Caso Gritzbach: Justiça Militar encaminha julgamento de três PMs para a Justiça Comum
Policiais já respondem por quatro homicídios relacionados à ação em Guarulhos; processo aguarda aval do Ministério Público
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Agência SBT
11/08/2025, 23:56 • Atualizado em 12/08/2025, 01:08
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Justiça Militar de São Paulo decidiu que três policiais acusados de matar Antônio Vinícius Gritzbachdevem ser julgados pela Justiça Comum, e não pela Justiça Militar. A determinação foi anunciada na quinta-feira (7) pela 1ª Auditoria da Justiça Militar.
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De acordo com a nota emitida pelo órgão, homicídios praticados por militares que envolvem a intenção de matar, devem ser julgados fora da esfera militar, conforme prevê a Constituição Federal e o Código Penal Militar.
Os policiais afetados pela decisão são o 1º Tenente Fernando Genauro da Silva, o Soldado Ruan Silva Rodrigues e o Cabo Denis Antonio Martins. Ruan e Denis são apontados como os autores dos disparos que mataram Gritzbach, enquanto Fernando teria sido o piloto de fuga da ação.
Da direita para esquerda: Tenente Fernando Genauro da Silva, Soldado Ruan Silva Rodrigues e Cabo Denis Antonio Martins | Reprodução
Segundo a Justiça Militar, a transferência oficial do processo para a Justiça Comum depende da aprovação do Ministério Público. Porém, é importante destacar que os três policiais já respondem pelos quatro homicídios na esfera civil, a morte de Antônio Vinícius Gritzbach e de outras três pessoas durante o tiroteio no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Os demais policiais envolvidos seguirão respondendo pelos crimes na Justiça Militar.
Após ser condenado por lavagem de dinheiro, principalmente por meio de negócios imobiliários de luxo na zona leste de São Paulo, Antônio Vinícius Gritzbach começou a colaborar com o Ministério Público como delator. Ele denunciou diversos criminosos, muitos deles seus próprios clientes e contatos estratégicos da organização criminosa.
Gritzbach é acusado de ter ordenado o assassinato de Anselmo Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e de seu motorista, Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, ambos apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e aliados de líderes da facção atualmente foragidos. A principal linha de investigação aponta que sua morte, em 8 de novembro de 2024, no Aeroporto de Guarulhos, foi motivada por vingança, em retaliação à morte desses criminosos.
As apurações também indicam que Gritzbach utilizava atividades ilícitas, como prostituição, jogos de pôquer e desmanche de veículos, para financiar policiais civis envolvidos em corrupção.
Caso Gritzbach: Justiça Militar encaminha julgamento de três PMs para a Justiça ComumPoliciais já respondem por quatro homicídios relacionados à ação em Guarulhos; processo aguarda aval do Ministério PúblicoCidades2025-08-11T23:56:03.368ZJustiça Militar de São Paulo decidiu que devem ser julgados pela Justiça Comum, e não pela Justiça Militar. A determinação foi anunciada na quinta-feira (7) pela 1ª Auditoria da Justiça Militar. De acordo com a nota emitida pelo órgão, homicídios praticados por militares que envolvem a intenção de matar, devem ser julgados fora da esfera militar, conforme prevê a Constituição Federal e o Código Penal Militar. Os policiais afetados pela decisão são o 1º Tenente Fernando Genauro da Silva, o Soldado Ruan Silva Rodrigues e o Cabo Denis Antonio Martins. Ruan e Denis são apontados como os autores dos disparos que mataram Gritzbach, enquanto Fernando teria sido o piloto de fuga da ação. Segundo a Justiça Militar, a transferência oficial do processo para a Justiça Comum depende da aprovação do Ministério Público. Porém, é importante destacar que os três policiais já respondem pelos quatro homicídios na esfera civil, a morte de Antônio Vinícius Gritzbach e de outras três pessoas . Os demais policiais envolvidos seguirão respondendo pelos crimes na Justiça Militar. Relembre o caso Após ser condenado por lavagem de dinheiro, principalmente por meio de negócios imobiliários de luxo na zona leste de São Paulo, Antônio Vinícius Gritzbach começou a colaborar com o Ministério Público como delator. Ele denunciou diversos criminosos, muitos deles seus próprios clientes e contatos estratégicos da organização criminosa. Gritzbach é acusado de ter ordenado o assassinato de Anselmo Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e de seu motorista, Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, ambos apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e aliados de líderes da facção atualmente foragidos. A principal linha de investigação aponta que sua morte, em 8 de novembro de 2024, no Aeroporto de Guarulhos, foi motivada por vingança, em retaliação à morte desses criminosos. As apurações também indicam que Gritzbach utilizava atividades ilícitas, como prostituição, jogos de pôquer e desmanche de veículos, para financiar policiais civis envolvidos em corrupção. A Corregedoria aponta que dois núcleos da corporação, formados por agentes de batalhões da Zona Leste e integrantes da ROTA, a tropa de elite paulista, teriam vendido informações sigilosas ao PCC.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/caso-gritzbach-justica-militar-encaminha-julgamento-de-tres-p-ms-para-a-justica-comum
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