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Greve na CPTM paralisa linhas 11, 12 e 13 nesta terça (4)

Paralisação foi aprovada em assembleia pelo Sindicato dos Ferroviários Central do Brasil e deve afetar a circulação dos trens

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André Barbeiro
CPTM | Divulgação Governo de São Paulo

CPTM | Divulgação Governo de São Paulo

Os passageiros que utilizam as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade devem enfrentar transtornos nesta terça-feira (4). O Sindicato dos Ferroviários Central do Brasil informou que aprovou, em assembleia, a realização de uma greve por tempo indeterminado nas linhas concedidas à Trivia Trens.

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As três linhas não abrirão para operação no início do dia. O sindicato também informou que o cenário ainda pode sofrer alterações e orientou os passageiros a acompanharem os canais oficiais para novas atualizações sobre a circulação dos trens.

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A categoria afirma que a paralisação ocorre diante da falta de garantia de emprego aos trabalhadores após a concessão das linhas à iniciativa privada. Entre as reivindicações apresentadas pelo sindicato estão a manutenção dos postos de trabalho na CPTM, apoio ao Projeto de Lei 730/2025, em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e o cancelamento da concessão da Trivia Trens, com o retorno definitivo das linhas à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Crise na concessão aumentou pressão

A greve acontece poucos dias depois de uma sequência de falhas que colocou a operação da Trivia Trens sob questionamento. Na última semana, um curto-circuito em um trem da Linha 12-Safira provocou um incêndio e interrompeu sua circulação. Além dela, as linhas 11-Coral e 13-Jade também pararam.

Após o episódio, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM reassumisse a operação das linhas 11, 12 e 13, além do Serviço Expresso Aeroporto, por um período inicial de até 90 dias. A medida foi anunciada como forma de garantir a continuidade do serviço enquanto a concessionária é acompanhada pelos órgãos responsáveis.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a Trivia Trens poderá perder a concessão caso não consiga cumprir as obrigações previstas em contrato. Segundo ele, o Estado aplicará as sanções previstas e poderá declarar a caducidade da concessão caso as falhas persistam.

"Se a empresa não conseguir cumprir aquilo que está previsto no contrato, ela vai sofrer sanções. E a gente também não vai hesitar, em algum momento, em tirar a empresa do contrato e aplicar a caducidade", afirmou o governador.

MP e TCE investigam atuação da Trivia Trens

A crise também chegou aos órgãos de fiscalização. O Ministério Público de São Paulo recebeu duas representações pedindo a abertura de inquérito para apurar a privatização das linhas e solicitando a suspensão da concessão. Os documentos apontam que passageiros precisaram fugir pelos trilhos durante o incêndio e questionam a existência de um plano de segurança adequado por parte da concessionária.

Paralelamente, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) determinou que a Trivia Trens e o governo estadual apresentem esclarecimentos, em até cinco dias, sobre as falhas registradas desde o início da operação. Entre os pontos cobrados estão os planos de contingência, os relatórios de manutenção preventiva, os laudos de segurança, a capacidade operacional da empresa e as medidas adotadas para evitar novos incidentes.

A investigação considera os problemas registrados nos primeiros dias da concessão e busca verificar se as condições previstas no contrato foram cumpridas e se houve falhas capazes de comprometer a segurança e a continuidade do transporte ferroviário.

Enquanto a situação é analisada pelos órgãos de controle, a greve aprovada pelos ferroviários amplia a incerteza para os usuários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Até o momento, não há previsão para o encerramento da paralisação, e os passageiros devem buscar rotas alternativas e acompanhar as atualizações divulgadas pela CPTM, pela Trivia Trens e pelo Sindicato dos Ferroviários Central do Brasil.

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