MP-SP diz que câmeras corporais comprovam execução de jovem por PMs em Paraisópolis
Dois policiais foram presos em flagrante por homicídio doloso; imagens mostram que Igor de Moraes Santos foi morto após se render durante operação policial
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Vicklin Moraes
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou nesta sexta-feira (11) que imagens captadas por câmeras corporais de policiais militares comprovam a execução de um jovem durante uma operação na comunidade de Paraisópolis, na zona sul da capital. A constatação, reconhecida pela própria Polícia Militar, levou a Procuradoria-Geral de Justiça a designar o promotor do Tribunal do Júri, Everton Zanella, para acompanhar o caso.
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"A dinâmica de todos esses fatos será apurada pelo MP-SP, que reafirma seu mais firme compromisso com a defesa da ordem jurídica e sua disposição de desempenhar o papel constitucional de garantir a paz social”, informou o órgão em nota.
Operação Paraisópolis
A ação aconteceu após uma denúncia anônima ao Disque Denúncia, informando sobre tráfico de drogas na Rua Rudolf Lotze. Segundo a PM, ao chegarem ao local, os policiais identificaram quatro suspeitos fugindo. Eles foram detidos após entrarem em uma residência, onde ocorreu a morte de Igor. O jovem não tinha antecedentes criminais como adulto, só registros por atos infracionais relacionados a roubo e tráfico de drogas.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), após um protesto dos moradores, policiais militares foram recebidos a tiros em outro ponto da comunidade. Um policial foi baleado e está internado no Hospital Albert Einstein, zona sul de São Paulo. Bruno Leite de 29 anos foi atingido e não resistiu aos ferimentos, ele tinha antecedentes criminais. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.
Após o fim da operação, a corporação realizou uma análise das versões apresentadas e das imagens das câmeras corporais dos agentes. Segundo o coronel Massera, a gravação confirmou que dois policiais atiraram em Igor quando ele já havia se rendido. Os outros dois agentes que confirmaram a versão falsa dos agentes presos também serão investigados.
MP-SP diz que câmeras corporais comprovam execução de jovem por PMs em ParaisópolisDois policiais foram presos em flagrante por homicídio doloso; imagens mostram que Igor de Moraes Santos foi morto após se render durante operação policial
Cidades2025-07-11T23:25:09.315ZO Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou nesta sexta-feira (11) que imagens captadas por câmeras corporais de policiais militares comprovam a execução de um jovem durante uma operação na comunidade de Paraisópolis, na zona sul da capital. A constatação, reconhecida pela própria Polícia Militar, levou a Procuradoria-Geral de Justiça a designar o promotor do Tribunal do Júri, Everton Zanella, para acompanhar o caso. Dois policiais de Igor Oliveira de Moraes Santos, 24 anos, os agentes atiraram em Igor, quando ele já estava rendido. "A dinâmica de todos esses fatos será apurada pelo MP-SP, que reafirma seu mais firme compromisso com a defesa da ordem jurídica e sua disposição de desempenhar o papel constitucional de garantir a paz social”, informou o órgão em nota. Operação Paraisópolis A ação aconteceu após uma denúncia anônima ao Disque Denúncia, informando sobre tráfico de drogas na Rua Rudolf Lotze. Segundo a PM, ao chegarem ao local, os policiais identificaram quatro suspeitos fugindo. Eles foram detidos após entrarem em uma residência, onde ocorreu a morte de Igor. O jovem não tinha antecedentes criminais como adulto, só registros por atos infracionais relacionados a roubo e tráfico de drogas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), após um protesto dos moradores, policiais militares foram recebidos a tiros em outro ponto da comunidade. Um policial foi baleado e está internado no Hospital Albert Einstein, zona sul de São Paulo. Bruno Leite de 29 anos foi atingido e não resistiu aos ferimentos, ele tinha antecedentes criminais. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. Após o fim da operação, a corporação realizou uma análise das versões apresentadas e das imagens das câmeras corporais dos agentes. Segundo o coronel Massera, a gravação confirmou que dois policiais atiraram em Igor quando ele já havia se rendido. Os outros dois agentes que confirmaram a versão falsa dos agentes presos também serão investigados.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/mp-sp-diz-que-cameras-corporais-comprovam-execucao-de-jovem-por-p-ms-em-paraisopolis
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