Política

Advogado de Bolsonaro diz não concordar com votos no STF, mas respeitará decisão

Supremo tem 2 a 0 para condenar ex-presidente por tentativa de golpe; defesa aguarda avanço do julgamento para se manifestar

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Jessica Cardoso
09/09/2025, 23:18 • Atualizado em 09/09/2025, 23:18
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Os advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno, que representam o ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento sobre a tentativa de golpe | Reprodução/SBT News

Os advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno, que representam o ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento sobre a tentativa de golpe | Reprodução/SBT News

O advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse nesta terça-feira (9) que a defesa não concorda com os votos apresentados até agora no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado, mas afirmou que respeitará a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Vamos respeitar sempre a decisão do Supremo, mas não concordamos. As questões preliminares foram muito pouco desenvolvidas. Discordamos da análise de mérito, mas vamos aguardar o prosseguimento do julgamento”, afirmou a jornalista após o fim das sessões desta terça.

Vilardi também declarou que defesa vai aguardar avanço do julgamento para se manifestar. A Primeira Turma do STF tem o placar de 2 a 0 para condenar os ex-presidente e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. A decisão do colegiado será definida pela maioria, alcançada com três dos cinco votos.

Na manhã desta terça (9), o relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação de todos os réus. À tarde, o ministro Flávio Dino apresentou seu voto, acompanhando Moraes, mas ressaltando que “os níveis de culpabilidade são diferentes” entre os réus.

Para Dino, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Alexandre Ramagem tiveram participação de menor importância na trama, o que deve ser considerado na dosimetria das penas caso haja condenação.

O julgamento será retomado na quarta-feira (10), às 9h, com o voto do ministro Luiz Fux. Depois, ainda votarão os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

A previsão é que a sessão siga até sexta-feira (12), quando será discutida a dosimetria das penas, ou seja, o tempo de punição de cada réu em casos de condenação.

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