Política

Caiado quer destinar 100% das emendas parlamentares a obras

Candidato à Presidência afirma que modelo atual representa uma "desestruturação do presidencialismo" no Brasil

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Jessica Cardoso
Ronaldo Caiado em sabatina da GloboNews | Reprodução

Ronaldo Caiado em sabatina da GloboNews | Reprodução

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (7) que, se eleito, pretende destinar 100% das emendas parlamentares para obras previstas no seu plano de governo.

Durante sabatina da GloboNews, o ex-governador de Goiás disse que o presidente precisa ter autoridade para negociar com o Congresso e defendeu o fim da destinação de recursos para finalidades que não estejam alinhadas às prioridades do Executivo.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de resistência dos parlamentares, diante do caráter impositivo das emendas, Caiado afirmou que a relação entre Executivo e Legislativo depende da força política do presidente.

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“Você tem que entender que eu já governei. Aí você não pode menosprezar também o peso da cadeira da presidência da República. Então, o governo tem que, neste momento, dizer: ‘olha, estamos aqui num momento de pacificação do país. Eu já estou pacificando, anistiando todo mundo. Vamos parar de briga [...] Estou aqui para governar”, disse.

O ex-governador também afirmou que as emendas parlamentares representam uma "desestruturação do presidencialismo" no Brasil. Para Caiado, o presidente eleito não pode conviver com "594 planos de governo", em referência aos 513 deputados e 81 senadores.

“Na minha época, nunca teve uma emenda impositiva. Nunca vi isso na minha vida. Essa é a desestruturação do presidencialismo no Brasil. Você tem uma desordem institucional hoje completa. É preciso que o cidadão entenda que vai ter de novo um Presidente da República que tenha autoridade moral e capacidade de negociar esses assuntos. Eu não posso ter 594 planos de governo. Só tem um, que é o meu que me elegi presidente da República”, afirmou.

Como exemplo, Caiado disse que parlamentares poderiam direcionar emendas para obras, como hospitais regionais, rodovias e escolas, desde que integradas ao planejamento do governo, mas rejeitou a destinação para organizações não governamentais ou outras iniciativas definidas individualmente pelos parlamentares. Orçamento da União de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas.

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