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No G7, Biden e Zelensky assinam acordo de segurança de 10 anos

Texto permite maior entrega de armas e munições à Ucrânia, além da ampliação do intercâmbio de dados de inteligência

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Camila Stucaluc
14/06/2024, 07:39 • Atualizado em 14/06/2024, 07:39
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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e presidente dos EUA, Joe Biden | Divulgação/governo da Ucrânia

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e presidente dos EUA, Joe Biden | Divulgação/governo da Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciaram, na quinta-feira (13), um acordo de segurança de duração de 10 anos. O documento foi assinado em reunião bilateral durante a cúpula do G7, na Itália. O objetivo, segundo os líderes, é reforçar a defesa da Ucrânia em meio à invasão russa.

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O acordo permite que os Estados Unidos forneçam armas e munições à Ucrânia e ampliem o intercâmbio de dados de inteligência. O texto também defende o aumento da produção conjunta de armas e justifica posições estratégicas em relação aos sistemas para a defesa ucraniana. Em participar, os sistemas táticos Patriot e esquadrões de caça.

Ainda estão incluídas no acordo cláusulas responsabilizando a Rússia pela guerra e pela tentativa de “destruir os ucranianos”. No texto, Washington demonstra apoio a uma compensação justa pelos danos causados ​​pelos ataques russos.

“Este acordo trata da segurança, da proteção da vida humana, da promoção da cooperação e do fortalecimento das nossas nações. Inclui medidas para garantir uma paz sustentável e beneficia todos a nível mundial, porque a guerra da Rússia contra a Ucrânia é uma ameaça global real. Agradeço a Biden pela sua liderança neste acordo ”, disse Zelensky.

O presidente ucraniano enfatizou que o acordo segue padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que, além de reconhecer um elo com a Ucrânia, mostra o apoio de Washington à adesão do país à aliança militar. A intenção de Kiev de integrar o grupo foi uma das motivações da Rússia para iniciar a invasão no país, em fevereiro de 2022.

O reforço no setor armamentista acontece num momento crucial para a Ucrânia. Isso porque, em meio ao enfraquecimento das tropas devido à escassez de armas enfrentada no início do ano, as forças russas intensificaram os ataques aéreos e avançaram com a ofensiva no país. Alguns ganhos territoriais significativos foram registrados, como em Avdiivka.

Além da artilharia, o governo ucraniano vem criando meios para aumentar o número de soldados na linha de frente. Em maio, por exemplo, o Parlamento aprovou um projeto para permitir a mobilização voluntária de presidiários na guerra. Uma semana antes, Zelensky sancionou a lei que endurece o alistamento nas Forças Armadas.

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