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Jogadores do futebol italiano são investigados por exploração sexual de 100 mulheres em Milão

Segundo um portal italiano, cerca de 70 atletas de clubes como Inter de Milão, Milan, Juventus, Sassuolo e Verona estariam envolvidos

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A Promotoria de Milão investiga um suposto esquema milionário de festas de luxo que, segundo as autoridades, envolvia drogas, exploração sexual e a participação de jogadores da elite do futebol europeu.

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De acordo com o jornal La Gazzetta dello Sport, cerca de 70 atletas que disputam o Campeonato Italiano estariam ligados ao caso. Entre eles, há nomes de clubes como Inter de Milão, Milan, Juventus, Sassuolo e Verona. Os nomes dos jogadores não foram divulgados até o momento.

Segundo as investigações, o esquema teria começado em 2019 e continuado mesmo durante a pandemia de Covid-19.

Durante o período de restrições, as festas clandestinas aconteciam dentro da sede de uma empresa que oferecia pacotes de eventos de luxo. Fora do lockdown, os encontros eram realizados em hotéis e casas noturnas, com jantares, shows e eventos privados.

A organização seria comandada por Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, que estão em prisão domiciliar. Outras duas pessoas também são investigadas por exploração de serviços sexuais e lavagem de dinheiro.

Empresa funcionava como fachada

De acordo com a polícia italiana, a empresa usada pelos suspeitos atuava como fachada para o esquema. Os serviços eram divulgados em redes sociais, com perfis seguidos por jogadores e celebridades.

Os clientes podiam escolher pacotes que incluíam viagens internacionais, como para Mykonos, um dos destinos mais procurados no verão europeu.

A Promotoria identificou movimentações financeiras suspeitas que somam mais de 1 milhão de euros.

Além de jogadores, empresários, celebridades e até um piloto de Fórmula 1 são citados na investigação. Em escutas telefônicas, um dos investigados aparece solicitando a presença de uma acompanhante.

Segundo o inquérito, mais de 100 mulheres teriam participado do esquema. Parte delas atuava como acompanhantes, modelos ou recepcionistas.

As autoridades investigam denúncias de exploração, incluindo relatos de mulheres que seriam obrigadas a trabalhar e ficavam com apenas parte dos valores pagos pelos clientes.

Uso de substâncias e investigações ampliadas

Ainda segundo os investigadores, durante os eventos era comum o uso de óxido nitroso, conhecido como “gás do riso”.

A substância, apesar de não ser detectada em exames antidoping tradicionais, levanta preocupações sobre o ambiente das festas.

O que diz a lei italiana?

Na Itália, a prostituição não é crime quando ocorre de forma voluntária. No entanto, a legislação proíbe a exploração e a organização desse tipo de atividade.

A Promotoria segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos e possíveis crimes relacionados.

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