Irã quer manter negociação e EUA concordam, diz Trump
Apesar de acordo, presidente dos Estados Unidos reafirma que o cessar-fogo entre os países "acabou"
SBT News, com informações da Reuters
Donald Trump durante cúpula do G7 | Reprodução/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) que os EUA concordaram em negociar com o Irã depois que Teerã pediu a continuação das negociações, mas acrescentou que o cessar-fogo entre as duas nações "acabou".
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Ontem, o governo iraniano condenou a nova ofensiva militar dos Estados Unidos e classificou os bombardeios realizados recentemente como "um grave crime de guerra". Em nota, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que os ataques violam a Carta das Nações Unidas e o memorando de entendimento assinado entre os dois países para encerrar o conflito.
Nos últimos dias, forças americanas realizaram novos ataques contra alvos iranianos, que respondeu.
A nova escalada aumenta a preocupação internacional com uma possível ampliação do conflito e seus impactos sobre a estabilidade do Oriente Médio e o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Na quarta-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) declarou que realizou novos ataques com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação em Ormuz e disse que atingiu 90 alvos militares.
"Por ordem do Comandante em Chefe, as forças do Comando Central dos EUA iniciaram a realização de ataques adicionais contra o Irã para degradar ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos estão responsabilizando o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegam livremente por uma via navegável internacional vital", disse o comando militar.
O Irã, por outro lado, não assumiu a autoria dos ataques aos navios comerciais e acusa Washington de usar os incidentes como justificativa. O regime respondeu que defenderá seus interesses nacionais e sua soberania e, em resposta aos ataques norte-americanos às províncias do litoral sul e do leste do Irã, as Forças Armadas iranianas lançaram ataques contra infraestruturas militares dos EUA em países vizinhos do Golfo Pérsico.
O Ministério da Saúde do Irã informou que 14 pessoas morreram e outras 78 ficaram feridas em decorrência dos dois dias de ataque dos Estados Unidos. Entre os feridos, 47 permanecem hospitalizados.
Além do impacto militar, a escalada no Estreito de Ormuz já afeta o mercado global de energia. Após os novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, o petróleo Brent chegou a subir cerca de 5%, encerrando a sessão de quarta-feira em US$ 78,02 o barril, maior nível em mais de duas semanas. Nesta quinta-feira, os preços recuaram parcialmente, mas a incerteza sobre a retomada do tráfego pela rota estratégica manteve a preocupação dos investidores.
Irã quer manter negociação e EUA concordam, diz TrumpApesar de acordo, presidente dos Estados Unidos reafirma que o cessar-fogo entre os países "acabou"Mundo2026-07-10T14:56:32.399ZO presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) que os EUA concordaram em negociar com o Irã depois que Teerã pediu a continuação das negociações, mas acrescentou que o cessar-fogo entre as duas nações "acabou". 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Ontem, o governo iraniano e classificou os bombardeios realizados recentemente como "um grave crime de guerra". Em nota, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que os ataques violam a Carta das Nações Unidas e o memorando de entendimento assinado entre os dois países para encerrar o conflito. Nos últimos dias, forças americanas realizaram novos ataques contra alvos iranianos, que respondeu. A nova escalada aumenta a preocupação internacional com uma possível ampliação do conflito e seus impactos sobre a estabilidade do Oriente Médio e o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. + Na quarta-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) declarou que realizou novos ataques com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação em Ormuz e disse que atingiu 90 alvos militares. "Por ordem do Comandante em Chefe, as forças do Comando Central dos EUA iniciaram a realização de ataques adicionais contra o Irã para degradar ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos estão responsabilizando o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegam livremente por uma via navegável internacional vital", disse o comando militar. O Irã, por outro lado, não assumiu a autoria dos ataques aos navios comerciais e acusa Washington de usar os incidentes como justificativa. O regime respondeu que defenderá seus interesses nacionais e sua soberania e, em resposta aos ataques norte-americanos às províncias do litoral sul e do leste do Irã, as Forças Armadas iranianas lançaram ataques contra infraestruturas militares dos EUA em países vizinhos do Golfo Pérsico. + O Ministério da Saúde do Irã informou que 14 pessoas morreram e outras 78 ficaram feridas em decorrência dos dois dias de ataque dos Estados Unidos. Entre os feridos, 47 permanecem hospitalizados. Além do impacto militar, a escalada no Estreito de Ormuz já afeta o mercado global de energia. Após os novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, o petróleo Brent chegou a subir cerca de 5%, encerrando a sessão de quarta-feira em US$ 78,02 o barril, maior nível em mais de duas semanas. Nesta quinta-feira, os preços recuaram parcialmente, mas a incerteza sobre a retomada do tráfego pela rota estratégica manteve a preocupação dos investidores.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-pediu-para-manter-negociacao-e-eua-concordam-diz-trump
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