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Protestos na França deixam um morto e 1.800 detidos

Manifestações contra o custo de vida e cortes nos serviços públicos terminaram em confrontos, saques e incêndios em várias cidades francesas

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Emanuelle Menezes, com informações da Reuters
Polícia de choque francesa passa por objetos em chamas em meio a confrontos com manifestantes em Paris | REUTERS/Abdul Saboor

Polícia de choque francesa passa por objetos em chamas em meio a confrontos com manifestantes em Paris | REUTERS/Abdul Saboor

A França amanheceu neste domingo (18) com ruas tomadas por destroços, veículos incendiados e estabelecimentos comerciais destruídos após uma onda de protestos que deixou um manifestante morto, centenas de policiais feridos e quase 1.800 pessoas detidas.

Os atos ocorreram no sábado (17), em diversas cidades do país, em meio à insatisfação com o aumento do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos.

Centenas de milhares de pessoas participaram pacificamente das manifestações, mas grupos violentos entraram em confronto com a polícia, saquearam lojas e atacaram prédios públicos.

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Em Limoges, no centro do país, um incêndio provocado por manifestantes destruiu grande parte da prefeitura, um edifício de 143 anos. O telhado e a torre do sino desabaram, enquanto equipes de emergência trabalhavam para controlar as chamas e avaliar os danos à estrutura.

Manifestantes incendiaram prefeitura de Limoges no sábado (17) | REUTERS
Manifestantes incendiaram prefeitura de Limoges no sábado (17) | REUTERS

Em Paris, moradores e turistas encontraram carros queimados, vitrines estilhaçadas, caixas eletrônicos destruídos e estabelecimentos saqueados, especialmente nos arredores da Praça da República.

Em Marselha, no sul da França, equipes de limpeza trabalhavam neste domingo para retirar lixo, embalagens, destroços e objetos queimados das ruas. Lojas foram saqueadas, vitrines quebradas e estabelecimentos comerciais vandalizados.

Governo Macron enfrenta pressão

A escalada dos protestos aumentou a pressão política sobre o presidente Emmanuel Macron e seu governo, a poucos meses da eleição presidencial prevista para 2027.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou que o governo não será intimidado pela violência e atribuiu os episódios a grupos da "ultraesquerda" e criminosos.

"Àqueles que claramente querem usar essa violência como um 'aquecimento' antes da eleição presidencial, digo claramente: não nos deixaremos intimidar. Ninguém imporá sua agenda política por meio da violência", escreveu Lecornu na rede social X.

A mobilização começou em setembro, inicialmente motivada pelas condições das escolas e pela falta de professores em bairros populares da periferia francesa.

Desde então, o movimento ganhou força e passou a reunir reivindicações contra a desigualdade, os cortes nos gastos públicos e o aumento do custo de vida.

Entre os manifestantes estão estudantes, trabalhadores e pessoas insatisfeitas com as dificuldades para pagar despesas básicas, encontrar moradia e ter acesso a serviços públicos.

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