Mundo

Irã responde EUA e ataca bases militares no Golfo Pérsico

Mísseis foram reportados no Bahrein e no Kuwait; Jordânia também relatou ter interceptado os projéteis

Avatar de Camila Stucaluc
Camila Stucaluc
Bandeira do Irã | Pexels

Bandeira do Irã | Pexels

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) lançou, nesta quarta-feira (10), novos ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. A ofensiva ocorreu em retaliação aos bombardeios norte-americanos nas proximidades do Estreito de Ormuz, na noite anterior.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, foram atacadas defesas aéreas iranianas, estações de controle terrestre e radares de vigilância perto do estreito, em resposta à derrubada de um helicóptero militar. Em retaliação, as tropas iranianas lançaram mísseis contra bases militares no Bahrein e no Kuwait.

A Jordânia, que não faz parte do Golfo, também relatou ter interceptado mísseis iranianos contra a base aérea de Muwaffaq Salti, que abrigava forças norte-americanas. Ao todo, foram abatidos cinco projéteis, que, segundo a mídia iraniana, tinham como alvo hangares de caças F-35 e um centro de comando de controle.

Os ataques representam uma das maiores trocas de hostilidades desde que Estados Unidos e Irã concordaram com um cessar-fogo, em abril, para avançar nas negociações de paz. No domingo (7), Teerã também trocou fogo com Israel, em retaliação à ofensiva de Tel Aviv contra o Hezbollah – grupo apoiado pelo regime –, no sul do Líbano.

O cenário aumenta a tensão entre os países, prejudicando o diálogo. Pelas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqae, disse que o país prefere “a linguagem da diplomacia”, mas que “sabe falar outros idiomas também”. “Nossas Forças Armadas Poderosas não deixarão nenhum ataque ou ameaça sem resposta”, frisou.

Entenda

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no 28 de fevereiro. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

No começo do ano, os países se reuniram para debater um novo acordo nuclear, em um encontro descrito como "positivo" pelas delegações. Dias depois, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, e autorizou novos bombardeios contra o país, desta vez em parceria com Israel.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. As hostilidades ainda escalaram para o Estreito de Ormuz, pressionando a economia global.

No começo de abril, Estados Unidos, Israel e Irã aceitaram um acordo de cessar-fogo, visando incentivar a retomada das negociações diplomáticas. O mesmo ocorreu entre Israel e Líbano. A violação constante das tréguas, no entanto, dificulta o diálogo entre os países.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: TSE foi procurado por EUA, mas diz não saber tema da visita

TSE foi procurado por EUA, mas diz não saber tema da visita

Imagem da notícia: Trump exige pacto com Israel para acordo nuclear saudita

Trump exige pacto com Israel para acordo nuclear saudita

Imagem da notícia: PSD oficializa Omar Aziz ao governo do Amazonas

PSD oficializa Omar Aziz ao governo do Amazonas

Imagem da notícia: Netanyahu declara apoio a Flávio em convenção do PL

Netanyahu declara apoio a Flávio em convenção do PL

Imagem da notícia: TSE foi procurado por EUA, mas diz não saber tema da visita

TSE foi procurado por EUA, mas diz não saber tema da visita

Imagem da notícia: Trump exige pacto com Israel para acordo nuclear saudita

Trump exige pacto com Israel para acordo nuclear saudita

Imagem da notícia: PSD oficializa Omar Aziz ao governo do Amazonas

PSD oficializa Omar Aziz ao governo do Amazonas

Imagem da notícia: Netanyahu declara apoio a Flávio em convenção do PL

Netanyahu declara apoio a Flávio em convenção do PL

Últimas notícias

Lula: quem interferir nas eleições "vai apanhar muito"

Presidente defende soberania brasileira em convenção que oficializou a chapa de Haddad ao governo de São Paulo

PDT oficializa Juliana Brizola ao governo do RS

Convenção oficializa candidatura ao Piratini com ampla aliança; Edegar Pretto será vice e chapa terá Manuela d’Ávila e Paulo Pimenta ao Senado

PL 'dribla' STF e exibe Jair Bolsonaro em vídeo de IA

Mensagem do ex-presidente foi exibida durante evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência após restrições impostas por Moraes

Haddad é oficializado candidato ao governo de São Paulo

Convenção realizada em Campinas reuniu Lula, Alckmin, Marina e Tebet e foi marcada por críticas ao governo Tarcísio de Freitas

Associação dos delegados da PF vê risco para caso Master

Em entrevista ao SBT News, presidente da entidade dos delegados da PF diz que corporação aprendeu com anulações, segue protocolos e atua com preocupação

Paiva: “Delegados da PF estão insatisfeitos com o governo”

Presidente da Associação Nacional de Delegados de PF critica governo, cobra lei de autonomia e expõe incômodo da categoria com Andrei Rodrigues