Ex-número 2 da Abin diz que apuração sobre uso de software espião começou após determinação dele
Alessandro Moretti foi exonerado pelo presidente Lula do cargo de diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência
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Guilherme Resck
31/01/2024, 14:48 • Atualizado em 01/02/2024, 02:15
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Diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alessandro Moretti disse, nesta quarta-feira (31), em nota, que foi após determinação dele que tiveram início os trabalhos de apuraçãointerna relacionados ao uso irregular de um software espião. Segundo ele, quando tomou essa medida, era diretor-geral em exercício.
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Ainda conforme Moretti, "todo o material probatório coletado e produzido pela Abin foi compartilhado com a Polícia Federal, que também teve atendidas todas suas solicitações à agência".
Por esta razão, continuou, grande parte do material que instrui o inquérito da PF que apura esquema ilegal de espionagem na Abin é fruto da apuração conduzida "com total independência" na agência.
Moretti ressaltou que "nenhum país, em especial uma nação continental como o Brasil, pode prescindir de uma Inteligência profissional e cumpridora dos princípios que regem o Estado Democrático de Direito".
Em suas palavras, "o conhecimento estratégico difundido pela Abin, indispensável para o país e essencial para a proteção de nossa sociedade, é produzido por profissionais altamente capacitados e compromissados. O fortalecimento da Abin, como instituição de estado, deve ser uma busca constante, e não dispensa o reconhecimento e respeito aos seus dedicados servidores".
Ele concluiu a nota agradecendo a oportunidade de trabalhar na agência e de ter podido contribuir com o processo de modernização dela.
A exoneração de Moretti saiu nessa terça-feira (30), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Integrantes do governo consideravam insustentável a permanência dele no cargo de diretor-adjunto após mais uma fase da operação que investiga o esquema ilegal de espionagem.
Confira a nota de Moretti:
Ao deixar o cargo de Diretor Adjunto da Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, venho a público para esclarecer que, após minha determinação, na época como Diretor-Geral em exercício, é que foram iniciados os trabalhos de apuração interna relacionados ao uso de ferramenta, com a instauração de sindicância investigativa pela Corregedoria-Geral. Todo o material probatório coletado e produzido pela ABIN foi compartilhado com a Polícia Federal, que também teve atendidas todas suas solicitações à Agência. Por esta razão, grande parte do material que instrui o inquérito da PF é fruto da apuração conduzida com total independência na ABIN.
Importante lembrar que a ABIN se encontra em fase de transição, após deixar de ser subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional - GSI e passar a integrar a estrutura da Casa Civil da Presidência da República. Diversas medidas foram adotadas e muitas outras estão sendo implementadas pela atual gestão para a modernização da gestão da Agência, o que garantiu, inclusive, a citada apuração ampla e independente.
Nenhum país, em especial uma nação continental como o Brasil, pode prescindir de uma Inteligência profissional e cumpridora dos princípios que regem o Estado Democrático de Direito. O conhecimento estratégico difundido pela ABIN, indispensável para o País e essencial para a proteção de nossa sociedade, é produzido por profissionais altamente capacitados e compromissados. O fortalecimento da ABIN, como instituição de Estado, deve ser uma busca constante, e não dispensa o reconhecimento e respeito aos seus dedicados servidores.
Agradeço a oportunidade de trabalhar nesta Agência que tanto respeito e de ter podido contribuir com seu processo de modernização, do modo como sempre atuei nos meus 33 anos de serviço público, na proteção da sociedade brasileira, como servidor de Estado. Meu especial agradecimento ao Dr. Luiz Fernando Corrêa, Diretor-Geral da ABIN, pela confiança e profissionalismo.
Alessandro Moretti
Delegado de Polícia Federal
Ex-número 2 da Abin diz que apuração sobre uso de software espião começou após determinação deleAlessandro Moretti foi exonerado pelo presidente Lula do cargo de diretor-adjunto da Agência Brasileira de InteligênciaBrasil2024-01-31T14:48:24.943ZO ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alessandro Moretti disse, nesta quarta-feira (31), em nota, que foi após determinação dele que tiveram início os trabalhos de apuração interna relacionados ao . Segundo ele, quando tomou essa medida, era diretor-geral em exercício. Ainda conforme Moretti, "todo o material probatório coletado e produzido pela Abin foi compartilhado com a Polícia Federal, que também teve atendidas todas suas solicitações à agência". Por esta razão, continuou, grande parte do material que instrui o inquérito da PF que apura esquema ilegal de espionagem na Abin é fruto da apuração conduzida "com total independência" na agência. Moretti ressaltou que "nenhum país, em especial uma nação continental como o Brasil, pode prescindir de uma Inteligência profissional e cumpridora dos princípios que regem o Estado Democrático de Direito". Em suas palavras, "o conhecimento estratégico difundido pela Abin, indispensável para o país e essencial para a proteção de nossa sociedade, é produzido por profissionais altamente capacitados e compromissados. O fortalecimento da Abin, como instituição de estado, deve ser uma busca constante, e não dispensa o reconhecimento e respeito aos seus dedicados servidores". Ele concluiu a nota agradecendo a oportunidade de trabalhar na agência e de ter podido contribuir com o processo de modernização dela. A saiu nessa terça-feira (30), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Integrantes do governo consideravam insustentável a permanência dele no cargo de diretor-adjunto após mais uma fase da operação que investiga o esquema ilegal de espionagem. Confira a nota de Moretti: Ao deixar o cargo de Diretor Adjunto da Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, venho a público para esclarecer que, após minha determinação, na época como Diretor-Geral em exercício, é que foram iniciados os trabalhos de apuração interna relacionados ao uso de ferramenta, com a instauração de sindicância investigativa pela Corregedoria-Geral. Todo o material probatório coletado e produzido pela ABIN foi compartilhado com a Polícia Federal, que também teve atendidas todas suas solicitações à Agência. Por esta razão, grande parte do material que instrui o inquérito da PF é fruto da apuração conduzida com total independência na ABIN. Importante lembrar que a ABIN se encontra em fase de transição, após deixar de ser subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional - GSI e passar a integrar a estrutura da Casa Civil da Presidência da República. Diversas medidas foram adotadas e muitas outras estão sendo implementadas pela atual gestão para a modernização da gestão da Agência, o que garantiu, inclusive, a citada apuração ampla e independente. Nenhum país, em especial uma nação continental como o Brasil, pode prescindir de uma Inteligência profissional e cumpridora dos princípios que regem o Estado Democrático de Direito. O conhecimento estratégico difundido pela ABIN, indispensável para o País e essencial para a proteção de nossa sociedade, é produzido por profissionais altamente capacitados e compromissados. O fortalecimento da ABIN, como instituição de Estado, deve ser uma busca constante, e não dispensa o reconhecimento e respeito aos seus dedicados servidores. Agradeço a oportunidade de trabalhar nesta Agência que tanto respeito e de ter podido contribuir com seu processo de modernização, do modo como sempre atuei nos meus 33 anos de serviço público, na proteção da sociedade brasileira, como servidor de Estado. Meu especial agradecimento ao Dr. Luiz Fernando Corrêa, Diretor-Geral da ABIN, pela confiança e profissionalismo. Alessandro Moretti Delegado de Polícia Federal São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ex-numero-2-da-abin-diz-que-apuracao-sobre-uso-de-software-espiao-comecou-apos-determinacao-dele
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