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Israel emite alerta de evacuação no Líbano em meio a ataques contra o Hezbollah

Bombardeios já deixaram mais de 50 mortos e 150 feridos no país; premiê pediu que grupo entregue armas para evitar escalada

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Israel faz novos ataques a Hezbollah no Líbano | Reprodução/Reuters

Israel emitiu um alerta de evacuação, nesta terça-feira (3), para moradores de diversas regiões do Líbano, incluindo a capital, Beirute. O aviso ocorre em meio aos ataques contra o grupo Hezbollah, que lançou mísseis contra Tel Aviv em retaliação à operação coordenada entre Israel e Estados Unidos no Irã.

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“As atividades do Hezbollah estão forçando as Forças de Defesa de Israel a agir com firmeza, e não temos intenção de prejudicá-los. Para sua segurança, vocês devem evacuar suas casas imediatamente. Qualquer pessoa próxima a elementos do Hezbollah, suas instalações e seus meios de combate está colocando sua vida em risco”, disse o Exército israelense.

Até o momento, 52 pessoas foram mortas e outras 154 ficaram feridas devido aos ataques israelenses no Líbano. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, repudiou o lançamento de projéteis pelo Hezbollah, dizendo que o ato era "irresponsável”, pois dá a Israel pretextos para continuar com os bombardeios contra o país, mesmo com o cessar-fogo firmado em 2024.

Para tentar conter a situação, Salam proibiu a atuação do Hezbollah, exigindo que os militantes do grupo entreguem suas armas ao governo. “O Governo solicita a todas as agências militares e de segurança que impeçam a realização de qualquer operação militar ou o lançamento de foguetes ou drones a partir de territórios libaneses, além de prender infratores”, disse o premiê.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no sábado (28). O bombardeio, que deixou mais de 200 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Na última semana, representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na manhã de sábado, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, que deixaram mais de 500 mortos, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. A ação resultou em um comunicado conjunto entre França, Alemanha e Reino Unido, que sugeriram a possibilidade de entrar no conflito para "a defesa de seus interesses e de seus aliados".

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