Economia e segurança lideram piores avaliações do governo
Pesquisa Ipsos-Ipec mostra que gastos públicos (51%) e inflação (49%) têm maior avaliação negativa; segurança aparece com 47% de ruim ou péssimo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A avaliação dos brasileiros sobre a atuação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece majoritamente negativa nas áreas de economia e segurança pública, segundo pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira (23). O levantamento aponta, por exemplo, que o controle e corte de gastos públicos é o setor com pior desempenho, seguido pelo combate à inflação e pela segurança pública.
De acordo com a pesquisa, 51% dos entrevistados classificam como ruim ou péssima a atuação do governo no controle e corte de gastos públicos, enquanto apenas 20% avaliam a área como ótima ou boa. O índice permaneceu estável em relação ao levantamento anterior, realizado em março.
No combate à inflação, a reprovação alcança 49%, ante 23% de aprovação. O resultado também mostra estabilidade em comparação com a rodada anterior da pesquisa, que registrou 50% de ruim ou péssima e 23% de ótima ou boa.
A segurança pública aparece como outro ponto de desgaste para o governo. Segundo o levantamento, 47% consideram ruim ou péssima a atuação federal na área, enquanto 26% avaliam como ótima ou boa. Em março, eram 49% e 25%, respectivamente.
Por outro lado, a educação segue como a área mais bem avaliada da gestão Lula, apesar de registrar leve queda na aprovação. O percentual de avaliações positivas passou de 36% para 35%, enquanto a reprovação permaneceu em 38%.
A pesquisa também identificou pequenas melhoras em áreas como combate ao desemprego, saúde, meio ambiente e política externa. Ainda assim, a percepção negativa continua predominante na maioria dos temas avaliados.
Segundo a Ipsos-Ipec, o cenário geral é de estabilidade, com oscilações discretas nos indicadores. "A pesquisa revela uma recuperação discreta na imagem do governo em áreas importantes, mas os altos patamares de reprovação mostram que a população ainda aguarda resultados mais concretos, especialmente na economia e nos gastos públicos", afirmou Márcia Cavallari, líder de pesquisas da Ipsos-Ipec.
Metodologia
A pesquisa Ipsos-Ipec entrevistou 2.000 pessoas em 130 municípios brasileiros dos dias 13 a 17 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.















