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Protestos na França têm confrontos e ao menos 272 presos

Atos contra aumento do custo de vida e precariedade dos serviços públicos atingiram várias cidades; Em Lyon, prédio do escritório de turismo foi incendiado

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Emanuelle Menezes, com informações da Reuters
Prédio do escritório de turismo de Lyon foi incendiado durante protestos deste sábado (17) | REUTERS

Prédio do escritório de turismo de Lyon foi incendiado durante protestos deste sábado (17) | REUTERS

Uma onda de protestos contra o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos provocou confrontos entre manifestantes e policiais em diversas cidades da França neste sábado (17). Segundo o Ministério do Interior francês, pelo menos 272 pessoas haviam sido presas, após episódios de violência registrados em diferentes regiões do país.

Segundo as autoridades francesas, além das manifestações em Paris, 140 protestos foram registrados fora da capital francesa neste sábado.

Os confrontos ocorreram em cidades como Marselha, Rennes, Toulouse e Angers. A polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes, enquanto grupos de pessoas encapuzadas entraram em confronto com agentes de segurança.

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Em Lyon, o prédio do escritório de turismo foi incendiado durante os protestos. Já em Paris, um veículo de emergência pegou fogo em meio aos confrontos, e equipes de bombeiros foram mobilizadas para combater as chamas.

As manifestações deste sábado estão entre as mais violentas registradas na França nos últimos anos, segundo a agência Reuters. O governo atribuiu os episódios de violência a grupos que classificou como de "ultraesquerda".

Mais de 140 protestos foram registrados fora de Paris neste sábado (17) | REUTERS
Mais de 140 protestos foram registrados fora de Paris neste sábado (17) | REUTERS

Confrontos em Paris e outras cidades

Na capital francesa, os confrontos se concentraram em locais como a Praça da República, onde manifestantes se reuniram para protestar contra os preços elevados e o enfraquecimento dos mecanismos de proteção social.

Policiais lançaram gás lacrimogêneo para dispersar os participantes, enquanto alguns manifestantes arremessaram objetos contra os agentes e devolveram bombas de gás em direção às forças de segurança.

Em Lille, no norte do país, a polícia de choque avançou contra manifestantes durante confrontos. Uma pessoa precisou ser carregada por outros participantes para um local seguro.

Em Paris, os bombeiros combateram um incêndio em um veículo de emergência. Uma densa fumaça preta se espalhou pela região durante a atuação das equipes.

Veículo de emergência foi incendiado durante manifestação | REUTERS
Veículo de emergência foi incendiado durante manifestação | REUTERS

A resposta policial às manifestações tem provocado críticas devido aos ferimentos registrados entre os participantes dos protestos. Entre os casos relatados está o de um adolescente que perdeu uma das mãos após pegar uma granada de efeito moral.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou que mais de 900 policiais também ficaram feridos durante os protestos.

Protestos começaram em escolas

A onda de manifestações começou em setembro, em escolas de ensino médio de bairros pobres da periferia norte de Paris. Inicialmente, os estudantes protestavam contra a falta de professores e as condições precárias das instalações escolares.

Com o passar das semanas, a mobilização se transformou em um movimento nacional contra a desigualdade, os gastos públicos considerados insuficientes e a queda do padrão de vida da população.

A crise ocorre na reta final do mandato de Emmanuel Macron, em um cenário de fragmentação política e crescente pressão sobre a economia francesa.

Os esforços do governo para reduzir a dívida pública não conseguiram tranquilizar os investidores, e os custos de financiamento do país atingiram os níveis mais elevados em mais de duas décadas.

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