Política

Cláudio Castro, ex-governador do RJ, e dono da Refit são alvos de operação da PF

Polícia investiga esquema de fraudes fiscais e ocultação patrimonial da refinaria; Ricardo Magro foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol

Imagem da noticia Cláudio Castro, ex-governador do RJ, e dono da Refit são alvos de operação da PF
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro | Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), é alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal, nesta sexta-feira (15), que investiga possíveis fraudes fiscais e ocultação patrimonial da Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. O empresário Ricardo Magro, dono da refinaria, é alvo de um mandado de prisão.

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Segundo a PF, a refinaria é suspeita de "utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior".

Magro, que mora nos Estados Unidos, foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional para compartilhamento de informações de foragidos internacionais.

Além de 17 mandados de busca e apreensão, a Operação Sem Refino também cumpre sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas foram bloqueados.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, conhecida como ADPF das Favelas.

🔎 A ADPF das Favelas investiga a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

Refit

A Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, foi alvo da operação Poço de Lobato, em novembro de 2025, que identificou um mecanismo sofisticado para ocultação de lucros por meio de empresas do próprio grupo, fundos de investimento e estruturas offshore. De acordo com a Receita Federal, o grupo teria movimentado mais de R$ 70 bilhões em um único ano.

A Refit figura entre os maiores devedores de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do país, liderando o ranking em São Paulo, ocupando a 2ª posição no Rio de Janeiro e aparecendo também entre os maiores devedores contumazes da União.

Em janeiro deste ano, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decretou a interdição total da refinaria após uma nova fiscalização apontar falhas graves nos sistemas de segurança industrial, sobretudo no combate a incêndio. Até então, a unidade estava parcialmente interditada desde 2025.

Na ocasião, apenas a torre de refino havia sido proibida de operar, enquanto os tanques usados na formulação de combustíveis seguiam em funcionamento. A nova inspeção levou a ANP a concluir que a refinaria não tem capacidade técnica para responder a cenários relevantes de incêndio, o que representa risco grave e iminente à vida de trabalhadores e terceiros.

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