Manifestações reuniram estudantes e outros setores; organizadores estimaram 800 mil participantes
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SBT Brasil
Manifestantes em Marselha, Lille e Nantes exigem que o governo francês "tome medidas e ouça" | Reuters
Uma onda de protestos contra o alto custo de vida levou manifestantes às ruas de várias cidades da França neste sábado (17). Segundo os organizadores, cerca de 800 mil pessoas participaram dos atos. O governo estimou o público em 500 mil. Aproximadamente 400 pessoas foram presas em todo o país.
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As mobilizações estudantis, iniciadas em setembro, receberam apoio de trabalhadores, aposentados, agricultores e integrantes do movimento dos coletes amarelos. Os participantes protestaram contra o custo de vida e as dificuldades para trabalhar e estudar.
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O dia foi marcado por confrontos, incêndios e depredações. Em Limoges, a prefeitura foi incendiada. Em Saint-Étienne, um jovem perdeu uma das mãos após ser atingido por uma granada de gás lacrimogêneo.
Em Paris, a Praça da República foi palco de confrontos desde o início do dia. Manifestantes escalaram a estátua da praça e estenderam um colete amarelo, símbolo do movimento que voltou às ruas em apoio aos estudantes.
Os coletes amarelos foram uma das principais ondas de contestação social da França nas últimas décadas. O movimento começou entre 2018 e 2019, durante o primeiro mandato do presidente Emmanuel Macron, inicialmente contra impostos sobre combustíveis. Depois, passou a reivindicar aumento do poder de compra e justiça social.
No fim do dia, Macron afirmou em uma rede social que os responsáveis por atos de vandalismo seriam processados e punidos. Ele não comentou as reivindicações dos manifestantes.
Protestos também ocorreram em Portugal e na Bélgica
Em Lisboa, milhares de pessoas marcharam contra o aumento do custo de vida e o agravamento da crise habitacional. Gabriela, uma estudante de doutorado, disse que sua formação não garantiu uma vaga no mercado de trabalho e criticou a alta dos aluguéis e a transformação de prédios em hotéis e alojamentos locais.
Em Bruxelas, na Bélgica, estudantes protestaram contra a situação do sistema educacional do país.
Estudantes protestam na Albânia
Na Albânia, mais de 160 pessoas foram presas durante os atos. Os protestos estudantis chegaram ao quinto dia e incluíram pedidos de renúncia do primeiro-ministro, Edi Rama, além de críticas ao alto custo das mensalidades universitárias.
Presos em protestos na França sobe para 400Manifestações reuniram estudantes e outros setores; organizadores estimaram 800 mil participantesMundo2026-10-17T23:07:37.476ZUma de várias cidades da França neste sábado (17). Segundo os organizadores, cerca de 800 mil pessoas participaram dos atos. O governo estimou o público em 500 mil. Aproximadamente 400 pessoas foram presas em todo o país. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! As mobilizações estudantis, iniciadas em setembro, receberam apoio de trabalhadores, aposentados, agricultores e integrantes do movimento dos coletes amarelos. Os participantes protestaram contra o custo de vida e as dificuldades para trabalhar e estudar. + Confrontos e depredações em cidades francesas O dia foi marcado por confrontos, incêndios e depredações. Em Limoges, a prefeitura foi incendiada. Em Saint-Étienne, um jovem perdeu uma das mãos após ser atingido por uma granada de gás lacrimogêneo. Em Paris, a Praça da República foi palco de confrontos desde o início do dia. Manifestantes escalaram a estátua da praça e estenderam um colete amarelo, símbolo do movimento que voltou às ruas em apoio aos estudantes. Os coletes amarelos foram uma das principais ondas de contestação social da França nas últimas décadas. O movimento começou entre 2018 e 2019, durante o primeiro mandato do presidente Emmanuel Macron, inicialmente contra impostos sobre combustíveis. Depois, passou a reivindicar aumento do poder de compra e justiça social. No fim do dia, Macron afirmou em uma rede social que os responsáveis por atos de vandalismo seriam processados e punidos. Ele não comentou as reivindicações dos manifestantes. + Protestos também ocorreram em Portugal e na Bélgica Em Lisboa, milhares de pessoas marcharam contra o aumento do custo de vida e o agravamento da crise habitacional. Gabriela, uma estudante de doutorado, disse que sua formação não garantiu uma vaga no mercado de trabalho e criticou a alta dos aluguéis e a transformação de prédios em hotéis e alojamentos locais. Em Bruxelas, na Bélgica, estudantes protestaram contra a situação do sistema educacional do país. Estudantes protestam na Albânia Na Albânia, mais de 160 pessoas foram presas durante os atos. Os protestos estudantis chegaram ao quinto dia e incluíram pedidos de renúncia do primeiro-ministro, Edi Rama, além de críticas ao alto custo das mensalidades universitárias. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/presos-em-protestos-na-franca-sobe-para-400