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Número de mortos em ataque dos EUA e Israel contra o Irã chega a 555, diz grupo humanitário

Bombardeios atingiram mais de 130 cidades nos últimos dois dias; cerca de 100 mil socorristas foram mobilizados

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Subiu para 555 o número de mortos em decorrência do ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado (28). O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (2) pela organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos.

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Segundo a entidade, os bombardeios atingiram 131 cidades nos últimos dois dias. Em meio à amplitude do ataque, mais de 100 mil socorristas foram colocados em alerta máximo em todo o território iraniano, visando acelerar o atendimento a feridos e resgate de corpos. Equipes de psicólogos também foram mobilizadas.

“A Sociedade do Crescente Vermelho, ao expressar profunda solidariedade pelas famílias dos mártires e desejar uma pronta recuperação dos feridos, enfatiza que permanecerá com o povo com todas as suas capacidades humanas e logísticas até que a calma completa retorne ao país”, disse a organização.

O ataque coordenado contra o Irã ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear. O presidente Donald Trump acusa o país de estar próximo de desenvolver uma bomba atômica, bem como mísseis de longo alcance. A afirmação é negada pelo regime iraniano, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Na última semana, representantes se encontraram em Genebra, na Suíça, para debater um novo acordo. Eles haviam classificado a reunião como positiva, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O ataque, portanto, foi inesperado, segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.

“Um acordo estava ao alcance. Saímos de Genebra com o entendimento de que fecharíamos um acordo na próxima vez que nos encontrássemos. Aqueles que queriam prejudicar a diplomacia tiveram sucesso em sua missão. Mas foi Trump, mais uma vez, quem acabou ordenando o bombardeio da mesa de negociações. Temos o direito legítimo de nos defender”, disse o ministro, em entrevista à ABC News.

Sem diálogo

No domingo (1º), Trump afirmou que a operação contra o Irã continuará até que todos os objetivos militares dos Estados Unidos sejam alcançados. À revista The Atlantic, o presidente norte-americano revelou que a nova liderança iraniana manifestou interesse em negociar com Washington e que ele concordou em abrir diálogo.

A fala, no entanto, foi rejeitada pelo chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, que disse que Teerã não irá negociar com os Estados Unidos. "Trump mergulhou a região no caos com suas ‘fantasias delirantes’ e agora teme mais baixas entre tropas americanas. Com suas ações delirantes, ele transformou seu slogan autoproclamado ‘América Primeiro’ em ‘Israel Primeiro’ e sacrificou soldados americanos pelas ambições sedentas de poder de Israel. Hoje, a nação iraniana está se defendendo”, disse.

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