Mundo

França impõe toque de recolher após protestos violentos

Medida atinge cidades como Paris, Lyon e Bordeaux; objetivo é evitar saques e proteger moradores

Avatar de Camila Stucaluc
Camila Stucaluc
França impõe toque de recolher após protestos violentos | Reuters

França impõe toque de recolher após protestos violentos | Reuters

A França impôs toques de recolher parciais em várias cidades na noite de segunda-feira (19), após um fim de semana de saques e violência em meio aos protestos contra o custo de vida no país. Segundo o governo, a medida temporária visa proteger “pessoas e propriedades” em meio à onda de violência.

🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui

Em Paris, o toque de recolher vale das 23h às 6h na praça da República e no entorno do centro comercial Les Halles, alvos de saques. Lyon adotou restrição semelhante, proibindo a circulação das 21h às 6h. O setor em questão vai da prefeitura, ao norte, até a Place Carnot, ao sul.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

No norte da França, cidades como Lille, Douai, Denain e Wattignies, impuseram toque de recolher das 22h às 7h para menores de 18 anos que não estejam acompanhados com um representante legal. O mesmo foi feito em Nice, na Riviera Francesa. Em Bordeaux, a medida começará a valer na noite desta terça-feira (20).

“Toques de recolher direcionados contribuíram para a calmaria desta noite. Agradeço aos policiais e gendarmes que garantiram sua aplicação, assim como aos monitores pela mobilização”, disse o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu. “Hoje à noite, novos toques de recolher serão decididos quando a situação exigir”, acrescentou.

As restrições acontecem após um fim de semana violento na França, em meio à onda de protestos. As manifestações começaram no mês passado com estudantes que cobravam melhores condições nas escolas e se ampliaram para queixas sobre combustíveis, salários e serviços públicos. No sábado (17), cerca de 550 mil pessoas foram às ruas, mais que o dobro das 200 mil previstas pela polícia.

A movimentação resultou em destruição e saques em lojas e caixas eletrônicos. Em Limoges, a prefeitura do século 19, que sobreviveu a duas guerras mundiais, foi destruída por um incêndio. Pelo menos 2,4 mil pessoas foram detidas.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, admitiu que a polícia "perdeu o controle" em algumas cidades e apresentou sua renúncia. O pedido, no entanto, foi recusado pelo presidente Emmanuel Macron, "dada a necessidade de continuar comandando a aplicação da lei no contexto atual". Em transmissão nacional, o líder francês criticou a violência em meio aos protestos, dizendo estar envergonhado.

‘Nunca devemos confundir nossos concidadãos que manifestaram para expressar demandas legítimas com aqueles que destruíram, saquearam e vandalizaram. Não há espaço para violência em nossa República. Aqueles que saquearam terão que pagar pelos danos, e aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados", disse Macron.

Últimas notícias