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EUA pedem que norte-americanos deixem 14 países devido a conflito no Oriente Médio

Lista inclui Irã, Israel e Arábia Saudita; recomendação é que população use voos comerciais

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Camila Stucaluc
03/03/2026, 07:01 • Atualizado em 03/03/2026, 11:36
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Bandeira dos Estados Unidos | Pexels

Bandeira dos Estados Unidos | Pexels

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu, na noite de segunda-feira (2), que cidadãos norte-americanos deixem 14 países devido à escalada de conflito no Oriente Médio. A recomendação, segundo a pasta, é que os viajantes utilizem voos comerciais disponíveis.

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“Ativamos uma força-tarefa 24 horas por dia, 7 dias por semana, que está fornecendo aos cidadãos americanos informações atualizadas sobre segurança e proteção. Todos os americanos localizados no exterior, especialmente aqueles no Oriente Médio, devem se inscrever no Programa de Inscrição de Viajantes Inteligentes”, disse o secretário de Estado, Marco Rubio.

Veja a lista de países:

  • Bahrein
  • Egito
  • Irã
  • Iraque
  • Israel
  • Jordânia
  • Kuwait
  • Líbano
  • Omã
  • Catar
  • Arábia Saudita
  • Síria
  • Emirados Árabes Unidos
  • Iêmen

A recomendação ainda se estende à Cisjordânia, território palestino ocupado militarmente por Israel. O mesmo vale para a Faixa de Gaza, situada entre Israel, Egito e o Mar Mediterrâneo, que esteve em guerra com Israel nos últimos três anos devido aos ataques promovidos pelo Hamas no sul do território israelense em 2023.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no sábado (28). O bombardeio, que deixou mais de 200 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Na última semana, representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na manhã de sábado, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, que deixaram mais de 500 mortos, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano — país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. A ação resultou em um comunicado conjunto entre França, Alemanha e Reino Unido, que sugeriram a possibilidade de entrar no conflito para "a defesa de seus interesses e de seus aliados".

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