é de que esse sistema provoque mais chuva em áreas do Centro-Oeste e do interior do Sudeste. Se a previsão se confirmar, junho pode terminar com volumes ainda mais acima do normal em parte dessas regiões.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Rope jump: quais são as regras de segurança da atividade?

Rope jump: quais são as regras de segurança da atividade?

Imagem da notícia: Manutenção da Cedae pode reduzir abastecimento de água no RJ

Manutenção da Cedae pode reduzir abastecimento de água no RJ

Imagem da notícia: Influenciadores na Copa correm risco por uso errado de visto

Influenciadores na Copa correm risco por uso errado de visto

Imagem da notícia: Frio avança pelo Sul e muda o tempo no Brasil

Frio avança pelo Sul e muda o tempo no Brasil

Imagem da notícia: Rope jump: quais são as regras de segurança da atividade?

Rope jump: quais são as regras de segurança da atividade?

Imagem da notícia: Manutenção da Cedae pode reduzir abastecimento de água no RJ

Manutenção da Cedae pode reduzir abastecimento de água no RJ

Imagem da notícia: Influenciadores na Copa correm risco por uso errado de visto

Influenciadores na Copa correm risco por uso errado de visto

Imagem da notícia: Frio avança pelo Sul e muda o tempo no Brasil

Frio avança pelo Sul e muda o tempo no Brasil

Últimas notícias

Superquarta: presidente estreia no Fed com cautela nos juros

Carlos Lopes economista do banco BV avalia que Kevin Warsh deve manter estratégia e adotar postura prudente diante de inflação e incertezas globais

Jogos da Copa do Mundo hoje: veja a agenda desta quarta (17)

Portugal de Cristiano Ronaldo, Inglaterra e Colômbia fazem suas estreias na Copa do Mundo de 2026; confira os horários

Sargento da PM que atirou em buldogue em BH é liberado

Cachorro Bruce foi baleado no abdômen após latir em direção ao policial

Avião de pequeno porte cai em rodovia do Texas

Motoristas abandonam veículos para prestar socorro; incidente deixou 1 morto

Prazo para pagar taxa de inscrição do Enem termina hoje (17)

Quitação do débito pode ser feita por boleto, PIX, cartão de crédito ou débito em conta

Eduardo Bolsonaro condenado: o que acontece agora?

Ex-deputado recebeu pena de 4 anos e 2 meses de prisão por coagir Justiça ao usar influência nos EUA para interferir no processo de tentativa de golpe