Abin paralela, clã Bolsonaro alvo da PF e queda de braços entre governo e Congresso agitam semana em Brasília
Tensão de parlamentares com Planalto e investigações sobre arapongagem indicam clima político que dominará 2024
S
SBT News
03/02/2024, 18:23 • Atualizado em 03/02/2024, 18:23
compartilhar
Autoridades participando da sessão solene de abertura do Ano Judiciário, no STF (Gustavo Moreno /SCO/STF)
O avanço das investigações da Abin paralela no governo Bolsonaro, a retomada dos trabalhos no Supremo Tribunal Federal (STF) e a queda de braços entre o governo Lula e o Congresso agitaram Brasília, nesta última semana de janeiro. Um indicativo da tensão que tomará a política em fevereiro, no pós-Carnaval.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A semana começou com as buscas da Polícia Federal, em endereços de Carlos Bolsonaro (Republicanos) - o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Alvo das investigações sobre a existência de um grupo de arapongagem clandestino dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O ex-diretor-geral da Abin no governo Bolsonaro, o atual deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), seria o responsável pelo grupo montado em 2019. Na quinta-feira (25), Ramagem foi alvo também de buscas e apreensões da PF. Seu gabinete na Câmara foi vasculhado por policiais.
O caso da Abin paralela invadiu o Planalto e o Congresso. Em semana de troca de ministros na Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino deixou o cargo para assumir cadeira no Supremo Tribunal Federal. Assumiu o ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski.
O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, falou em "normalidade" ao fazer a abertura do Ano Judiciário de 2024, na quinta-feira (1º), em referência aos estragos e a tensão gerados após o 8 de janeiro de 2023.
Barroso Lula e Pacheco simbolicamente retiraram as grades que cercavam o prédio desde os ataques. Mas o clima de tensão deve durar ainda um tempo.
Nesta semana, o ministro Cristiano Zanin deu prazo ao Congresso para que se elabore uma regulamentação para uso de equipamentos como FirstMile - que pode acompanhar via localização de celular os alvos em tempo real -, usado pela Abin paralela de 2019 a 2021, segundo as investigações da PF.
Na Câmara e no Senado, mesmo antes do fim do recesso, parlamentares correram para se articular. O veto do Planalto à R$ 5,6 bilhões em emendas de comissões, vai elevar a tensão entre Executivo e Legislativo.
A Medida Provisória da reoneração, que busca encontrar receitas para o cofre da União, com a prorrogação de benefícios fiscais dada pelo Congresso, já havia colocado governo e Congresso em rotas distintas. O tema vai prosseguir na pauta.
Abin paralela, clã Bolsonaro alvo da PF e queda de braços entre governo e Congresso agitam semana em Brasília Tensão de parlamentares com Planalto e investigações sobre arapongagem indicam clima político que dominará 2024Política2024-02-03T18:23:05.405ZO avanço das investigações da Abin paralela no governo Bolsonaro, a retomada dos trabalhos no Supremo Tribunal Federal (STF) e a queda de braços entre o governo Lula e o Congresso agitaram Brasília, nesta última semana de janeiro. Um indicativo da tensão que tomará a política em fevereiro, no pós-Carnaval. A semana começou com as (Republicanos) - o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Alvo das investigações sobre a existência de um grupo de arapongagem clandestino dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O ex-diretor-geral da Abin no governo Bolsonaro, o atual deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), seria o responsável pelo grupo montado em 2019. Na quinta-feira (25), . Seu gabinete na Câmara foi vasculhado por policiais. A chamada acabou levando uma dança de cadeira na agência, com , entre outros. O caso da Abin paralela invadiu o Planalto e o Congresso. Em semana de troca de ministros na Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino deixou o cargo para assumir cadeira no Supremo Tribunal Federal. Assumiu o ministro aposentado do STF. Acusado pela família Bolsonaro de usar a PF para persegui-los, Lula teve que responder publicamente. No Congresso, o caso levou opositores a cobrar das presidências mais blindagem para os parlamentares. O presidente do Senado,. Judiciário O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, falou em "normalidade" ao fazer a abertura do Ano Judiciário de 2024, na quinta-feira (1º), em referência aos estragos e a tensão gerados após o 8 de janeiro de 2023. Barroso Lula e Pacheco simbolicamente retiraram as grades que cercavam o prédio desde os ataques. Mas o clima de tensão deve durar ainda um tempo. Nesta semana, o ministro Cristiano Zanin deu prazo ao Congresso para que se elabore uma regulamentação para uso de equipamentos como FirstMile - que pode acompanhar via localização de celular os alvos em tempo real -, usado pela Abin paralela de 2019 a 2021, segundo as investigações da PF. Congresso Na Câmara e no Senado, mesmo antes do fim do recesso, parlamentares correram para se articular. O veto do Planalto à R$ 5,6 bilhões em emendas de comissões, vai elevar a tensão entre Executivo e Legislativo. A Medida Provisória da reoneração, que busca encontrar receitas para o cofre da União, com a prorrogação de benefícios fiscais dada pelo Congresso, já havia colocado governo e Congresso em rotas distintas. O tema vai prosseguir na pauta. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/abin-paralela-cla-bolsonaro-alvo-da-pf-e-queda-de-bracos-entre-governo-e-congresso-agitam-semana-em-brasilia
Enviados de Trump vão ao Catar para negociar com o Irã
Steve Witkoff e Jared Kushner participarão de reuniões em Doha para discutir memorando de entendimento entre Washington e Teerã após ataques no fim de semana