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Irã rebate fala de Trump e diz que país não negociará com os EUA

Chefe de segurança de Teerã afirmou que "Trump mergulhou a região no caos com suas fantasias delirantes"

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Chefe de segurança do Irã, Ali Larijani | Wikimedia Communs

O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país não irá negociar com os Estados Unidos. A declaração contradiz a fala do presidente norte-americano, Donald Trump, de que a nova liderança iraniana havia demonstrado interesse em retomar o diálogo.

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"Trump mergulhou a região no caos com suas ‘fantasias delirantes’ e agora teme mais baixas entre tropas americanas. Com suas ações delirantes, ele transformou seu slogan autoproclamado "América Primeiro" em "Israel Primeiro" e sacrificou soldados americanos pelas ambições sedentas de poder de Israel. Hoje, a nação iraniana está se defendendo. O Irã não iniciou a agressão”, disse Larijani.

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no último sábado (18). O bombardeio, que deixou mais de 200 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear. Trump acusa o país de estar próximo de desenvolver uma bomba atômica, mesmo após os ataques contra instalações nucleares em 2025 — o que é negado pelos iranianos.

Na última semana, representantes se encontraram em Genebra, na Suíça, para debater um novo acordo. Eles haviam classificado a reunião como positiva, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O ataque, portanto, foi inesperado, segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.

“Um acordo estava ao alcance. Saímos de Genebra com o entendimento de que fecharíamos um acordo na próxima vez que nos encontrássemos. Aqueles que queriam prejudicar a diplomacia tiveram sucesso em sua missão. Mas foi Trump, mais uma vez, quem acabou ordenando o bombardeio da mesa de negociações. Temos o direito legítimo de nos defender”, disse o ministro, em entrevista à ABC News.

Operação no Irã

No domingo (1º), Trump afirmou que a operação contra o Irã continuará até que todos os objetivos militares dos Estados Unidos sejam alcançados, reafirmando que o regime iraniano, armado com mísseis e armas nucleares, poderia ser uma ameaça ao país. Em tom de ameaça, cobrou que membros da Guarda Revolucionária do Irã, braço das Forças Armadas, entreguem “as armas”, ou serão mortos.

Na declaração, o republicano instou novamente a população iraniana a “aproveitar o momento” para mudar o regime do país, sobretudo agora, com a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. "Sejam corajosos, sejam ousados, sejam heróis e recuperem o seu país. A América está com vocês. Eu fiz uma promessa a vocês e cumpri. O resto dependerá de vocês, mas estaremos lá para ajudar", disse.

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