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Milton Leite é transferido após supostas regalias em cadeia

Ex-vereador foi levado para CDP de Guarulhos (SP); cinco policiais civis foram afastados por suspeita de conceder privilégios a presos em Mogi das Cruzes

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Milton Leite | Reprodução/ALESP

Milton Leite | Reprodução/ALESP

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) foi transferido na manhã desta terça-feira (20) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) Guarulhos II, na Grande São Paulo, dias após a Corregedoria da Polícia Civil afastar cinco agentes por suspeita de conceder benefícios e regalias a detentos na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, onde ele estava preso.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que todos os investigados da Operação Vectura Corrupta, que apura a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo da capital paulista, foram transferidos para CDPs do estado.

Por medida de segurança, a pasta não divulgou para quais unidades os presos foram levados. O SBT News apurou que Milton Leite foi encaminhado ao CDP Guarulhos II.

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O afastamento dos cinco policiais civis ocorreu no sábado (17) e atingiu três delegados, um investigador e um carcereiro que trabalhavam na cadeia de Mogi das Cruzes. Segundo a Polícia Civil, a medida foi adotada de forma preventiva, para evitar interferências nas investigações.

Suspeita de regalias e apreensão de dinheiro

A investigação sobre a concessão de privilégios na cadeia ganhou força após uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em que foram apreendidos R$ 155 mil e US$ 10 mil, o equivalente a cerca de R$ 50 mil, em posse de um carcereiro.

O funcionário é suspeito de facilitar a entrada de benefícios para detentos em troca de vantagens indevidas.

Durante a apuração, os investigadores identificaram um fluxo frequente de visitantes na unidade prisional. Muitas das pessoas que entravam no local não tinham parentesco ou vínculo familiar com os presos.

Segundo o Ministério Público, as condutas investigadas podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e prevaricação, além de outras infrações.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Penal e da Corregedoria da Polícia Civil. O inquérito tramita sob sigilo judicial.

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