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Macron diz que protestos “ilegítimos” serão proibidos

Macron anunciou restrições a manifestações após confrontos e saques em diversas cidades francesas; sindicatos mantêm mobilizações

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SBT News, com informações da Reuters
Reunião interministerial comandada pelo presidente da França, Emmanuel Macron. | Ludovic Marin/Pool via REUTERS

Reunião interministerial comandada pelo presidente da França, Emmanuel Macron. | Ludovic Marin/Pool via REUTERS

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que protestos “ilegítimos” no país serão proibidos nos próximos dias. As declarações ocorreram nesta quinta-feira (22) após um mês de confrontos.

Macron afirmou que os pedidos de organizações sindicais para realizar manifestações serão analisados pelas autoridades locais, conforme a legislação do país. Segundo ele, os prefeitos poderão propor rotas alternativas para proteger os centros das cidades, especialmente estabelecimentos comerciais e edifícios públicos.

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"A recomendação geral é que não haja manifestações nos próximos dias. (...) Quando não se tratarem de organizações sindicais, sempre que possível, proibiremos as manifestações para que a calma seja mantida e possamos proteger as lojas e os edifícios públicos", afirmou.

Macron esteve reunido com autoridades dos serviços de inteligência e ministros de alto escalão para discutir a crise.

Ele disse que grupos de extrema-esquerda “sediciosos”, bem como vândalos, estavam por trás dos distúrbios e saques ocorridos no último sábado (17) em toda França.

"Vimos, por um lado, atos políticos e até sediciosos perpetrados por grupos organizados de extrema-esquerda cujo objetivo é derrubar a República. Sejamos claros, é isso que eles próprios pretendem abertamente, com extrema periculosidade, grande violência e planejamento. E, paralelamente a isso, ocorreram atos criminosos, que também devemos combater com a máxima firmeza, mas que não são da mesma natureza."

O que está acontecendo na França?

Os protestos começaram em meados de setembro e são contra o aumento do custo de vida e os cortes nos serviços públicos, segundo centrais sindicais francesas que estão por trás da organização dos atos. Parte das manifestações terminaram em confrontos, incêndios e saques em diversas cidades no último fim de semana.

Depois da confusão, o governo francês reconheceu falhas na atuação das forças de segurança e disse que iria reforçar a operação para evitar novos episódios de violência. Autoridades também adotaram toques de recolher parciais e restrições a manifestações em algumas localidades.

Apesar das medidas de segurança, novas mobilizações estão previstas para sábado (24), convocadas por grupos estudantis e pelo movimento dos Coletes Amarelos.

As negociações entre o governo e representantes sindicais não produziram um acordo, e as principais centrais francesas mantêm a convocação de uma greve nacional para 5 de novembro.

"É por meio de uma greve maciça que pressionaremos os empregadores e o governo e conseguiremos atender às nossas reivindicações e às dos jovens", afirmou a CGT (Confederação Geral do Trabalho) em comunicado divulgado nessa quarta-feira (21). A entidade também condenou os episódios de violência e defendeu a realização de atos pacíficos.

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