Castro confirma renúncia ao governo do Rio para evitar cassação
Saída antecipada tenta impedir eleição direta e garantir direitos políticos; decisão do STF embaralha disputa e derruba favoritos ao mandato tampão
SBT News
20/03/2026, 19:42 • Atualizado em 20/03/2026, 19:42
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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), comunicou a aliados nesta sexta-feira (20) que oficializará sua renúncia ao cargo na próxima segunda-feira (23). A decisão é uma manobra política e jurídica para evitar os efeitos de um possível avanço do processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral.
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Com a saída, o estado do Rio será comandado interinamente por Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, enquanto a Assembleia Legislativa do estado se prepara para realizar uma eleição indireta — processo que foi suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A renúncia ocorre no mesmo dia em que foi publicada a saída de Eduardo Paes (PSD) da Prefeitura do Rio. O agora ex-prefeito deixou o cargo para disputar o governo estadual com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, transferindo a gestão municipal ao vice, Eduardo Cavalieri.
A pressa de Castro tem motivo e prazo. Na terça-feira (24), o TSE retoma o julgamento de um recurso que pode torná-lo inelegível por oito anos e resultar na perda do mandato. Apesar de vitória anterior no TRE-RJ, o governador já acumula dois votos contrários na Corte superior, incluindo o da relatora, ministra Isabel Gallotti.
Caso fosse cassado no cargo, a legislação exigiria a convocação de novas eleições diretas. Ao renunciar antes de eventual condenação, Castro tenta forçar uma eleição indireta, transferindo à Alerj a escolha de um governador tampão, e preservando seus direitos políticos para disputar o Senado.
Como parte da articulação, Castro exonerou 11 secretários nesta sexta-feira. Entre eles está Felipe Curi, ex-secretário da Polícia Civil, que deve concorrer a deputado federal pelo PL, em grupo ligado ao senador Flávio Bolsonaro.
A decisão embaralhou completamente a disputa e retirou da corrida os principais nomes. Pela base de Castro, caiu Douglas Ruas, ex-secretário de Cidades. Do outro lado, foi inviabilizada a candidatura de André Ceciliano, que tinha apoio do Planalto e de Paes.
Sem favoritos claros, grupos políticos buscam alternativas. Nos bastidores, o nome do senador Carlos Portinho ganha força como possível solução de consenso para comandar o estado até o fim do mandato.
Crise política e ruptura
O vácuo de poder ocorre em meio ao rompimento entre Castro e Paes. A relação se deteriorou após operação da Polícia Civil, então comandada por Felipe Curi, prender o vereador Salvino, aliado do ex-prefeito, sob suspeita de ligação com o crime organizado.
Paes acusou o governo estadual de uso político da polícia para enfraquecer sua base eleitoral. A reação veio no Judiciário, com a ação no STF que acabou travando a eleição indireta planejada pelo grupo de Castro.
Castro confirma renúncia ao governo do Rio para evitar cassaçãoSaída antecipada tenta impedir eleição direta e garantir direitos políticos; decisão do STF embaralha disputa e derruba favoritos ao mandato tampãoPolítica2026-03-20T19:42:21.635ZO governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), comunicou a aliados nesta sexta-feira (20) que oficializará sua renúncia ao cargo na próxima segunda-feira (23). A decisão é uma manobra política e jurídica para evitar os efeitos de um possível avanço do processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral. Com a saída, o estado do Rio será comandado interinamente por Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, enquanto a Assembleia Legislativa do estado se prepara para realizar uma eleição indireta — processo que foi suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A renúncia ocorre no mesmo dia em que foi publicada a saída de da Prefeitura do Rio. O agora ex-prefeito deixou o cargo para disputar o governo estadual com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, transferindo a gestão municipal ao vice, Eduardo Cavalieri. A pressa de Castro tem motivo e prazo. Na terça-feira (24), o TSE retoma o julgamento de um recurso que pode torná-lo inelegível por oito anos e resultar na perda do mandato. Apesar de vitória anterior no TRE-RJ, o governador já acumula dois votos contrários na Corte superior, incluindo o da relatora, ministra Isabel Gallotti. Caso fosse cassado no cargo, a legislação exigiria a convocação de novas eleições diretas. Ao renunciar antes de eventual condenação, Castro tenta forçar uma eleição indireta, transferindo à Alerj a escolha de um governador tampão, e preservando seus direitos políticos para disputar o Senado. Como parte da articulação, Castro exonerou 11 secretários nesta sexta-feira. Entre eles está Felipe Curi, ex-secretário da Polícia Civil, que deve concorrer a deputado federal pelo PL, em grupo ligado ao senador Flávio Bolsonaro. STF interfere e desmonta cenário da sucessão O plano político de Castro sofreu revés após ação judicial movida por Eduardo Paes. O ministro Luiz Fux, do STF, concedeu liminar exigindo que A decisão embaralhou completamente a disputa e retirou da corrida os principais nomes. Pela base de Castro, caiu Douglas Ruas, ex-secretário de Cidades. Do outro lado, foi inviabilizada a candidatura de André Ceciliano, que tinha apoio do Planalto e de Paes. Sem favoritos claros, grupos políticos buscam alternativas. Nos bastidores, o nome do senador Carlos Portinho ganha força como possível solução de consenso para comandar o estado até o fim do mandato. Crise política e ruptura O vácuo de poder ocorre em meio ao rompimento entre Castro e Paes. A relação se deteriorou após operação da Polícia Civil, então comandada por Felipe Curi, prender o vereador Salvino, aliado do ex-prefeito, sob suspeita de ligação com o crime organizado. Paes acusou o governo estadual de uso político da polícia para enfraquecer sua base eleitoral. A reação veio no Judiciário, com a ação no STF que acabou travando a eleição indireta planejada pelo grupo de Castro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/castro-confirma-renuncia-ao-governo-do-rio-para-evitar-cassacao
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