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Abin paralela, clã Bolsonaro alvo da PF e queda de braços entre governo e Congresso agitam semana em Brasília

Tensão de parlamentares com Planalto e investigações sobre arapongagem indicam clima político que dominará 2024

Abin paralela, clã Bolsonaro alvo da PF e queda de braços entre governo e Congresso agitam semana em Brasília
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O avanço das investigações da Abin paralela no governo Bolsonaro, a retomada dos trabalhos no Supremo Tribunal Federal (STF) e a queda de braços entre o governo Lula e o Congresso agitaram Brasília, nesta última semana de janeiro. Um indicativo da tensão que tomará a política em fevereiro, no pós-Carnaval.

A semana começou com as buscas da Polícia Federal, em endereços de Carlos Bolsonaro (Republicanos) - o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Alvo das investigações sobre a existência de um grupo de arapongagem clandestino dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O ex-diretor-geral da Abin no governo Bolsonaro, o atual deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), seria o responsável pelo grupo montado em 2019. Na quinta-feira (25), Ramagem foi alvo também de buscas e apreensões da PF. Seu gabinete na Câmara foi vasculhado por policiais.

A chamada Abin paralela acabou levando uma dança de cadeira na agência, com exoneração do número 2, Alessandro Moretti, entre outros.

+ Ex-número 2 da Abin diz que apuração sobre uso de software espião começou após determinação dele

O caso da Abin paralela invadiu o Planalto e o Congresso. Em semana de troca de ministros na Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino deixou o cargo para assumir cadeira no Supremo Tribunal Federal. Assumiu o ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski.

Acusado pela família Bolsonaro de usar a PF para persegui-los, Lula teve que responder publicamente. Lula diz que Polícia Federal "não persegue ninguém".

No Congresso, o caso levou opositores a cobrar das presidências mais blindagem para os parlamentares. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pediu ao STF acesso a lista de alvos da Abin paralela.

Judiciário

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, falou em "normalidade" ao fazer a abertura do Ano Judiciário de 2024, na quinta-feira (1º), em referência aos estragos e a tensão gerados após o 8 de janeiro de 2023.

Barroso Lula e Pacheco simbolicamente retiraram as grades que cercavam o prédio desde os ataques. Mas o clima de tensão deve durar ainda um tempo.

+ Moraes vota para condenar mais 12 réus por atos golpistas do 8 de janeiro

Nesta semana, o ministro Cristiano Zanin deu prazo ao Congresso para que se elabore uma regulamentação para uso de equipamentos como FirstMile - que pode acompanhar via localização de celular os alvos em tempo real -, usado pela Abin paralela de 2019 a 2021, segundo as investigações da PF.

+ Agentes da Abin pressionam Lula por blindagem contra ingerência política

Congresso

Na Câmara e no Senado, mesmo antes do fim do recesso, parlamentares correram para se articular. O veto do Planalto à R$ 5,6 bilhões em emendas de comissões, vai elevar a tensão entre Executivo e Legislativo.

A Medida Provisória da reoneração, que busca encontrar receitas para o cofre da União, com a prorrogação de benefícios fiscais dada pelo Congresso, já havia colocado governo e Congresso em rotas distintas. O tema vai prosseguir na pauta.

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