PT rejeita França como 3ª via e quer definir chapa de Haddad
Cúpula do PT espera bater o martelo, até quinta-feira (25), sobre as vagas ocupadas na chapa de Fernando Haddad


Fernando Haddad e Márcio França | Reprodução
O PT de São Paulo rejeitou a ideia do ex-ministro Márcio França (PSB) entrar na corrida eleitoral pelo governo de São Paulo fora da chapa de Fernando Haddad (PT), em uma tentativa de ocupar a “terceira via” na disputa. Integrantes da legenda petista afirmam, nos bastidores, que a iniciativa poderia enfraquecer mais a candidatura do ex-ministro da Fazenda e servir de munição para os adversários.
Os petistas reconhecem que um candidato de centro faria diferença para garantir um segundo turno na eleição estadual, mas ressaltam que “não dá para enganar o eleitor”. A avaliação é que a manobra poderia ser mal vista, além de difícil de explicar quando surgissem questionamentos dos adversários.
De acordo com aliados de Haddad, o PT vem construindo uma campanha sólida e já coleta muitos pontos de fragilidade do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que serão apresentados ao eleitor.
O estado de São Paulo tem hoje apenas dois pré-candidatos ao governo após a saída de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) da disputa. A escassez de opções pode levar Tarcísio a uma vitória em primeiro turno.
A cúpula do PT quer ainda uma definição sobre as vagas ocupadas na chapa de Fernando Haddad até quinta-feira (25). Além de França, o partido precisa acomodar Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), em duas vagas ao Senado e uma de vice ao governo.
Lideranças partidárias pediram ao presidente Lula para conversar individualmente com seus ex-ministros, nos próximos dias, em uma tentativa de reduzir resistências e facilitar a aceitação do formato da chapa.
A avaliação de momento é que Márcio França tem mais chances de ocupar a pré-candidatura como vice. Para eles, o ex governador poderia ajudar o PT, principalmente, com eleitores da baixada santista, região onde construiu sua vida política.
Petistas pontuam, neste sentido, que a baixada santista carrega um potencial de crescimento nas intenções de voto para Haddad, maior do que em regiões do interior. Isso porque, o tecido social e as necessidades da população local se assemelham a região metropolitano da capital paulista, onde o PT ainda vai bem.

























