Forças militares vão atuar contra protestos na França
Novos atos foram convocados para sábado (24); autoridades reconhecem falhas de segurança nos distúrbios que ocorreram no final de semana
A
André de Sena, com informações da Reuters
Incêndio durante distúrbios em Paris | Abdul Saboor/Reuters
O governo francês reconheceu falhas de segurança nas manifestações que tomaram conta do país no final de semana e comunicou, nesta terça-feira (20), que vai mobilizar militares e policiais em uma grande operação para garantir a ordem nos protestos previstos para sábado (24).
O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, afirmou que a mobilização será maciça, mas disse que a prioridade imediata é restaurar a ordem após os distúrbios e saques que varreram as ruas de cidades como Paris, Marselha, Lyon e Nice. Segundo ele, a atual crise é uma escolha “entre a violência e a República”.
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Lecornu admitiu que houve falhas de inteligência no final de semana, com as forças de segurança se posicionando de forma muito estática e as autoridades cometendo o erro de não cancelar as folgas de policiais que estavam previstas para os dias em que os protestos ocorreram.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, também se manifestou sobre as falhas de segurança. “Lamento profundamente o que aconteceu. Aceito minha parcela de responsabilidade”, disse.
Os protestos do último final de semana foram marcados por confrontos violentos entre manifestantes e policiais, com carros queimados e lojas saqueadas. Somente a rede de supermercados Carrefour estima um prejuízo de dezenas de milhões de euros devido a furtos e danos.
As manifestações tiveram início em meados de setembro. Em um primeiro momento, elas foram protagonizadas por estudantes pedindo melhorias na educação e evoluíram para queixas contra o alto custo de vida.
Os distúrbios acontecem a menos de seis meses da eleição presidencial. Candidatos dos partidos de extrema direita e extrema esquerda têm apresentado bom desempenho nas pesquisas. Macron não tem a possibilidade de tentar a reeleição porque já governou por dois mandatos consecutivos.
A violência levou cidades a decretarem toque de recolher. Mesmo diante das providências adotadas pelas autoridades, os manifestantes prometem manter a pressão sobre o governo. A União Nacional dos Estudantes da França (UNEF), principal sindicato estudantil do país, se mobiliza para os novos protestos de sábado.
Grupos que se identificam como “Gilets Jaunes” (Coletes Amarelos) convocaram ações para o mesmo dia para protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis.
O movimento dos Coletes Amarelos surgiu em 2018, durante o primeiro mandato de Macron, em resposta aos planos para aumentar os impostos sobre a gasolina. Foram realizados bloqueios no trânsito até que as autoridades fizessem concessões.
Manifestações pela Europa
A mobilização na França inspirou outros países europeus, como Bélgica, Itália e Albânia. Em Milão, manifestantes encapuzados incendiaram contentores de lixo e saquearam lojas.
Em resposta aos distúrbios, a primeira-ministra Giorgia Meloni aprovou nesta segunda-feira um pacote de leis para dar penas mais severas a manifestantes violentos e responsabilizar financeiramente de forma imediata pais cujos filhos participarem de atos de vandalismo.
"Jovens foram às ruas para quebrar coisas, roubar e filmar a si mesmos fazendo isso. É um fenômeno que devemos abordar seriamente, também para evitar que essas imagens se tornem um modelo a ser imitado por outros", disse Meloni.
Nos últimos dias, os transportadores rodoviários italianos também têm protestado contra o aumento vertiginoso dos custos de combustível e transporte.
Na Albânia, os manifestantes pedem a renúncia do primeiro-ministro, Edi Rama. Em um vídeo publicado no Facebook nessa terça, o premiê colocou cadeiras em frente ao prédio do parlamento, em Tirana, a capital do país, para simbolizar que está disposto a dialogar. No entanto, mais tarde, jovens que chegaram para protestar destruíram os assentos.
Forças militares vão atuar contra protestos na FrançaNovos atos foram convocados para sábado (24); autoridades reconhecem falhas de segurança nos distúrbios que ocorreram no final de semanaMundo2026-10-20T19:50:08.721ZO governo francês reconheceu falhas de segurança nas manifestações que tomaram conta do país no final de semana e comunicou, nesta terça-feira (20), que vai mobilizar militares e policiais em uma grande operação para garantir a ordem nos protestos previstos para sábado (24). O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, afirmou que a mobilização será maciça, mas disse que a prioridade imediata é restaurar a ordem após os distúrbios e saques que varreram as ruas de cidades como Paris, Marselha, Lyon e Nice. Segundo ele, a atual crise é uma escolha “entre a violência e a República”. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Lecornu admitiu que houve falhas de inteligência no final de semana, com as forças de segurança se posicionando de forma muito estática e as autoridades cometendo o erro de não cancelar as folgas de policiais que estavam previstas para os dias em que os protestos ocorreram. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, também se manifestou sobre as falhas de segurança. “Lamento profundamente o que aconteceu. Aceito minha parcela de responsabilidade”, disse. Os protestos do último final de semana foram marcados por confrontos violentos entre manifestantes e policiais, com carros queimados e lojas saqueadas. Somente a rede de supermercados Carrefour estima um prejuízo de dezenas de milhões de euros devido a furtos e danos. As manifestações tiveram início em meados de setembro. Em um primeiro momento, elas foram protagonizadas por estudantes pedindo melhorias na educação e evoluíram para queixas contra o alto custo de vida. Os distúrbios acontecem a menos de seis meses da eleição presidencial. Candidatos dos partidos de extrema direita e extrema esquerda têm apresentado bom desempenho nas pesquisas. Macron não tem a possibilidade de tentar a reeleição porque já governou por dois mandatos consecutivos. Toque de recolher A violência levou cidades a decretarem . Mesmo diante das providências adotadas pelas autoridades, os manifestantes prometem manter a pressão sobre o governo. A União Nacional dos Estudantes da França (UNEF), principal sindicato estudantil do país, se mobiliza para os novos protestos de sábado. Grupos que se identificam como “Gilets Jaunes” (Coletes Amarelos) convocaram ações para o mesmo dia para protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis. O movimento dos Coletes Amarelos surgiu em 2018, durante o primeiro mandato de Macron, em resposta aos planos para aumentar os impostos sobre a gasolina. Foram realizados bloqueios no trânsito até que as autoridades fizessem concessões. Manifestações pela Europa A mobilização na França inspirou outros países europeus, como Bélgica, Itália e Albânia. Em Milão, manifestantes encapuzados incendiaram contentores de lixo e saquearam lojas. Em resposta aos distúrbios, a primeira-ministra Giorgia Meloni aprovou nesta segunda-feira um pacote de leis para dar penas mais severas a manifestantes violentos e responsabilizar financeiramente de forma imediata pais cujos filhos participarem de atos de vandalismo. "Jovens foram às ruas para quebrar coisas, roubar e filmar a si mesmos fazendo isso. É um fenômeno que devemos abordar seriamente, também para evitar que essas imagens se tornem um modelo a ser imitado por outros", disse Meloni. Nos últimos dias, os transportadores rodoviários italianos também têm protestado contra o aumento vertiginoso dos custos de combustível e transporte. Na Albânia, os manifestantes pedem a renúncia do primeiro-ministro, Edi Rama. Em um vídeo publicado no Facebook nessa terça, o premiê colocou cadeiras em frente ao prédio do parlamento, em Tirana, a capital do país, para simbolizar que está disposto a dialogar. No entanto, mais tarde, jovens que chegaram para protestar destruíram os assentos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/forcas-militares-vao-atuar-contra-protestos-na-franca
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