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Ministro da Defesa do Irã e comandante da Guarda Revolucionária foram mortos, diz agência

Ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos atingiram capital iraniana e outras quatro regiões do país

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Mohammed Pakpour e Amir Nasirzadeh | Reprodução/Wikimedia Commons
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O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o chefe das forças terrestres da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, teriam sido mortos em ataques israelenses neste sábado (28), segundo três fontes da agência de notícias Reuters.

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Forças dos Estados Unidos e de Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado. As primeiras explosões foram registradas na capital, Teerã. As cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah também foram atingidas. O Irã revidou e, além de Israel, atacou bases norte-americanas em países do Oriente Médio.

Pelas redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a ofensiva visa defender a população norte-americana de ameaças do regime iraniano. "Nós garantiremos que o Irã não tenha uma arma nuclear", frisou.

O mesmo foi dito pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que descreveu o ataque como "preventivo". "Esse regime terrorista assassino não deve ser permitido que se arme com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade. Nossa operação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos", disse.

Os bombardeios acontecem dois dias após Estados Unidos e Irã se reunirem em Genebra, na Suíça, para debater o programa nuclear iraniano. Os representantes haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo para um novo acordo nuclear envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"Esta foi uma das nossas rodadas de negociações intensas até agora. Claro, ainda há divergências, mas ao menos alcançamos um entendimento geral sobre como resolver essas questões. Concordamos com o entendimento mútuo de continuar engajados em questões essenciais para o acordo, incluindo o fim das sanções e medidas relacionadas à energia nuclear", chegou a comentar o regime iraniano.

As negociações ocorriam em meio a ameaças constantes de Trump. Em diversas ocasiões, o republicano disse que não dispensava a possibilidade de uma operação militar no Irã caso os países não chegassem a um novo acordo nuclear, enviando uma frota militar à costa do país.

Segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, a dimensão da frota norte-americana é a mesma da Operação Raposa do Deserto, uma campanha de bombardeios de quatro dias contra o Iraque, em 1998, ordenada após o regime de Saddam Hussein se recusar a cooperar com os inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU).

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