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Irã acusa EUA de crime de guerra após novos ataques

Teerã afirma que bombardeios violam a Carta da ONU e o acordo de cessar-fogo; Guarda Revolucionária ameaça responder a novas ações no Estreito de Ormuz

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Reuters
10/07/2026, 04:34 • Atualizado em 10/07/2026, 04:58
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Fumaça sobe após explosão em Teerã. | Foto: reprodução/Reuters

Fumaça sobe após explosão em Teerã. | Foto: reprodução/Reuters

O governo do Irã condenou nesta quinta-feira (10) a nova ofensiva militar dos Estados Unidos e classificou os bombardeios realizados nas últimas 48 horas como "um grave crime de guerra". Em nota, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que os ataques violam a Carta das Nações Unidas e o memorando de entendimento assinado entre os dois países para encerrar o conflito.

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A declaração amplia a crise diplomática entre Washington e Teerã e aumenta as incertezas sobre a continuidade do cessar-fogo firmado em junho.

Segundo o governo iraniano, os Estados Unidos utilizaram como justificativa os recentes incidentes envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz para realizar ataques que violam os compromissos assumidos no memorando de entendimento.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o Irã está determinado a punir os "agressores" e declarou que não permitirá que "a intimidação e o descumprimento de compromissos" prejudiquem a soberania e os interesses nacionais do país.

Em conversa com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, o chanceler iraniano Seyed Abbas Araghchi voltou a condenar os bombardeios e alertou contra qualquer novo "aventureirismo" militar por parte dos Estados Unidos.

Guarda Revolucionária ameaça reagir no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que forças estrangeiras não têm qualquer papel na administração do Estreito de Ormuz e advertiu que qualquer interferência americana nas rotas marítimas provocará uma "resposta esmagadora".

Segundo o governo iraniano, a reabertura da hidrovia ocorre de forma gradual e as embarcações devem seguir normas de segurança estabelecidas por Teerã, incluindo autorização da Marinha da Guarda Revolucionária para transitar pela região.

Segurança marítima segue em nível crítico

Durante reunião da Organização Marítima Internacional (OMI), em Londres, representantes iranianos acusaram os Estados Unidos de colocar em risco a navegação ao atacar portos, instalações costeiras e sistemas de controle do tráfego marítimo.

Enquanto isso, o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), liderado pelos EUA, manteve o nível de ameaça à segurança no Estreito de Ormuz como "grave". Segundo a imprensa iraniana, o fluxo de embarcações na região opera atualmente em cerca de 50% do volume registrado antes do início da guerra.

Nos bastidores, Paquistão e Catar tentam reabrir o diálogo entre Washington e Teerã. Apesar dos esforços diplomáticos, autoridades americanas avaliam que a atual escalada poderá durar de alguns dias até um mês, caso o Irã mantenha ações contra navios comerciais na região.

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