Governo se reúne com setores afetados pelo tarifaço dos EUA
Encontros visam mapear riscos e definir novas medidas de apoio; taxa entrará em vigor na quarta-feira (22)
Camila Stucaluc, Gabriela Tunes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Ricardo Stcukert/PR
O governo federal iniciou uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais atingidos pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. O objetivo é mapear os principais riscos da medida, que entra em vigor na quarta-feira (22), para definir novas medidas de apoio.
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Segundo o Planalto, os encontros serão coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também participarão das reuniões.
A iniciativa faz parte do Plano Brasil Soberano, criado no ano passado em resposta ao primeiro tarifaço imposto por Washington. A ideia é ampliar o programa, linhas de financiamento para capital de giro e investimentos, promoção comercial e apoio à abertura de mercados alternativos.
Na última semana, Durigan informou que o governo já dispõe de instrumentos para proteger empresas e empregos diante dos impactos da tarifa. O mesmo foi dito por Alckmin, que afirmou que a orientação é proteger a economia brasileira, sem abandonar as negociações com o governo norte-americano.
“Nós não saímos da mesa de negociação, a negociação é permanente. Nós vamos defender o interesse do Brasil, o emprego, as empresas, a economia permanentemente. Essa é a orientação do presidente Lula. A outra é buscar novos mercados, e está indo bem”, disse o vice-presidente.
No Palácio do Planalto, os debates continuam. Ao longo do dia, o presidente Lula se reúne com ministros para acompanhar o tema. Pela manhã, Lula recebeu a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e, à tarde, está marcado um encontro com o Ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Enquanto isso, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promove uma série de reuniões com setores diretamente afetados pelo chamado “tarifaço”. Durante a tarde, o ministro do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, Márcio Elias Rosa e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, irão receber representantes de diversas entidades empresariais, entre elas a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
Pela manhã, Alckmin já havia se reunido com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Segundo o presidente executivo da entidade, José Velloso, o governo demonstrou preocupação com os impactos sobre as exportações e ouviu propostas para aumentar a competitividade do setor.
De acordo com Velloso, a principal estratégia apresentada foi ampliar a presença da indústria brasileira em novos mercados. Ele afirmou que, apesar da redução das vendas para os Estados Unidos, o setor registrou crescimento de 12% nas exportações no último ano, alcançando um recorde histórico.
O presidente da Abimaq avaliou que uma eventual tarifa adicional de 12,5% reduziria a competitividade em alguns segmentos, mas teria impacto menor do que a tarifa de 25% já anunciada. Para a entidade, a prioridade deve ser diversificar os destinos das exportações, e não adotar medidas de retaliação.
Sobre isso, inclusive, a associação se posicionou contra a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, defendendo que a solução para o impasse passe pela negociação diplomática e empresarial.
A expectativa é que o governo americano anuncie, nos próximos dias, uma taxa adicional de 12,5%, ampliando as restrições comerciais. Em entrevista a uma emissora norte-americana, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que “em breve” serão anunciadas novas ações relacionadas à investigação comercial aberta contra o Brasil. O governo de Trump alega falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e análogo à escravidão.
A avaliação foi feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio, de 1974. O trecho permite ao governo norte-americano investigar e retaliar, com sobretaxas e sanções, países cujas práticas comerciais sejam consideradas injustas, discriminatórias ou prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos.
Segundo o governo federal, a medida atinge cerca de 2,4 mil empresas e 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os embarques realizados em 2024. Madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e etanol estão entre os segmentos mais expostos.
Apesar de continuar as negociações com a delegação econômica dos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já afirmou que avalia aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica. A legislação autoriza o governo a adotar medidas de retaliação contra países que imponham barreiras comerciais consideradas prejudiciais aos interesses brasileiros.
Governo se reúne com setores afetados pelo tarifaço dos EUAEncontros visam mapear riscos e definir novas medidas de apoio; taxa entrará em vigor na quarta-feira (22)Política2026-07-21T08:26:32.303ZO governo federal iniciou uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais atingidos pela . O objetivo é mapear os principais riscos da medida, que entra em vigor na quarta-feira (22), para definir novas medidas de apoio. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo o Planalto, os encontros serão coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também participarão das reuniões. A iniciativa faz parte do , criado no ano passado em resposta ao primeiro tarifaço imposto por Washington. A ideia é ampliar o programa, linhas de financiamento para capital de giro e investimentos, promoção comercial e apoio à abertura de mercados alternativos. Na última semana, Durigan informou que o governo já dispõe de instrumentos para proteger empresas e empregos diante dos impactos da tarifa. O mesmo foi dito por Alckmin, que afirmou que a orientação é proteger a economia brasileira, sem abandonar as negociações com o governo norte-americano. “Nós não saímos da mesa de negociação, a negociação é permanente. Nós vamos defender o interesse do Brasil, o emprego, as empresas, a economia permanentemente. Essa é a orientação do presidente Lula. A outra é buscar novos mercados, e está indo bem”, disse o vice-presidente. No Palácio do Planalto, os debates continuam. Ao longo do dia, o presidente Lula se reúne com ministros para acompanhar o tema. Pela manhã, Lula recebeu a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e, à tarde, está marcado um encontro com o Ministro da Fazenda, Dario Durigan. Enquanto isso, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promove uma série de reuniões com setores diretamente afetados pelo chamado “tarifaço”. Durante a tarde, o ministro do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, Márcio Elias Rosa e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, irão receber representantes de diversas entidades empresariais, entre elas a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Pela manhã, Alckmin já havia se reunido com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Segundo o presidente executivo da entidade, José Velloso, o governo demonstrou preocupação com os impactos sobre as exportações e ouviu propostas para aumentar a competitividade do setor. De acordo com Velloso, a principal estratégia apresentada foi ampliar a presença da indústria brasileira em novos mercados. Ele afirmou que, apesar da redução das vendas para os Estados Unidos, o setor registrou crescimento de 12% nas exportações no último ano, alcançando um recorde histórico. O presidente da Abimaq avaliou que uma eventual tarifa adicional de 12,5% reduziria a competitividade em alguns segmentos, mas teria impacto menor do que a tarifa de 25% já anunciada. Para a entidade, a prioridade deve ser diversificar os destinos das exportações, e não adotar medidas de retaliação. Sobre isso, inclusive, a associação se posicionou contra a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, defendendo que a solução para o impasse passe pela negociação diplomática e empresarial. A expectativa é que o governo americano anuncie, nos próximos dias, uma taxa adicional de 12,5%, ampliando as restrições comerciais. Em entrevista a uma emissora norte-americana, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que “em breve” serão anunciadas novas ações relacionadas à investigação comercial aberta contra o Brasil. O governo de Trump alega falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e análogo à escravidão. Tarifaço A (USTR, na sigla em inglês), que acusou o Brasil de promover práticas desleais e prejudiciais ao comércio norte-americano. Ao todo, o órgão citou seis pontos principais na investigação, como desmatamento ilegal, acesso ao comércio de etanol e o Pix. A avaliação foi feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio, de 1974. O trecho permite ao governo norte-americano investigar e retaliar, com sobretaxas e sanções, países cujas práticas comerciais sejam consideradas injustas, discriminatórias ou prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos. Segundo o governo federal, a medida atinge cerca de 2,4 mil empresas e 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os embarques realizados em 2024. Madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e etanol estão entre os segmentos mais expostos. Apesar de continuar as negociações com a delegação econômica dos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já afirmou que avalia aplicar a. A legislação autoriza o governo a adotar medidas de retaliação contra países que imponham barreiras comerciais consideradas prejudiciais aos interesses brasileiros.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-se-reune-com-setores-afetados-pelo-tarifaco-dos-eua
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