Albânia: manifestantes incendeiam Ministério da Educação
Segundo dia de protestos estudantis é marcado pro confrontos violentos entre jovens e a polícia
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André de Sena, com informações da Reuters
Estudantes albaneses realizam protesto contra o governo em Tirana | Florion Goga/Reuters
Os protestos estudantis por melhores condições na educação entraram no segundo dia na Albânia. Nesta quarta-feira (14), manifestantes voltaram a atirar tijolos, blocos de concreto e atearam fogo na sede do Ministério da Educação em Tirana, a capital do país. A policia utilizou gás lacrimogênio e jatos d'água para dispersar a multidão.
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De acordo com os organizadores, as manifestações são uma reivindicação por melhorias nas condições das universidades albanesas, diminuição dos custos no ensino superior e aumento nas perspectivas de emprego após a graduação. Alguns manifestantes também disseram que queriam expressar sua frustração com a desigualdade no país e revolta com o governo do primeiro-ministro Edi Rama.
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"O que a Albânia precisa é de uma revolução, uma mudança, uma derrubada completa do sistema, porque não pode continuar assim", disse a manifestante Luljeta Kola, acrescentando que existe uma profunda injustiça social e um abismo entre ricos e pobres no país.
O descontentamento popular na Albânia remonta a maio deste ano, quando tiveram início os primeiros protestos contra corrupção e desigualdades sociais. O estopim foi a proposta do primeiro-ministro para construir um resort de luxo ao longo da intocada costa sul da Albânia, ideia que foi apoiada por Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
As manifestações permaneceram pacíficas até esta semana, quando os estudantes começaram a tomar o protagonismo. “Isso é uma revolução. Estamos cansados de protestos pacíficos. Não vamos parar até que Rama renuncie”, disse uma jovem que não quis se identificar. Outros estudantes gritavam “Renúncia” e “Polícia do crime”. Os manifestantes também rejeitam figuras da oposição.
Manifestante em Tirana segura bandeira do Exército de Libertação do Kosovo contendo a águia de duas cabeças, que é um dos símbolos nacionais da Albânia | Reprodução/Reuters
A vice-primeira-ministra da Albânia, Albana Koçiu, se posicionou pelas redes sociais. "A violência não foi, não é e nunca será uma solução. Atirar pedras, atacar instituições e a polícia, bem como destruir bens públicos sem sentido, não são formas como os jovens devem se expressar", escreveu em uma postagem no Facebook.
Albânia: manifestantes incendeiam Ministério da EducaçãoSegundo dia de protestos estudantis é marcado pro confrontos violentos entre jovens e a políciaMundo2026-10-14T17:05:56.691ZOs protestos estudantis por melhores condições na educação entraram no segundo dia na Albânia. Nesta quarta-feira (14), manifestantes voltaram a atirar tijolos, blocos de concreto e atearam fogo na sede do Ministério da Educação em Tirana, a capital do país. A policia utilizou gás lacrimogênio e jatos d'água para dispersar a multidão. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! De acordo com os organizadores, as manifestações são uma reivindicação por melhorias nas condições das universidades albanesas, diminuição dos custos no ensino superior e aumento nas perspectivas de emprego após a graduação. Alguns manifestantes também disseram que queriam expressar sua frustração com a desigualdade no país e revolta com o governo do primeiro-ministro Edi Rama. "O que a Albânia precisa é de uma revolução, uma mudança, uma derrubada completa do sistema, porque não pode continuar assim", disse a manifestante Luljeta Kola, acrescentando que existe uma profunda injustiça social e um abismo entre ricos e pobres no país. O descontentamento popular na Albânia remonta a maio deste ano, quando tiveram início os primeiros protestos contra corrupção e desigualdades sociais. O estopim foi a proposta do primeiro-ministro para construir um resort de luxo ao longo da intocada costa sul da Albânia, ideia que foi apoiada por Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As manifestações permaneceram pacíficas até esta semana, quando os estudantes começaram a tomar o protagonismo. “Isso é uma revolução. Estamos cansados de protestos pacíficos. Não vamos parar até que Rama renuncie”, disse uma jovem que não quis se identificar. Outros estudantes gritavam “Renúncia” e “Polícia do crime”. Os manifestantes também rejeitam figuras da oposição. A vice-primeira-ministra da Albânia, Albana Koçiu, se posicionou pelas redes sociais. "A violência não foi, não é e nunca será uma solução. Atirar pedras, atacar instituições e a polícia, bem como destruir bens públicos sem sentido, não são formas como os jovens devem se expressar", escreveu em uma postagem no Facebook. Os protestos na Albânia fazem parte de um contexto mais amplo de descontentamento dos jovens europeus com as condições de vida. Na França, desde meados de setembro, Na Bélgica, ocorrem manifestações inspiradas no movimento francês. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/albania-manifestantes-incendeiam-ministerio-da-educacao