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Presidente do Irã diz que 'não baixará a cabeça' diante de pressão dos EUA

Declaração de Masoud Pezeshkian acontece em meio às negociações nucleares entre os dois países

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SBT News, com informações da Reuters
21/02/2026, 17:59 • Atualizado em 21/02/2026, 22:10
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Presidente do Irã durante evento em homenagem a atletas paralímpicos do país | Reprodução/Reuters

Presidente do Irã durante evento em homenagem a atletas paralímpicos do país | Reprodução/Reuters

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (21) que seu país não irá se curvar à pressão das potências mundiais em meio às negociações nucleares com os Estados Unidos.

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“As potências mundiais estão se alinhando para nos obrigar a baixar a cabeça... mas não vamos baixar a cabeça apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, disse Pezeshkian durante uma homenagem à equipe paralímpica do Irã.

A declaração ocorre dois dias após temores de uma invasão norte-americana no Irã já neste fim de semana. À imprensa internacional, fontes próximas a Trump afirmaram que as Forças Armadas estavam preparadas para atacar o país, mas que aguardavam a autorização do presidente. De acordo com o republicano, essa decisão pode levar de 10 a 15 dias.

Entenda

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandado, Trump tenta pressionar o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Em meio às ameaças de Trump, os países iniciaram uma rodada de negociações em países neutros. O último encontro ocorreu na terça-feira (17), na Suíça, mas terminou sem um consenso diplomático. O principal negociador do Irã afirmou que ambos os lados concordaram com um "conjunto de princípios orientadores", mas um funcionário norte-americano ressaltou que "ainda há muitos detalhes a serem discutidos".

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