Uso de vape entre estudantes sobe e preocupa especialistas
Cigarro eletrônico, associado a lesões pulmonares e dependência, está longe de ser alternativa segura ao cigarro, afirma pneumologista
Brazil Health
Uso de cigarro eletrônico é proibido pela Anvisa
Desenvolvido com o objetivo de auxiliar na cessação do tabagismo, o cigarro eletrônico, ou vape, nome amplamente usado devido à vaporização do conteúdo líquido, não se mostrou eficaz em seu propósito de criação.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A técnica de vaporização existe há inúmeras décadas, mas foi em 2003 que os dispositivos se tornaram pequenos, práticos e portáteis. Tentou-se inicialmente sem o uso de nicotina, porém a falta da substância fazia com que os usuários retornassem ao cigarro convencional. Existe uma ampla variedade de combinações de substâncias no líquido, mas a maioria contém nicotina e/ou cannabis, saborizantes de fruta e mentol.
Com formato moderno, cores vibrantes, sabor de fruta e, principalmente, ausência do odor desagradável e impregnante do cigarro, foi rápido e fácil conquistar consumidores. Devido às inúmeras campanhas e pesquisas sobre os malefícios causados pelo cigarro, felizmente a porcentagem de fumantes vem caindo ao longo dos anos, porém a de usuários do eletrônico vem aumentando em toda a população, principalmente entre jovens e adolescentes. Pesquisas feitas com estudantes nos EUA mostraram crescimento do consumo de 4,7% para 10%.
Apesar de concentrações menores em relação ao cigarro convencional, o eletrônico também possui substâncias tóxicas como nitrosaminas, monóxido de carbono, metais pesados, entre outras. Esse fato gerou alerta para potencial risco à saúde, emitido pelo órgão americano de administração de alimentos e medicamentos (FDA), em 2009.
Casos de lesão pulmonar e sintomas cada vez mais comuns
Desde o início do uso, houve inúmeros relatos de casos mostrando ligação entre o cigarro eletrônico e doenças respiratórias. Em 2019, nos EUA, houve uma epidemia de casos de lesões pulmonares e internações hospitalares causadas pelos componentes químicos do cigarro eletrônico, passando a ser chamada de EVALI, sigla em inglês para injúria pulmonar associada ao cigarro eletrônico e vape.
Nos consultórios, pneumologistas estão cada vez mais se deparando com pacientes que passaram a ter sintomas como tosse, cansaço, dores torácicas e até falta de ar, além de casos de descompensação de doenças respiratórias prévias, como asma, e aumento da suscetibilidade a infecções virais e pneumonias. Como o amplo consumo é relativamente recente, o mecanismo exato das lesões ainda não foi totalmente estabelecido.
Além de ter falhado como alternativa para a cessação do tabagismo convencional, o cigarro eletrônico mostrou potencial para causar doenças pulmonares, além de estimular jovens à experimentação e ao início do hábito, muitos evoluindo com dependência.
Uso de vape entre estudantes sobe e preocupa especialistasCigarro eletrônico, associado a lesões pulmonares e dependência, está longe de ser alternativa segura ao cigarro, afirma pneumologistaSaúde2026-07-10T14:00:23.649ZDesenvolvido com o objetivo de auxiliar na cessação do tabagismo, o cigarro eletrônico, ou vape, nome amplamente usado devido à vaporização do conteúdo líquido, não se mostrou eficaz em seu propósito de criação. A técnica de vaporização existe há inúmeras décadas, mas foi em 2003 que os dispositivos se tornaram pequenos, práticos e portáteis. Tentou-se inicialmente sem o uso de nicotina, porém a falta da substância fazia com que os usuários retornassem ao cigarro convencional. Existe uma ampla variedade de combinações de substâncias no líquido, mas a maioria contém nicotina e/ou cannabis, saborizantes de fruta e mentol. Com formato moderno, cores vibrantes, sabor de fruta e, principalmente, ausência do odor desagradável e impregnante do cigarro, foi rápido e fácil conquistar consumidores. Devido às inúmeras campanhas e pesquisas sobre os malefícios causados pelo cigarro, felizmente a porcentagem de fumantes vem caindo ao longo dos anos, porém a de usuários do eletrônico vem aumentando em toda a população, principalmente entre jovens e adolescentes. Pesquisas feitas com estudantes nos EUA mostraram crescimento do consumo de 4,7% para 10%. Apesar de concentrações menores em relação ao cigarro convencional, o eletrônico também possui substâncias tóxicas como nitrosaminas, monóxido de carbono, metais pesados, entre outras. Esse fato gerou alerta para potencial risco à saúde, emitido pelo órgão americano de administração de alimentos e medicamentos (FDA), em 2009. Casos de lesão pulmonar e sintomas cada vez mais comuns Desde o início do uso, houve inúmeros relatos de casos mostrando ligação entre o cigarro eletrônico e doenças respiratórias. Em 2019, nos EUA, houve uma epidemia de casos de lesões pulmonares e internações hospitalares causadas pelos componentes químicos do cigarro eletrônico, passando a ser chamada de EVALI, sigla em inglês para injúria pulmonar associada ao cigarro eletrônico e vape. Nos consultórios, pneumologistas estão cada vez mais se deparando com pacientes que passaram a ter sintomas como tosse, cansaço, dores torácicas e até falta de ar, além de casos de descompensação de doenças respiratórias prévias, como asma, e aumento da suscetibilidade a infecções virais e pneumonias. Como o amplo consumo é relativamente recente, o mecanismo exato das lesões ainda não foi totalmente estabelecido. Além de ter falhado como alternativa para a cessação do tabagismo convencional, o cigarro eletrônico mostrou potencial para causar doenças pulmonares, além de estimular jovens à experimentação e ao início do hábito, muitos evoluindo com dependência. ** Carla Valeri é pneumologia e clínica geral São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/uso-de-vape-entre-estudantes-sobe-e-preocupa-especialistas
Caso Lulinha: “fazer justiça, doa quem doer”, diz Haddad
Candidato do PT ao governo de São Paulo aprova investigação relacionada ao suposto vazamento de informações sigilosas sobre processo que apura fraudes no INSS
Ações da Oncoclínicas disparam antes de julgamento da CVM
Papeis da empresa, que está em recuperação judicial, subiram 34% na véspera da decisão sobre Oferta Pública de Ações (OPA), que deve movimentar R$ 6 bilhoes
Plutão passou de planeta a planeta anão há 20 anos
Astro foi reclassificado em 24 de agosto de 2006, porque não é "a força gravitacional dominante da sua região", um dos critérios para ser considerado planeta