Presidente do Irã diz que 'não baixará a cabeça' diante de pressão dos EUA
Declaração de Masoud Pezeshkian acontece em meio às negociações nucleares entre os dois países
SBT News, com informações da Reuters
Presidente do Irã durante evento em homenagem a atletas paralímpicos do país | Reprodução/Reuters
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (21) que seu país não irá se curvar à pressão das potências mundiais em meio às negociações nucleares com os Estados Unidos.
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“As potências mundiais estão se alinhando para nos obrigar a baixar a cabeça... mas não vamos baixar a cabeça apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, disse Pezeshkian durante uma homenagem à equipe paralímpica do Irã.
A declaração ocorre dois dias após temores de uma invasão norte-americana no Irã já neste fim de semana. À imprensa internacional, fontes próximas a Trump afirmaram que as Forças Armadas estavam preparadas para atacar o país, mas que aguardavam a autorização do presidente. De acordo com o republicano, essa decisão pode levar de 10 a 15 dias.
Entenda
Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.
Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.
Agora, em seu segundo mandado, Trump tenta pressionar o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.
Em meio às ameaças de Trump, os países iniciaram uma rodada de negociações em países neutros. O último encontro ocorreu na terça-feira (17), na Suíça, mas terminou sem um consenso diplomático. O principal negociador do Irã afirmou que ambos os lados concordaram com um "conjunto de princípios orientadores", mas um funcionário norte-americano ressaltou que "ainda há muitos detalhes a serem discutidos".
Presidente do Irã diz que 'não baixará a cabeça' diante de pressão dos EUADeclaração de Masoud Pezeshkian acontece em meio às negociações nucleares entre os dois paísesMundo2026-02-21T17:59:52.120ZO presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (21) que seu país não irá se curvar à pressão das potências mundiais em meio às negociações nucleares com os Estados Unidos. “As potências mundiais estão se alinhando para nos obrigar a baixar a cabeça... mas não vamos baixar a cabeça apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, disse Pezeshkian durante uma homenagem à equipe paralímpica do Irã. A declaração ocorre dois dias após temores de uma invasão norte-americana no Irã já neste fim de semana. À imprensa internacional, fontes próximas a Trump afirmaram que as Forças Armadas estavam preparadas para atacar o país, mas que aguardavam a autorização do presidente. De acordo com o republicano, essa decisão pode levar de 10 a 15 dias. Entenda Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções. Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso. Agora, em seu segundo mandado, Trump tenta pressionar o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia. Em meio às ameaças de Trump, os países iniciaram uma rodada de negociações em países neutros. O último encontro ocorreu na terça-feira (17), na Suíça, mas terminou sem um consenso diplomático. O principal negociador do Irã afirmou que ambos os lados concordaram com um "conjunto de princípios orientadores", mas um funcionário norte-americano ressaltou que "ainda há muitos detalhes a serem discutidos".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/presidente-do-ira-diz-que-nao-nao-baixara-a-cabeca-diante-de-pressao-dos-eua
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