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União Europeia anuncia medidas contra tarifa de 25% sobre aço e alumínio dos EUA

China também criticou medida, dizendo que adotará respostas para defender os interesses do país

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Camila Stucaluc
12/03/2025, 10:44 • Atualizado em 12/03/2025, 11:09
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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen | Divulgação

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen | Divulgação

A União Europeia lamentou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 25% as importações de aço e alumínio. A medida entrou em vigor nesta quarta-feira (12), provocando uma retaliação dos países europeus.

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“As relações comerciais entre Europa e Estados Unidos são as maiores do mundo. Essas tarifas estão interrompendo as cadeias de suprimentos. Elas trazem incerteza para a economia. Empregos estão em jogo. Os preços vão subir. Lamentamos profundamente esta medida”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Segundo ela, as contramedidas europeias serão introduzidas em duas etapas, começando em 1º de abril. A primeira consiste na renovação das tarifas sobre os produtos americanos que o bloco havia adotado em 2018 e 2020, mas que estavam suspensas. Um outro pacote de taxas também será anunciado em abril, após consulta com os Estados-Membros.

“Como os Estados Unidos estão aplicando tarifas no valor de 28 bilhões de dólares, estamos respondendo com contramedidas no valor de 26 bilhões de euros”, explicou Ursula. “Nossas contramedidas serão introduzidas em duas etapas. Enquanto isso, permaneceremos abertos à negociação”, acrescentou a diplomata.

O bloco europeu não foi o único a criticar a taxação de Trump. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a medida viola as regras da Organização Mundial do Comércio e que o país “adotará todas as medidas necessárias para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos".

O Brasil, considerado o segundo maior fornecedor de aço e ferro aos Estados Unidos, ainda não se manifestou. Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a afirmar que haveria "reciprocidade" na taxação, mas a medida ainda deve ser debatida com o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

O Canadá, por sua vez, já respondeu às tarifas de Trump. Diferente dos outros países, o Canadá teve todos os produtos taxados em 25%, o que levou o governo a aplicar tarifas recíprocas aos itens americanos. Além disso, nesta semana, o governador de Ontário, Doug Ford, impôs taxas de 25% sobre a eletricidade enviada aos Estados Unidos.

“O presidente Trump lançou uma guerra comercial e tarifária não provocada com o amigo e aliado mais próximo dos Estados Unidos. As tarifas estão causando caos. Os mercados estão afundando. Ele precisa baixar suas tarifas e vir à mesa para negociar um acordo de comércio justo. Até ele fazer isso, não recuaremos”, disse Ford.

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