Macron critica líderes por explorarem crise na França
Presidente francês afirmou que desinformação e imagens geradas por IA foram usadas para distorcer protestos e tumultos
Camila Stucaluc
Presidente da França, Emmanuel Macron | Reuters
O presidente da França, Emmanuel Macron, acusou na quarta-feira (20) líderes estrangeiros de explorar a atual crise na França para promover suas próprias agendas políticas. Protestos contra o aumento do custo de vida levantaram uma onda de violência no país, a seis meses das eleições presidenciais.
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Imagens de saques e incêndios em prédios públicos foram compartilhadas em diferentes parte do mundo. Vários líderes se manifestaram sobre o ocorrido, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e figuras da extrema direita na Europa.
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No caso de Trump, o republicano usou a violência para mobilizar apoiadores políticos, em meio às eleições legislativas de meio de mandato. Ele afirmou que a França está sendo “conquistada, saqueada e reduzida a cinzas por migrantes, jihadistas e comunistas” e instou Macron a fechar as fronteiras do país.
“Não vamos deixar que isso aconteça com este país. Quando vocês virem torres de igrejas em chamas e incêndios violentos na França, lembrem-se de que é isso que os ‘Dumocratas’ radicais querem fazer com os Estados Unidos", disse Trump, referindo-se a um termo para parodiar o nome do partido de seus adversários, os Democratas, a uma junção de "dumb" (burros, na tradução para o português).
Macron respondeu dizendo que “houve manipulação estrangeira de informações no rescaldo” dos saques em Paris e em outras cidades francesas no último fim de semana. “E isso gerou comentários tão inaceitáveis quanto estúpidos, de muitas pessoas, inclusive líderes estrangeiros”, afirmou. Questionado se se referia a Trump, Macron respondeu: “Entre outros”.
O presidente francês acrescentou que houve “imagens geradas por IA retratando cenas que nunca aconteceram de fato na França”. “Tivemos pessoas alegando que fomos invadidos por hordas de migrantes e islamistas, o que é completamente falso”, frisou.
A declaração aconteceu após um fim de semana violento na França, em meio à onda de protestos. As manifestações começaram no mês passado com estudantes que cobravam melhores condições nas escolas e se ampliaram para queixas sobre combustíveis, salários e serviços públicos. No sábado (17), cerca de 550 mil pessoas foram às ruas, mais que o dobro das 200 mil previstas pela polícia.
A movimentação resultou em destruição e saques em lojas e caixas eletrônicos em diversas partes do país. Em Limoges, a prefeitura do século 19, que sobreviveu a duas guerras mundiais, foi destruída por um incêndio.
As autoridades francesas atribuíam os distúrbios a "pequenos grupos de extrema esquerda", aos quais teriam se juntado "criminosos oportunistas" para saquear lojas. Segundo o governo, pelo menos 2,4 mil pessoas foram detidas.
A líder de extrema direita, Marine Le Pen, que pretende concorrer à presidência da França em 2027, usou o cenário para criticar Macron. “Se a França está hoje à beira da guerra civil, ele [Macron] carrega a responsabilidade primária por isso. As imagens que vimos no último sábado não foram geradas por inteligência artificial: elas retratam a triste realidade do que a França se tornou após dez anos de governo macronista”, disse.
Macron critica líderes por explorarem crise na FrançaPresidente francês afirmou que desinformação e imagens geradas por IA foram usadas para distorcer protestos e tumultosMundo2026-10-22T06:42:00.000ZO presidente da França, Emmanuel Macron, acusou na quarta-feira (20) líderes estrangeiros de explorar a atual crise na França para promover suas próprias agendas políticas. Protestos contra o aumento do custo de vida levantaram uma onda de violência no país, a seis meses das eleições presidenciais. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Imagens de saques e incêndios em prédios públicos foram compartilhadas em diferentes parte do mundo. Vários líderes se manifestaram sobre o ocorrido, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e figuras da extrema direita na Europa. No caso de Trump, o , em meio às eleições legislativas de meio de mandato. Ele afirmou que a França está sendo “conquistada, saqueada e reduzida a cinzas por migrantes, jihadistas e comunistas” e instou Macron a fechar as fronteiras do país. “Não vamos deixar que isso aconteça com este país. Quando vocês virem torres de igrejas em chamas e incêndios violentos na França, lembrem-se de que é isso que os ‘Dumocratas’ radicais querem fazer com os Estados Unidos", disse Trump, referindo-se a um termo para parodiar o nome do partido de seus adversários, os Democratas, a uma junção de "dumb" (burros, na tradução para o português). Macron respondeu dizendo que “houve manipulação estrangeira de informações no rescaldo” dos saques em Paris e em outras cidades francesas no último fim de semana. “E isso gerou comentários tão inaceitáveis quanto estúpidos, de muitas pessoas, inclusive líderes estrangeiros”, afirmou. Questionado se se referia a Trump, Macron respondeu: “Entre outros”. O presidente francês acrescentou que houve “imagens geradas por IA retratando cenas que nunca aconteceram de fato na França”. “Tivemos pessoas alegando que fomos invadidos por hordas de migrantes e islamistas, o que é completamente falso”, frisou. A declaração aconteceu após um fim de semana violento na França, em meio à onda de protestos. As manifestações começaram no mês passado com estudantes que cobravam melhores condições nas escolas e se ampliaram para queixas sobre combustíveis, salários e serviços públicos. No sábado (17), cerca de 550 mil pessoas foram às ruas, mais que o dobro das 200 mil previstas pela polícia. A movimentação resultou em destruição e saques em lojas e caixas eletrônicos em diversas partes do país. Em Limoges, a prefeitura do século 19, que sobreviveu a duas guerras mundiais, foi destruída por um incêndio. As autoridades francesas atribuíam os distúrbios a "pequenos grupos de extrema esquerda", aos quais teriam se juntado "criminosos oportunistas" para saquear lojas. Segundo o governo, pelo menos 2,4 mil pessoas foram detidas. A líder de extrema direita, Marine Le Pen, que pretende concorrer à presidência da França em 2027, usou o cenário para criticar Macron. “Se a França está hoje à beira da guerra civil, ele [Macron] carrega a responsabilidade primária por isso. As imagens que vimos no último sábado não foram geradas por inteligência artificial: elas retratam a triste realidade do que a França se tornou após dez anos de governo macronista”, disse.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/macron-critica-lideres-por-explorarem-crise-na-franca
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