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MP do Paraguai ordena prisão de Peña e ex-chefe do BC

Investigação apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Ueno, que administrava recursos públicos e previdenciários no Paraguai

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Por Vicklin Moraes e Hariane Bittencourt
Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, discursa na ONU 23 de setembro de 2026 | Foto: REUTERS/CAITLIN OCHS

Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, discursa na ONU 23 de setembro de 2026 | Foto: REUTERS/CAITLIN OCHS

O Ministério Público do Paraguai determinou nesta sexta-feira (6) a prisão do ex-presidente Santiago Peña como parte de uma investigação sobre suspeitas de abuso de confiança e outros crimes relacionados ao escândalo financeiro do banco Ueno. Além dele, o ex-presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, também teve a prisão decretada.

A equipe de acusação encaminhou a ordem ao Comando Nacional da Polícia para que a medida seja cumprida e o ex-presidente seja localizado e preso.

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Peña deixou a Presidência após sofrer impeachment, aprovado pelo Senado paraguaio por 44 votos a favor e uma abstenção. Com o afastamento, o então vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do país.

O ex-presidente passou a ser alvo do Congresso após vir a público seu envolvimento no escândalo financeiro do banco Ueno, que administrava US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo US$ 355 milhões relacionados ao Instituto de Previdência Social paraguaio. A instituição financeira entrou em regime de liquidação, deixando 3 milhões de clientes sem acesso às contas.

🔍No Paraguai, o Ministério Público pode ordenar diretamente a prisão preventiva inicial de uma pessoa, mas essa faculdade é provisória e possui limites rígidos. Isso está previsto no artigo 240 do Código Processual Penal paraguaio.

Peña assumiu a Presidência em agosto de 2023. Mesmo no exercício do cargo, manteve participação societária no Grupo Vázquez, conglomerado empresarial que controla o banco Ueno, até março de 2025.

Na quinta-feira (5), Peña havia renunciado ao cargo após perder o apoio da bancada do Partido Colorado no Congresso, enquanto a Câmara dos Deputados se preparava para votar a abertura do processo de impeachment. Os parlamentares, no entanto, rejeitaram a renúncia. Opositores e integrantes da própria base governista defendiam o afastamento para impedir que o então presidente mantivesse o foro privilegiado.

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