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Copa de 2026 deve ser a mais cara da história para os torcedores, diz Moody's

Relatório do braço de consultoria da Moody's Corporation aponta ingressos mais caros e impacto econômico limitado do torneio nos EUA, Canadá e México

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Exame.com
21/04/2026, 23:18 • Atualizado em 21/04/2026, 23:18
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Fifa lança a Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026 | Divulgação/Adidas

Fifa lança a Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026 | Divulgação/Adidas

A Moody's Analytics projeta que a Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, tende a se consolidar como uma das edições mais caras da história para torcedores.

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Segundo o relatório da consultoria, braço de pesquisa econômica da agência de risco Moody's Corporation, os preços dos ingressos devem ser "várias vezes superiores" aos praticados na Copa do Mundo FIFA 2022, no Catar, que já figurava entre as mais caras.

De acordo com um estudo da Keller Sports, os torcedores pagaram, na época, 40% a mais em ingressos em comparação com aqueles que acompanharam a edição de 2018 na Rússia.

Na Copa deste ano, na última fase de vendas o valor inicial para a final da Copa custava US$ 6.370 e agora, no site oficial, o ticket mais caro bate os US$ 10.990. Na atual conversão, com o dólar à vista rondando os R$ 4,99, o valor se aproxima dos R4 31,8 mil e R$ 54,8.

A avaliação da Moody's se baseia não apenas no valor nominal das entradas, mas também em fatores estruturais da edição de 2026. Pela primeira vez sediado por três países e abrangendo um continente inteiro, o torneio amplia significativamente os gastos com deslocamento, hospedagem e alimentação.

O diagnóstico dialoga com levantamento anterior obtido pela EXAME junto à Nomad, que estimou o custo de uma viagem de sete dias para acompanhar a Copa a partir de Miami. No cenário mais econômico, os gastos giram em torno de R$ 8.680 por pessoa.

Em um padrão intermediário, a cifra sobe para cerca de R$ 14.800, enquanto experiências de luxo ultrapassam R$ 30.400. A projeção considera hospedagem, alimentação, transporte e lazer, sem incluir ingressos para os jogos, que tendem a pressionar ainda mais o orçamento.

Impacto econômico da Copa será limitado

Apesar do elevado custo para os torcedores, o impacto macroeconômico do torneio deve ser limitado. De acordo com a Moody’s Analytics, a contribuição para o PIB será marginal, especialmente nos Estados Unidos, principal sede dos jogos.

A estimativa é de um impacto de apenas 0,05% na economia americana em 2026. No Canadá, o efeito deve chegar a 0,07%, enquanto o México deve registrar o maior impulso relativo, de 0,13%, refletindo o tamanho menor da economia e efeitos multiplicadores mais relevantes. No agregado da América do Norte, o impacto projetado é de 0,056%.

O relatório aponta que a utilização de infraestrutura já existente, especialmente estádios de futebol americano nos EUA, ajuda a conter custos e evitar os prejuízos observados em edições anteriores. Ainda assim, os analistas destacam que os efeitos positivos tendem a ser pontuais, sem alterar de forma significativa a trajetória de crescimento das economias envolvidas.

Fatores de riscos para a Copa do Mundo 2026

Há, porém, incertezas relevantes no cenário. Entre os riscos de baixa, a Moody’s cita a possibilidade de agravamento da guerra entre EUA, Israel e Irã e impactos, inclusive, das políticas migratórias mais restritivas nos Estados Unidos.

"O conflito no Oriente Médio pode elevar os custos de alimentos e transporte, enquanto políticas de imigração rigorosas nos EUA podem limitar o aumento do turismo no país", diz a consultoria.

Por outro lado, há vetores de alta, como o aumento no número de seleções, o calendário durante o verão, período de alta temporada, e a realização de eventos paralelos podem ampliar o impacto econômico além das estimativas iniciais.

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